Mundo
Venezuela. México recusa envolver-se e tomar partidos
Apesar das pressões, o Presidente do México recusou esta terça-feira escolher um lado na crise da Venezuela. "Não quero envolver-me nisto, isso é certo", afirmou Andrés López Obrador aos jornalistas, na sua habitual conferência de imprensa matutina.
"O México irá respeitar a decisão assumida por outras pessoas, por outros Governos", acrescentou Obrador.
Nem sequer a breve detenção segunda-feira, no Palácio Presidencial, do jornalista Jorge Ramos, nascido no México, e da sua equipa, mereceu de Obrador mais do que uma breve declaração.
Desde que, a 23 de janeiro, o presidente da Assembleia Nacional da
Venezuela, Juan Guaidó, invocou a Constituição do país para se
autoproclamar presidente interino, desafiando Nicolás Maduro, que a
crise humanitária na Venezuela se agudizou e alastrou à política.
Guaidó recebeu o apoio dos Estados Unidos e da União Europeia, assim como da maioria dos países da América Latina, mas Obrador, um Presidente eleito pela esquerda, recusa seguir essa via, apesar da pressão dos Estados Unidos.
Obrador preferiu manter-se à margem. "Não queremos tomar partidos", justificou.
Guaidó recebeu o apoio dos Estados Unidos e da União Europeia, assim como da maioria dos países da América Latina, mas Obrador, um Presidente eleito pela esquerda, recusa seguir essa via, apesar da pressão dos Estados Unidos.
A entrada da ajuda humanitária internacional,
prometida por Guaidó e tentada por milhares de voluntários
maioritariamente venezuelanos, esbarrou sexta-feira e sábado na muralha
de piquetes do exército, estacionados junto às fronteiras com a Colômbia e
com o Brasil.
"Não queremos tomar partidos"
Ao mesmo tempo, os "coletivos", grupos milicianos armados fiéis a Maduro, espalhavam a violência nas ruas de localidades fronteiriças. Nos confrontos e na repressão, morreram pelo menos cinco pessoas e ficaram feridos mais de 200 civis.
Na segunda-feira, durante o encontro do Grupo de Lima, reunido para avaliar a resposta à intransigência de Maduro em deixar entrar o auxílio humanitário internacional, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, apelou ao México para reconhecer Juan Guaidó como legítimo presidente da Venezuela.
"Não queremos tomar partidos"
Ao mesmo tempo, os "coletivos", grupos milicianos armados fiéis a Maduro, espalhavam a violência nas ruas de localidades fronteiriças. Nos confrontos e na repressão, morreram pelo menos cinco pessoas e ficaram feridos mais de 200 civis.
Na segunda-feira, durante o encontro do Grupo de Lima, reunido para avaliar a resposta à intransigência de Maduro em deixar entrar o auxílio humanitário internacional, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, apelou ao México para reconhecer Juan Guaidó como legítimo presidente da Venezuela.
Nem sequer a breve detenção segunda-feira, no Palácio Presidencial, do jornalista Jorge Ramos, nascido no México, e da sua equipa, mereceu de Obrador mais do que uma breve declaração.
"Expresso daqui a minha solidariedade com ele. O que não quero é envolver-me numa questão que está extremamente polarizada", acrescentou, referindo que se junta ao protesto formal contra o incidente no palácio de Miraflores, apresentado pelo ministro mexicano dos Negócios Estrangeiros.