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Venezuela. Nicolás Maduro perdoa opositores a poucos meses das eleições
O Governo venezuelano perdoou mais de uma centena de pessoas, incluindo opositores de Nicolás Maduro que se encontravam presos ou refugiados em embaixadas estrangeiras em Caracas, assim como aqueles que se viram forçados a abandonar o país. A decisão foi tomada na noite de segunda-feira, numa altura em que as eleições legislativas se aproximam, com a ameaça de boicote por parte da oposição.
O decreto presidencial lançado por Maduro põe fim aos processos criminais de mais de 20 políticos detidos e exilados, assim como de dezenas de ativistas políticos, informou na segunda-feira o porta-voz do presidente, Jorge Rodríguez.
O Governo venezuelano apontou a ação como uma oferta de paz aos 110 opositores, numa altura em que o país se debate com um colapso económico agravado pelas sanções norte-americanas aplicadas para forçar Nicolás Maduro a sair do poder.
Segundo o executivo, o decreto pretende “aprofundar o processo de reconciliação e união nacional, de modo a que os assuntos políticos sejam resolvidos por meios pacíficos e por meios eleitorais”. Os termos da amnistia não foram totalmente esclarecidos, não sendo claro se os detidos e asilados podem sair em liberdade sem temer futuras represálias.
A decisão chega a pouco mais de três meses das eleições legislativas na Venezuela, marcadas para 6 de dezembro, nas quais os eleitores vão eleger 277 deputados que formarão a nova Assembleia Nacional.
Caso a vitória vá para Nicolás Maduro, este reclamará o controlo da Assembleia Nacional e conseguirá afastar Juan Guaidó da presidência desse órgão legislativo.
O sucesso de Maduro nas eleições não está, porém, garantido. A oposição liderada por Guaidó disse mesmo querer boicotá-las por considerar que as condições de voto não são justas. Especialistas acreditam que a ameaça terá feito com que Nicolás Maduro se esteja a esforçar para que a sua eventual vitória seja aceite pela comunidade internacional e as sanções à Venezuela sejam aliviadas.
“Maduro não é o nosso presidente e eu não sou criminoso”
Muitas das pessoas que receberam o perdão presidencial nunca foram, porém, formalmente acusadas nem levadas a tribunal. Por essa razão, alguns dos nomes da lista denunciaram o decreto de Maduro, garantindo que nunca cometeram qualquer crime em primeiro lugar.
“Maduro está a fingir a sua piedade num ato de desespero para salvar o resultado da farsa” que vão ser as eleições, acredita um dos perdoados pelo decreto, Juan Pablo Guanipa, deputado da oposição a quem foi impugnada a vitória numa corrida para governador e que mais tarde foi acusado de traição sem qualquer prova.
Outro deputado da oposição agora perdoado, Americo de Grazia, que tem vivido em exílio, expressou no Twitter a mesma opinião. “Maduro não é o nosso presidente e eu não sou criminoso. Se deseja contribuir para a paz da Venezuela, indulte o país da usurpação do poder”, criticou.
A crise política, económica e social na Venezuela agravou-se desde janeiro de 2019, quando Juan Guaidó jurou publicamente assumir as funções de presidente interino do país, até afastar Nicolás Maduro do poder e convocar um Governo de transição e eleições livres.
c/ agências
O Governo venezuelano apontou a ação como uma oferta de paz aos 110 opositores, numa altura em que o país se debate com um colapso económico agravado pelas sanções norte-americanas aplicadas para forçar Nicolás Maduro a sair do poder.
Segundo o executivo, o decreto pretende “aprofundar o processo de reconciliação e união nacional, de modo a que os assuntos políticos sejam resolvidos por meios pacíficos e por meios eleitorais”. Os termos da amnistia não foram totalmente esclarecidos, não sendo claro se os detidos e asilados podem sair em liberdade sem temer futuras represálias.
A decisão chega a pouco mais de três meses das eleições legislativas na Venezuela, marcadas para 6 de dezembro, nas quais os eleitores vão eleger 277 deputados que formarão a nova Assembleia Nacional.
Caso a vitória vá para Nicolás Maduro, este reclamará o controlo da Assembleia Nacional e conseguirá afastar Juan Guaidó da presidência desse órgão legislativo.
O sucesso de Maduro nas eleições não está, porém, garantido. A oposição liderada por Guaidó disse mesmo querer boicotá-las por considerar que as condições de voto não são justas. Especialistas acreditam que a ameaça terá feito com que Nicolás Maduro se esteja a esforçar para que a sua eventual vitória seja aceite pela comunidade internacional e as sanções à Venezuela sejam aliviadas.
“Maduro não é o nosso presidente e eu não sou criminoso”
Muitas das pessoas que receberam o perdão presidencial nunca foram, porém, formalmente acusadas nem levadas a tribunal. Por essa razão, alguns dos nomes da lista denunciaram o decreto de Maduro, garantindo que nunca cometeram qualquer crime em primeiro lugar.
“Maduro está a fingir a sua piedade num ato de desespero para salvar o resultado da farsa” que vão ser as eleições, acredita um dos perdoados pelo decreto, Juan Pablo Guanipa, deputado da oposição a quem foi impugnada a vitória numa corrida para governador e que mais tarde foi acusado de traição sem qualquer prova.
“Você não tem a autoridade para perdoar quem quer que seja”, escreveu Guanipa um tweet direcionado a Nicolás Maduro.
Roberto Marrero, chefe da equipa de Juan Guaidó, estava detido e foi um dos que recebeu o perdão presidencial. Foto: Manaure Quintero - Reuters
Outro deputado da oposição agora perdoado, Americo de Grazia, que tem vivido em exílio, expressou no Twitter a mesma opinião. “Maduro não é o nosso presidente e eu não sou criminoso. Se deseja contribuir para a paz da Venezuela, indulte o país da usurpação do poder”, criticou.
A crise política, económica e social na Venezuela agravou-se desde janeiro de 2019, quando Juan Guaidó jurou publicamente assumir as funções de presidente interino do país, até afastar Nicolás Maduro do poder e convocar um Governo de transição e eleições livres.
c/ agências