Mundo
Vice-presidente Joe "creepy" Biden volta a dar que falar nos EUA
A rede social Twitter explodiu esta terça-feira em censura e comentários a duas novas gaffes do vice-presidente dos EUA. Fotos e um vine de Biden com as mãos nos ombros da mulher do novo secretário da Defesa dos EUA e a sussurrar-lhe ao ouvido, tornaram-se rapidamente virais e motivo de debate nas televisões. Horas depois, numa conferência sobre extremismo violento, o vice-presidente revelou que tem "bons amigos" entre os motoristas de táxi somalis.
As opiniões dividem-se. Muitos perguntam em "que raio estava Biden a pensar", quando se mostrou tão familiar com Stephanie Carter, nas costas do marido dela quando ele discursava como novo secretario da Defesa.
Outros veem no gesto do vice-presidente apenas mais um exemplo do seu habitual à vontade em ocasiões oficiais, o qual consideram "refrescante".


As fotografias e o pequeno vídeo de seis segundos (um vine), de Biden de mãos nos ombros dela a sussurrar ao ouvido de Stephanie, foram suficientes para muitos twitters se referirem ao vice-presidente como "creepy" (bizarro ou arrepiante). Outros riem-se e dizem que o novo responsável pelos exércitos norte-americanos nem sequer consegue evitar que o vice-presidente "ponha as mãos" na sua mulher.



Um vídeo maior do sucedido mostra Biden a chamar Stephanie para a sua frente enquanto Ash Carter, o novo responsável pela pasta da Defesa dos EUA, começa a discursar.
A certa altura o vice-presidente coloca as mãos nos ombros da mulher do colega de Administração, durante cerca de 28 segundos e, depois, inclina-se e diz-lhe qualquer coisa ao ouvido. Stephanie ri-se e acena com a cabeça mas percebe-se um ligeiro constrangimento.
Pouco depois Biden retira aos mãos e, no momento seguinte, Ash Carter volta-se e coloca ele mesmo a mão no ombro da mulher, enquanto lhe agradece o apoio. A informalidade do vice-presidente já fez história noutras ocasiões. A recente tomada de posse dos senadores, na qual participam os seus familiares, tornou-se mesmo um "momento de tv" com uma coletânea das brincadeiras com os mais novos e mais velhos e registo de várias selfies.
Certo é que o discurso de Carter não ficou para a História mas as "mãozinhas" de Biden nos ombros de Stephanie já fizeram correr tinta e agitaram as águas da internet.
Este foi mais um exemplo das atitudes espontâneas e improvisadas do vice-presidente que rompem o protocolo e deixam muitas pessoas incomodadas. Há quem considere que o gesto com Stephanie roçou o assédio sexual.
Muitas pessoas nas redes sociais lembraram um outro episódio de Biden ocorrido com a filha de um Senador, também numa tomada de posse. A criança fica visivelmente incomodada.
Outros aplaudem o vice-presidente pela sua "autenticidade". "É só Biden a ser Biden", afirmam. E explicam as atitudes de familiaridade como uma forma de por à vontade quem está nervoso pelo cerimonial.
Joe Biden já concorreu duas vezes à presidência dos EUA e já anunciou uma terceira candidatura em 2016. E os seus "bidenismos", como também são conhecidas as suas gaffes, são um pau de dois bicos, uma "vantagem e uma desvantagem".
"Ele safa-se com algumas coisas com que outros não conseguiriam safar-se, mas estas também o tornam uma pessoa menos séria do que ele gostaria", refere à APTN o analista político Kyle Kondik, do Centro para Política da Universidade de Virgínia.
Os "meus amigos" somalis
Noutro registo, potencialmente mais grave para as aspirações políticas de Biden, foi a forma como se referiu na terça-feira aos seus "amigos" os taxistas somalis, que poderá custar-lhe votos das preciosas minorias americanas. A nova gaffe surgiu horas depois da ocorrida com Stephanie.
Durante uma conferência sobre extremismo violento em Minneapolis, onde decorrem programas de prevenção de radicalização de jovens somalis, o vice-presidente tentou traçar um paralelo do programa com a sua cidade natal.
Perante os líderes comunitários e religiosos locais, muitos africanos ou muçulmanos, Biden referiu que Wilmington, no Delaware, possui uma "grande e muito característica comunidade somali".

"Se alguma vez forem à estação de comboios poderão reparar que tenho muito boas relações com eles, porque muitos deles guiam táxis e são meus amigos", acrescentou Biden, referindo ainda, "é verdade. Não estou a ser solícito. Estou a falar a sério".
Já em 2006, Biden afirmara a um apoiante indiano-americano que, no Delaware, "não é possível ir a um 7-Eleven ou a um Dunkin'Donuts a não ser que se tenha um ligeiro sotaque indiano".
A frase causou na altura grande incómodo e obrigou o gabinete de Biden a explicar que as referências às cadeias de grandes lojas e de restaurantes de donuts apenas pretendiam sublinhar a pujança da comunidade indiana-americana no estado de origem de Biden.
Outros veem no gesto do vice-presidente apenas mais um exemplo do seu habitual à vontade em ocasiões oficiais, o qual consideram "refrescante".
As fotografias e o pequeno vídeo de seis segundos (um vine), de Biden de mãos nos ombros dela a sussurrar ao ouvido de Stephanie, foram suficientes para muitos twitters se referirem ao vice-presidente como "creepy" (bizarro ou arrepiante). Outros riem-se e dizem que o novo responsável pelos exércitos norte-americanos nem sequer consegue evitar que o vice-presidente "ponha as mãos" na sua mulher.
Um vídeo maior do sucedido mostra Biden a chamar Stephanie para a sua frente enquanto Ash Carter, o novo responsável pela pasta da Defesa dos EUA, começa a discursar.
A certa altura o vice-presidente coloca as mãos nos ombros da mulher do colega de Administração, durante cerca de 28 segundos e, depois, inclina-se e diz-lhe qualquer coisa ao ouvido. Stephanie ri-se e acena com a cabeça mas percebe-se um ligeiro constrangimento.
Pouco depois Biden retira aos mãos e, no momento seguinte, Ash Carter volta-se e coloca ele mesmo a mão no ombro da mulher, enquanto lhe agradece o apoio. A informalidade do vice-presidente já fez história noutras ocasiões. A recente tomada de posse dos senadores, na qual participam os seus familiares, tornou-se mesmo um "momento de tv" com uma coletânea das brincadeiras com os mais novos e mais velhos e registo de várias selfies.
Certo é que o discurso de Carter não ficou para a História mas as "mãozinhas" de Biden nos ombros de Stephanie já fizeram correr tinta e agitaram as águas da internet.
Este foi mais um exemplo das atitudes espontâneas e improvisadas do vice-presidente que rompem o protocolo e deixam muitas pessoas incomodadas. Há quem considere que o gesto com Stephanie roçou o assédio sexual.
Muitas pessoas nas redes sociais lembraram um outro episódio de Biden ocorrido com a filha de um Senador, também numa tomada de posse. A criança fica visivelmente incomodada.
Outros aplaudem o vice-presidente pela sua "autenticidade". "É só Biden a ser Biden", afirmam. E explicam as atitudes de familiaridade como uma forma de por à vontade quem está nervoso pelo cerimonial.
Joe Biden já concorreu duas vezes à presidência dos EUA e já anunciou uma terceira candidatura em 2016. E os seus "bidenismos", como também são conhecidas as suas gaffes, são um pau de dois bicos, uma "vantagem e uma desvantagem".
"Ele safa-se com algumas coisas com que outros não conseguiriam safar-se, mas estas também o tornam uma pessoa menos séria do que ele gostaria", refere à APTN o analista político Kyle Kondik, do Centro para Política da Universidade de Virgínia.
Os "meus amigos" somalis
Noutro registo, potencialmente mais grave para as aspirações políticas de Biden, foi a forma como se referiu na terça-feira aos seus "amigos" os taxistas somalis, que poderá custar-lhe votos das preciosas minorias americanas. A nova gaffe surgiu horas depois da ocorrida com Stephanie.
Durante uma conferência sobre extremismo violento em Minneapolis, onde decorrem programas de prevenção de radicalização de jovens somalis, o vice-presidente tentou traçar um paralelo do programa com a sua cidade natal.
Perante os líderes comunitários e religiosos locais, muitos africanos ou muçulmanos, Biden referiu que Wilmington, no Delaware, possui uma "grande e muito característica comunidade somali".
"Se alguma vez forem à estação de comboios poderão reparar que tenho muito boas relações com eles, porque muitos deles guiam táxis e são meus amigos", acrescentou Biden, referindo ainda, "é verdade. Não estou a ser solícito. Estou a falar a sério".
Já em 2006, Biden afirmara a um apoiante indiano-americano que, no Delaware, "não é possível ir a um 7-Eleven ou a um Dunkin'Donuts a não ser que se tenha um ligeiro sotaque indiano".
A frase causou na altura grande incómodo e obrigou o gabinete de Biden a explicar que as referências às cadeias de grandes lojas e de restaurantes de donuts apenas pretendiam sublinhar a pujança da comunidade indiana-americana no estado de origem de Biden.