População ucraniana encara possibilidade da morte de Prigozhin como "boa surpresa"
A enviada especial da RTP à Ucrânia, Cândida Pinto, está em Kiev a estudar as reações da população.
Queda de avião na Rússia. Prigozhin pode estar vivo
As informações não estão confirmadas, tratando-se apenas de especulações.
Marcelo apela à Rússia para que se retire da Ucrânia
Marcelo Rebelo de Sousa ouviu as sirenes em Kiev
Queda de avião. Rússia e grupo ligado à Wagner confirmam morte de Prigozhin
Segundo a mesma fonte, estava também entre os passageiros Dmitry Utkin, um dos fundadores do grupo Wagner e ex-oficial das forças especiais russas.
"De acordo com a companhia aérea, os seguintes passageiros estavam a bordo do avião Embraer - 135", disse Rosaviatsiya, citando os nomes de Prigozhin e Utkin.
⚡️ Самолёт, который разбился в Тверской области, принадлежит Евгению Пригожину, утверждают издание Baza и журналистка Ксения Собчак. На борту бизнес-джета Embraer, как утверждается, были 7 человек, они погибли.
— ЭХО (@echofm_online) August 23, 2023
Видео: соцсети pic.twitter.com/EzyZ3PbVT8
Russia, Tver Oblast: Evgeniy Prigozhin reportedly dead as a result of a plane crash.
— Dmitri (@wartranslated) August 23, 2023
Doubt that any sane people will despair about this event. pic.twitter.com/uF2mKCliIG
O governador de Tver, Igor Rudenia, assumiu o controlo pessoal da investigação sobre o sucedido com o avião civil.
“Vai ser interessante descobrir quem mais estava a bordo do avião. Algumas informações indicam que Dmitriy Utkin [militar russo e presumível fundador do grupo Wagner] estava lá também”, escreveu.
Russian aviation agency: Yevgeny Prigozhin was among passengers in the plane that crashed in Tver region of Russia.
— Anton Gerashchenko (@Gerashchenko_en) August 23, 2023
That was predictable.
It will be interesting to find out who else was on board of that plane. By some information, Dmitriy Utkin was there as well.
Ten people… pic.twitter.com/RukDbDJCKc
O acordo incluiu a transferência das tropas Wagner da Rússia para a Bielorrússia, para auxiliar no treino das forças armadas bielorrussas. O armamento pesado dos mercenários terá ficado na Rússia.
Rússia reivindica que avança no leste e resiste no sul do país
"No setor de Kupyansk [na frente de Kharkiv, leste do país], as formações de assalto do grupo militar avançaram nas áreas designadas e melhoraram as suas posições táticas", disse o porta-voz da Defesa, tenente-general Igor Konashenkov.
O porta-voz militar reivindicou que as unidades russas, com o apoio da aviação e da artilharia, repeliram quatro ataques ucranianos naquele setor da frente nas proximidades das cidades de Sinkivka (Kharkiv), Novoegorivka e Novoselivske (Lugansk).
No setor da frente de Zaporijia, região sul, onde decorrem os combates mais intensos, as forças russas dizem ter repelido quatro ataques ucranianos à cidade de Robotyne, parcialmente recapturada pela Ucrânia como parte da sua contraofensiva.
As autoridades ucranianas deram por sua vez conta de que a ameaça de mísseis e ataques aéreos russos persiste em toda a Ucrânia, segundo o Estado-Maior de Kiev, e que mais de 30 combates ocorreram na frente nas últimas 24 horas.
De acordo com o Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia, citado pela agência Ukrinform, as tropas russas lançaram quatro ataques com mísseis e 58 ataques aéreos, e abriram fogo com múltiplos sistemas de lançamento de `rockets` (MLRS) contra posições ucranianas 60 vezes; na última noite, atacaram novamente o território ucraniano com `drones` suicidas Shahed-136/131 de fabrico iraniano.
As investidas russas com ataques de artilharia e morteiros, disse o Estado Maior, afetaram várias localidades nas províncias de Kharkiv e Lugansk, e também na província de Kherson e Zaporijia, no sul, onde as forças ucranianas anunciaram na terça-feira terem alcançado a localidade de Robotyne, cujas imediações foram igualmente visadas pelas tropas de Moscovo.
As forças ucranianas afirmaram que continuam a operação ofensiva na direção de Melitopol, onde estão a ganhar posições dentro das fronteiras recapturadas e a executar medidas de contra-ataque.
Nas últimas 24 horas, a Força Aérea da Ucrânia lançou 11 ataques contra posições russas e dois ataques contra sistemas de mísseis terra-ar.
A agência Ukrinform relatou também hoje o episódio de uma aterragem de um helicóptero militar russo em território controlado pelas forças ucranianas em circunstâncias ainda não esclarecidas.
Andriy Yusov, da secreta militar ucraniana, confirmou a informação da aterragem de um helicóptero russo MI-8 com a sua tripulação no campo de aviação de Poltava, na Ucrânia central,
"Sim, existe essa informação. Estamos a trabalhar com a tripulação também. Está tudo bem, só precisamos esperar um pouco e haverá novidades", limitou-se a dizer.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou, de acordo com os mais recentes dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Marcelo em Kiev. Soaram alarmes durante cimeira da Crimeia e presidente ficou retido
António Pedro Santos - Lusa
O chefe de Estado fez ainda um resumo das suas declarações na cimeira. A primeira mensagem foi que Portugal não aceita a ocupação russa nem a violação da soberania ucraniana sobre a Crimeia.
Marcelo Rebelo de Sousa transmitiu ainda que não faz sentido separar a questão da Crimeia da questão genérica da invasão russa da Ucrânia.O presidente da República adiantou que está em cima da mesa convidar Volodymyr Zelensky para visitar Portugal, mas tal poderá ser difícil, pois este “tem uma guerra a decorrer”.
O presidente da República destacou ainda que, durante o encontro, o homólogo ucraniano se mostrou “preocupado com o que tem havido [na Crimeia] ao longo destes nove anos de atraso em termos económicos e sociais relativamente ao que deveria ter existido”.
“Citou exemplos da sociedade civil, de atividades económicas que têm estado presentes relativamente à Ucrânia como um todo e que não estão presentes como deveriam estar na Crimeia”, elucidou.
Marcelo Rebelo de Sousa disse ter desenvolvido essa matéria “para explicar que a integridade do território, a recuperação de um território, a garantia da soberania (…) é ter condições para olhar para os problemas das pessoas e para tratá-los”.
Zelensky diz que Portugal tem voz política importante
"A voz de Portugal é politicamente importante", disse Zelensky em conferência de imprensa, na cimeira da Plataforma da Crimeia, em Kiev.
O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, sentou-se entre os jornalistas a ouvir a conferência de imprensa do homólogo ucraniano.
Zelensky acrescentou que Portugal apoiou a Ucrânia desde o início da invasão da Rússia e que está ao lado das autoridades ucranianas "na responsabilização" da Rússia pelo crime de agressão.
O chefe de Estado ucraniano agradeceu o apoio de países como Portugal em várias áreas, por exemplo munições.
"A vitória no campo de batalha é importantíssima, há pessoas a morrer e os países estão a ajudar", comentou Zelensky, na véspera de se cumprir um ano e meio de guerra na Ucrânia, invadida pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.
Desminagem do Mar Negro. Portugal só participaria "no quadro de uma missão muito bem definida", diz Gomes Cravinho
António Pedro Santos - Lusa
“O Mar Negro precisará, de facto, de ser desminado. Nós vimos como a Rússia saiu do acordo para o escoamento de cereais do Mar Negro, basicamente por razões de interesse próprio”, relembrou o governante, no final da cimeira da Crimeia, na qual Marcelo Rebelo de Sousa também participou.
“Portugal tem alguns meios mas, naturalmente, só participaria no quadro de uma missão muito bem definida, com a devida autoridade por parte das Nações Unidas, por parte da NATO”, acrescentou.
João Gomes Cravinho disse, porém, que o país está “aberto a trabalhar com aliados, com outros parceiros, com a própria Ucrânia para identificar como é que se poderia desenvolver uma missão que assegurasse a liberdade de circulação no Mar Negro”.
“Anexações ilegais” não serão reconhecidas
No final da cimeira da Crimeia, o ministro português disse ter saído do encontro “uma declaração forte que sublinha que todos os signatários, todos os países que participam não reconhecerão a anexação da Crimeia nem as outras anexações ilegais levadas a cabo pela Rússia através de atos eleitorais sem qualquer tipo de credibilidade”.
Sai também a mensagem de que serão aplicadas sanções e que “isso irá até ao fim, até à retirada da Rússia desses territórios ilegalmente anexados”, acrescentou Gomes Cravinho.
“Hoje em dia toda a gente compreende que a anexação da Crimeia foi um prenúncio de algo ainda mais violento e agressivo, que é a invasão de toda a Ucrânia”, disse.
“Toda a gente percebeu que isto faz parte de um padrão, e não – ao contrário daquilo que alguns imaginavam – que a anexação poderia servir como uma forma de apaziguar a Rússia, dar alguma coisa à Rússia para que fique satisfeita”.
Para os participantes na cimeira, “só há uma resposta possível, que é apoiar a plena integridade territorial da Ucrânia, incluindo a Crimeia”.
Ucrânia. Deputados do PS e PSD em visita para analisar evolução das operações militares
Numa nota enviada à agência Lusa, os dois deputados, da Comissão Parlamentar de Defesa Nacional, afirmam que a visita decorre no âmbito da plataforma "United for Ukraine", por ocasião do dia da independência daquele país.
"Esta visita, paralela à do Presidente da República, contempla reuniões com membros do Governo Ucraniano, desde o Procurador-geral da República, o Ministro e o Vice-Ministro da Defesa e um encontro com deputados ucranianos", referem os dois parlamentares na nota enviada à Lusa.
Segundo Miguel dos Santos Rodrigues e Cristiana Ferreira, nas reuniões "deverá ser analisado o ponto de situação das operações militares e do fornecimento de equipamento às forças militares ucranianas, bem como outras iniciativas diplomáticas como a criação de um tribunal especial para a avaliação de crimes de guerra cometidos na Ucrânia".
Sobre as razões desta visita, o deputado socialista, citado na nota, afirma: "ver os efeitos da guerra de perto reforça a minha convicção de que Portugal, como aliado da Ucrânia, está do lado certo da história e que, por isso mesmo, devemos fazer tudo, a partir do Parlamento português, para apoiar o povo ucraniano na sua defesa e pôr fim a esta agressão criminosa e sem qualquer justificação".
A deputada do PSD considera também, na nota que "todos os contributos a favor da paz e da condenação da injustificável invasão do território ucraniano são importantes". "A nossa solidariedade para com o povo ucraniano, a nossa determinação no trabalho parlamentar contribuindo no sentido do restabelecimento da integridade territorial e da soberania da Ucrânia. Pela defesa da liberdade, da democracia e do estado de direito. É intolerável esta invasão e esta guerra", conclui.
Marcelo condena "anexação ilegal da Crimeia" pela Rússia
Putin apoia reeleição do líder da região anexada de Lugansk
"Em relação às próximas eleições, é uma tarefa difícil, organizar esse trabalho nas condições em que você se encontra. Mas com a ajuda da administração federal, vai conseguir, sem dúvida", disse Putin, numa reunião realizada no Kremlin e transmitida pela televisão estatal russa.
Segundo o Presidente, "o mais importante em qualquer campanha eleitoral é mostrar ao povo que todos estão preparados e capazes de resolver as tarefas que enfrentam, no interesse das pessoas que vivem no território".
Putin descreveu a situação na frente de batalha na Ucrânia - onde o Exército comandado por Kiev está há dois meses a realizar uma contraofensiva - como estável.
"Às vezes vejo o que o lado adversário está a fazer e tenho a impressão de que eles não têm consideração pelos seus soldados, empurrando-os para campos minados, sob o fogo da nossa artilharia", comentou Putin.
A agência de notícias oficial russa RIA Novosti informou que Putin reuniu de madrugada com o governador interino da região anexada de Zaporijia, Yuri Malashko, que informou o Presidente sobre os preparativos para as eleições.
"Estamos a preparar medidas adicionais destinadas a garantir a segurança durante as eleições", garantiu o líder interino do sul de Zaporijia, onde as tropas ucranianas recuperaram várias cidades desde o início da contraofensiva, em 04 de junho.
As eleições parlamentares, regionais e municipais estão programadas para 10 de setembro na Rússia, no âmbito das quais serão eleitos representantes locais nas regiões ocupadas de Donetsk, Luhansk, Zaporijia e Kherson.
Perante esta decisão, o Parlamento da Ucrânia aprovou uma moção que pede à comunidade internacional para não reconhecer estas eleições.
Os deputados ucranianos denunciaram que a Rússia transformou o seu sistema eleitoral numa "ferramenta para justificar a agressão armada contra o país vizinho e a legalização da anexação ilegal de territórios temporariamente ocupados e para minar a confiança nas instituições democráticas".
PR adverte que qualquer solução que exclua Crimeia é ruído
"Não é possível separar a questão da Crimeia da invasão total do território da Ucrânia. Qualquer tentativa, subjetiva ou objetiva, de separar as duas questões representa não uma ajuda, não um apoio à população ucraniana, mas um ruído que é desnecessário", considerou Marcelo Rebelo de Sousa, na abertura da cimeira da "Plataforma Crimeia", em Kiev.
O chefe de Estado português recordou que o objetivo desta plataforma "foi, desde o início, o mesmo: nunca deixar que as pessoas esquecessem a Crimeia".
Todos os intervenientes nesta questão têm de recordar que o objetivo é "a recuperação da integridade territorial" da Ucrânia.
Marcelo Rebelo de Sousa reforçou a posição portuguesa: "A nossa fronteira é a fronteira da Ucrânia."
Ladeado pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, Marcelo Rebelo de Sousa insistiu que o conflito de hoje é indissociável da invasão da Crimeia em 2014, considerado o primeiro momento da violação da integridade territorial daquele país pela Federação Russa.
O Presidente da República apontou três pontos para uma "paz longa e duradoura" na Europa.
"Não se pode separar assuntos que não podem ser separados; nunca podemos esquecer que as pessoas são a razão da nossa luta comum pela integridade territorial, soberania, democracia e liberdade; não se pode esquecer que não há liberdade e democracia sem coesão social, sem crescimento. E desenvolvimento quer dizer justiça social, até para a Crimeia", disse.
Marcelo Rebelo de Sousa também exortou Moscovo a parar com a invasão em larga escala que começou há mais de um ano e meio e sem fim à vista, nem com uma contraofensiva ucraniana em curso há meses, mas com minguo progresso: "Queremos que a Rússia retire imediatamente as suas tropas!"
Pouco antes da intervenção do chefe de Estado português, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, considerou que a visita de dois dias de Marcelo Rebelo de Sousa "é histórica".
Marcelo participa na cimeira da Crimeia: "As fronteiras de Portugal estão aqui na Ucrânia"
Marcelo Rebelo de Sousa é um dos presidentes que participam na cimeira da “Plataforma da Crimeia”.
Zelensky promete acabar com a ocupação russa na Crimeia
Kiev anuncia destruição de sistema de mísseis russo na Crimeia
A explosão ocorreu "perto da aldeia de Olenivka, no Cabo Tarkhankut, na Crimeia temporariamente ocupada", disse o GUR num comunicado citado pela agência espanhola EFE.
"Como resultado da explosão, a própria instalação, os mísseis nela instalados e o pessoal foram completamente destruídos", afirmou.
Os serviços de inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia não especificaram a origem da explosão.
O anúncio foi acompanhado de um vídeo que divulgaram nas redes sociais, em que se vê uma explosão.
"Dado o número limitado de tais complexos no arsenal do inimigo, este é um golpe doloroso para o sistema de defesa aérea dos ocupantes, que terá um sério impacto em eventos futuros na Crimeia ocupada", acrescentou o GUR.
Esta última declaração aponta para uma intensificação dos ataques com `drones` (aparelhos sem tripulação) contra infraestruturas militares na Crimeia, segundo a EFE.
Nas últimas semanas, a Ucrânia intensificou os ataques a portos, aeródromos e outras instalações militares estratégicas dentro da Federação Russa ou em territórios ocupados como a Crimeia.
O exército ucraniano e os serviços secretos desenvolveram `drones` de ataque aéreo e marítimo de longo alcance com os quais atingiram alvos que as forças de Kiev não conseguiram alcançar nas fases anteriores da guerra.
As informações divulgadas pela Ucrânia e pela Rússia sobre o curso da guerra não podem ser verificadas de imediato de forma independente.
A Rússia invadiu e anexou a península ucraniana da Crimeia em 2014.
Após a invasão de 24 de fevereiro de 2022, Moscovo também declarou como anexadas as regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia.
A Ucrânia e a generalidade da comunidade internacional não reconhecem a soberania da Federação Russa nas cinco regiões anexadas.
Kiev exige a retirada das forças russas de todo o território da Ucrânia, incluindo a Crimeia, e a reposição das fronteiras definidas em 1991, quando se tornou independente após o colapso da União Soviética, de que fez parte.
Novo ataque com drones sobre Moscovo
Foto: Yuri Kochetkov - EPA
RTP em Kiev. Marcelo em conferência internacional na Ucrânia
Presidente promete apoio de Portugal a investigações sobre Bucha
PSD considera que visita de PR à Ucrânia expressa sentimento dos portugueses
"Não há dúvida nenhuma que o senhor Presidente da República, ao expressar a solidariedade do povo português, está a interpretar aquele que é o sentimento do povo, aquele que é o nosso respeito e, enfim, a nossa emoção, o nosso coração que acompanha todos aqueles que sofrem todos os dias ataques intoleráveis à sua vida e ao seu património", disse o social-democrata durante uma visita a Santo Antão da Barca, em Alfandega da Fé, no distrito de Bragança.
Marcelo Rebelo de Sousa iniciou hoje uma visita de dois dias a Kiev, na Ucrânia, a partir da Polónia, onde se encontrava em visita oficial.
Luís Montenegro assumiu não ter "um milímetro de dúvida" de que lado está, defendendo que todos os esforços para alcançar a paz que possam ser feitos pelas autoridades de cada um dos países envolvidos e pelas organizações internacionais devem ser "aprofundados ao máximo".
"Eu creio que o senhor Presidente da República, como mais alto magistrado da nação, interpreta muito bem o sentimento de todo o povo português ao ir à Ucrânia expressar toda a solidariedade, toda a ajuda que o povo português, as instituições portuguesas, os órgãos de soberania de Portugal têm dado a um povo que está oprimido, que está sob uma ameaça constante há mais de um ano e meio", reforçou.
A invasão da Rússia à Ucrânia "não cumpre nenhuma regra, nem do ponto de vista do direito internacional, nem do ponto de vista daquilo que é mais importante, que é o respeito pelos direitos humanos", salientou.
Para o presidente do PSD, a violação de direitos fundamentais da população civil que tem marcado este conflito na Ucrânia não pode deixar dúvidas a ninguém.
O Presidente da República disse hoje que está em Kiev para dar continuidade à presença e solidariedade portuguesas para com a Ucrânia, e para participar nas comemorações do Dia da Independência, na quinta-feira.
"O objetivo é múltiplo. Em primeiro lugar, é dar continuidade à presença portuguesa. Esteve aqui o primeiro-ministro, o presidente da Assembleia da República, várias vezes o ministro dos Negócios Estrangeiros, agora veio o Presidente da República. É Portugal presente a mostrar a sua solidariedade em todos os domínios", sustentou Marcelo Rebelo de Sousa logo após desembarcar na estação ferroviária de Kyiv-Pasazhyrskyi.
Putin diz que Rússia quer acabar com a guerra "desencadeada pelo Ocidente"
Durante a cimeira do grupo BRICS, esta quarta-feira, o presidente russo disse que Moscovo está empenhada em acabar com a guerra que, insistiu, foi “desencadeada pelo Ocidente e pelos seus satélites” na Ucrânia.
"Integridade da Ucrânia significa as fronteiras reconhecidas desde 1991"
Marcelo presta homenagem aos soldados ucranianos mortos em combate
Marcelo Rebelo de Sousa visitou o mural no centro de Kiev onde estão fotografias de soldados mortos em combate desde a guerra do Donbass, que começou em 2014, até agora.
Marcelo em Irpin: "Os grandes heróis são os ucranianos"
Foto: António Pedro Santos - Lusa
"Não podemos esquecer da coragem dos ucranianos", sublinhou.
"A sensação que deixa é que se o sentimento de orgulho nacional ucraniano já era forte, a invasão tornou-o muitíssimo mais forte", afirmou.
Marcelo Rebelo de Sousa vê sinais de recomeço da normalização em Kiev, "o que significa que há uma esperança e confiança no futuro".
Presidente da República em Irpin
Marcelo, o primeiro presidente a entrar na trincheira em Moschchun
O Presidente da República português protagonizou hoje um momento insólito ao entrar numa trincheira que foi improvisada em Moshchun, na Ucrânia, durante a ocupação russa, tornando-se no "primeiro" chefe de Estado a fazê-lo.
Moshchun, uma localidade nos arredores da capital ucraniana, foi dizimada durante a ocupação russa e, ao contrário de, por exemplo, Bucha, a recuperação pouco avançou. Quase nada ficou de pé enquanto as tropas russas ali estiveram.
Marcelo Rebelo de Sousa não foi o primeiro líder a visitar o local, mas foi o primeiro a estar onde a população e militares estiveram a combater os ocupantes.
O Presidente não hesitou, ainda escorregou na areia, e acabou por entrar na trincheira, por onde teve de caminhar quase agachado.
"Já vim cá com vários presidentes e ministros e nenhum fez isto", referiu Lesya Arkadievna.
Populares e elementos da administração regional observaram com alguma surpresa o momento.
"Faz lembrar as trincheiras da primeira Grande Guerra", comentou o Presidente da República assim que saiu da trincheira, ainda com terra no blazer.
A trincheira manteve-se como recordação da luta contra a ocupação.
Uma curta conversa com populares deu uma certeza ao chefe de Estado português: (se voltasse a acontecer até as) "crianças já estão preparadas e sabem como se defender."
Marcelo conversa com residentes em Horenka
Ataque com drones na região russa de Belgorod provocou três mortos
O exército ucraniano realizou novos ataques com drones na Rússia, tendo como alvo Moscovo e a sua região pelo sexto dia consecutivo, mas também a região fronteiriça de Belgorod, onde três pessoas foram mortas esta quarta-feira.
"As forças armadas ucranianas lançaram um engenho explosivo a partir de um ‘drone’ no momento em que as pessoas estavam na rua", acrescentou.
O presidente da autarquia de Moscovo já tinha afirmado esta madrugada que a defesa aérea russa abatera dois ‘drones’ em Moscovo e na região da capital, alvo pelo sexto dia consecutivo de ataques.
"Ontem à noite [terça-feira], a defesa aérea abateu um ‘drone’ no bairro de Mojaiski, na região de Moscovo. O segundo ‘drone’ atingiu um edifício em construção na cidade", declarou Sergei Sobyanin na plataforma de mensagens Telegram, acrescentando que, segundo as primeiras informações, não houve vítimas.
Os ataques desta quarta-feira ocorreram horas depois de três pessoas terem sido mortas e outras duas feridas em bombardeamentos russos contra duas aldeias perto de Lyman, no leste da Ucrânia, segundo o chefe da administração militar local.
O tráfego aéreo nos aeroportos internacionais de Moscovo Domodedovo, Sheremetyevo e Vnukovo chegou a ser interrompido, informou a agência de notícias estatal TASS.
O território russo tem sido alvo de ataques de ‘drones’ quase diariamente. Na madrugada de terça-feira, dois aparelhos foram abatidos sobre a região de Moscovo, nomeadamente em Krasnogorsk, a noroeste da capital, onde as janelas de um edifício foram destruídas.
Durante o verão, foram destruídas aeronaves sobre a zona comercial de Moscovo e, em maio, dois ‘drones’ foram abatidos perto do Kremlin.
c/agências
Marcelo em Bucha. Portugal "desde a primeira hora" a apoiar "apreciação internacional"
Foto: António Pedro Santos - Lusa
RTP na Ucrânia. Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se a Bucha
Papel da Marinha é decisão do Governo
Presidente falou com líder comunista depois de objeção do PCP à viagem a Kiev
"O secretário-geral do PCP enviou-me uma mensagem, depois falei com ele, a explicar a posição do PCP, que não é um não completo é dizer o seguinte: se for útil para o caminho da construção da paz faz sentido", referiu o chefe de Estado logo após desembarcar na estação ferroviária de Kyiv-Pasazhyrskyi, na capital ucraniana, para uma visita de dois dias que inclui um encontro com o Volodymyr Zelensky e participação na cimeira sobre a recuperação da Crimeia - desde 2014 sob controlo da Rússia.
Ainda assim, o presidente da República considerou que "um consenso" de todos os partidos sobre a importância da deslocação de Marcelo Rebelo de Sousa ao país que está há mais de um ano e meio a tentar repelir uma invasão de Moscovo.
O presidente da República pediu na terça-feira autorização à Assembleia da República para visitar a Ucrânia durante esta semana.
O pedido foi feito a partir de Varsóvia, onde o chefe de Estado se encontrava em visita oficial e de onde partiu ao final da noite de terça-feira rumo a Kiev.
Presidente da República participa também em cimeira sobre a Crimeia
"O objetivo é múltiplo. Em primeiro lugar, é dar continuidade à presença portuguesa. Esteve aqui o primeiro-ministro, o presidente da Assembleia da República, várias vezes o ministro dos Negócios Estrangeiros, agora veio o presidente da República. É Portugal presente a mostrar a sua solidariedade em todos os domínios", afirmou o presidente da República à chegada à estação ferroviária de Kyiv-Pasazhyrskyi.
Ao lado do ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, Marcelo quis ainda frisar que "tudo o que seja fundamental - e tudo é fundamental neste momento - na vida da Ucrânia é fundamental na vida de Portugal".A agenda de Marcelo Rebelo de Sousa na Ucrânia inclui uma deslocação a Bucha, cidade onde foram executados civis na primeira fase da invasão russa. O presidente da República tem também prevista uma reunião oficial com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.O chefe de Estado vai marcar presença, na quinta-feira, nas comemorações do 32.º aniversário da independência da Ucrânia. Sobre esta data, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que "este ano é ainda mais especial", tendo em conta a participação de representantes de outros países e a contraofensiva ucraniana em curso, que descreveu como uma "afirmação da soberania" do país invadido pela Rússia.
Os enviados especiais à Ucrânia vão acompanhar a visita de dois dias do presidente da República ao país. Marcelo Rebelo de Sousa vai entregar a Volodymyr Zelensky o grande colar da Ordem da Liberdade. Esta quarta-feira realiza-se uma cimeira dedicada à Crimeia, que junta vários chefes de Estado. O presidente português vai estar presente nos trabalhos.