Mundo
Vladimir Putin é “Personalidade do Ano” na revista norte-americana Time
O Presidente da Rússia é a escolha da revista Time para “Personalidade do Ano”. A linha de acção com que impôs "a estabilidade num país que raramente a conhece" e a recuperação do lugar da Rússia "à mesa dos poderosos deste Mundo” são os argumentos destacados pelos editores da publicação norte-americana.
A equipa da Time escolheu Putin, de 55 anos, pela sua liderança. Putin coloca a estabilidade à frente da liberdade e da escolha, “num país que raramente a viu nos últimos sete anos”, lê-se no editorial assinado por Richard Stengel.
Neto do cozinheiro de Estaline, que a publicação escolheu como Personalidade do Ano por duas vezes, e o único filho sobrevivente de um operário fabril, desconhece-se que futuro vai Putin imprimir ao seu país quando, em Março, deixar a Presidência e assumir o cargo de primeiro-ministro. A Time aponta que a nova Rússia não pertence nem ao Ocidente nem ao Oriente.
A importância da Rússia no Mundo não foi de pouca monta para a escolha. É o maior país do globo, tem uma fronteira de 4.200 quilómetros com a China, uma percentagem significativa de população islâmica, o maior armazenamento de armas de destruição em massa e arsenal nuclear e é também o segundo maior produtor de petróleo depois da Arábia Saudita. É também um elemento indispensável em questões relacionadas com o Médio Oriente, enumera a revista.
O reposicionamento da Rússia foi obtido graças à persistência, visão sobre o futuro do país e à “incorporação do espírito da Mãe Rússia”. “Putin não é um escuteiro. Não é um democrata, de acordo com os critérios do Ocidente”.
O editor da revista norte-americana explica que a escolha “não é um apoio. Não é um concurso de popularidade. No máximo, é o reconhecimento do Mundo tal como ele é e dos indivíduos mais poderosos e forças que formam o Mundo – para o melhor e para o pior”.
“Ele é o novo czar da Rússia e é perigoso no sentido em que não se importa com liberdades civis; não se importa com a liberdade de expressão; importa-se com a estabilidade. Mas a estabilidade é o que a Rússia precisa e é por isso que os russos o adoram”, explicou Stengel à cadeia televisiva NBC.
Um porta-voz do Presidente russo interpreta esta escolha como o reconhecimento do papel de Putin em forjar para o seu país um destino de "parceiro construtivo e fiável em modelar as relações internacionais".
Com o apoio à nomeação de Dmitry Medvedev para uma candidatura presidencial pela formação Rússia Unida, Putin vai manter-se à frente dos destinos do país.
Putin foi escolhido em detrimento do Nobel da Paz Al Gore, considerado pelo cantor Bono a consciência ambiental da América; da autora das aventuras de Harry Potter J.K.Rowling; do Presidente da China Hu Jintao, que conjuga a sabedoria ancestral e a doutrina comunista, e do comandante das forças norte-americanas no Iraque, o general David Petraeus.
Dados biográficos
Nasceu em Outubro de 1952, em São Petersburgo
Espião do KGB na Alemanha de Leste
Nomeado primeiro-ministro, em Agosto de 1999, pelo antigo Presidente Boris Ieltsin
Em Março de 2000 foi eleito Presidente da Rússia
Mantém manietada a rebelião tchetchena
Em 2006 foram assassinados dois dos seus maiores críticos, a jornalista Anna Politkovskaya e o antigo expião Alexander Litvinenko
Apoiou a nomeação de Dmitry Medvedev para candidato presidencial do seu partido, mas tornou claro que não se irá afastar do poder político
Neto do cozinheiro de Estaline, que a publicação escolheu como Personalidade do Ano por duas vezes, e o único filho sobrevivente de um operário fabril, desconhece-se que futuro vai Putin imprimir ao seu país quando, em Março, deixar a Presidência e assumir o cargo de primeiro-ministro. A Time aponta que a nova Rússia não pertence nem ao Ocidente nem ao Oriente.
A importância da Rússia no Mundo não foi de pouca monta para a escolha. É o maior país do globo, tem uma fronteira de 4.200 quilómetros com a China, uma percentagem significativa de população islâmica, o maior armazenamento de armas de destruição em massa e arsenal nuclear e é também o segundo maior produtor de petróleo depois da Arábia Saudita. É também um elemento indispensável em questões relacionadas com o Médio Oriente, enumera a revista.
O reposicionamento da Rússia foi obtido graças à persistência, visão sobre o futuro do país e à “incorporação do espírito da Mãe Rússia”. “Putin não é um escuteiro. Não é um democrata, de acordo com os critérios do Ocidente”.
O editor da revista norte-americana explica que a escolha “não é um apoio. Não é um concurso de popularidade. No máximo, é o reconhecimento do Mundo tal como ele é e dos indivíduos mais poderosos e forças que formam o Mundo – para o melhor e para o pior”.
“Ele é o novo czar da Rússia e é perigoso no sentido em que não se importa com liberdades civis; não se importa com a liberdade de expressão; importa-se com a estabilidade. Mas a estabilidade é o que a Rússia precisa e é por isso que os russos o adoram”, explicou Stengel à cadeia televisiva NBC.
Um porta-voz do Presidente russo interpreta esta escolha como o reconhecimento do papel de Putin em forjar para o seu país um destino de "parceiro construtivo e fiável em modelar as relações internacionais".
Com o apoio à nomeação de Dmitry Medvedev para uma candidatura presidencial pela formação Rússia Unida, Putin vai manter-se à frente dos destinos do país.
Putin foi escolhido em detrimento do Nobel da Paz Al Gore, considerado pelo cantor Bono a consciência ambiental da América; da autora das aventuras de Harry Potter J.K.Rowling; do Presidente da China Hu Jintao, que conjuga a sabedoria ancestral e a doutrina comunista, e do comandante das forças norte-americanas no Iraque, o general David Petraeus.
Dados biográficos