Von der Leyen e Costa chegam a Kiev para assinalar "quatro anos de coragem inabalável"
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, chegaram hoje a Kiev para assinalar a coragem ucraniana e o apoio da UE ao país quatro anos após a invasão russa.
"Quatro anos de uma guerra de agressão injusta, quatro anos de coragem ucraniana inabalável, quatro anos de apoio europeu incondicional. Uma determinação comum: garantir uma paz justa e duradoura na Ucrânia. É por isso que estamos hoje aqui em Kiev", escreveu António Costa, numa publicação na rede social X na sua chegada à capital ucraniana.
Ursula von der Leyen apontou no X que está em Kiev "pela décima vez desde o início da guerra" da Ucrânia causada pela invasão russa em 24 de fevereiro de 2022 "para reafirmar que a Europa está firmemente ao lado da Ucrânia, financeiramente, militarmente e durante este inverno rigoroso" e "para sublinhar o compromisso duradouro com a luta justa da Ucrânia".
A líder do executivo comunitário adiantou querer ainda "enviar uma mensagem clara ao povo ucraniano e ao agressor", de que a União Europeia não desistirá "até que a paz seja restaurada", mas uma "paz nos termos da Ucrânia".
Os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia deslocam-se hoje a Kiev para assinalar o quarto aniversário da guerra na Ucrânia, enquanto o Parlamento Europeu organiza uma sessão plenária extraordinária em Bruxelas.
Através do X, a presidente da assembleia europeia, Roberta Metsola, recordou: "Quatro anos de coragem inquebrantável, quatro anos de ucranianos mantendo-se firmes sob imensa pressão, quatro anos de uma nação que se recusa a ceder, quatro anos de Europa firme no seu apoio".
"A história lembrará a valentia e a solidariedade daqueles que se mantiveram ao lado deles", adiantou Roberta Metsola, que irá presidir a uma sessão plenária extraordinária para assinalar o quarto aniversário da guerra.
António Costa e Ursula von der Leyen, que no ano passado já se tinham deslocado à Ucrânia em 24 de fevereiro, vão participar na cerimónia memorial oficial em Kiev e visitar uma infraestrutura energética bombardeada pela Rússia, antes de se reunirem com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
No entanto, ao contrário do ano passado, em que Von der Leyen aproveitou a ida a Kiev para anunciar um novo financiamento de 3,5 mil milhões de euros à Ucrânia, desta vez os dois líderes chegam à capital ucraniana com um revés e poucos anúncios previstos.
Na segunda-feira, devido à oposição da Hungria, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE não conseguiram aprovar o 20.º pacote de sanções à Rússia, preparado precisamente para assinalar o quarto aniversário da guerra.
Da mesma maneira, a Hungria ameaçou bloquear um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, o que, a verificar-se, pode deixar Kiev sem o financiamento necessário para aguentar o esforço de guerra a partir desta primavera.
De acordo com dados divulgados pela Comissão Europeia na segunda-feira, desde a invasão da Rússia, em 24 de fevereiro de 2022, a UE já disponibilizou 194,9 mil milhões de euros à Ucrânia: 104,5 mil milhões em ajuda humanitária e orçamental, 69,7 mil milhões em apoio militar, 17 mil milhões no apoio a refugiados que se encontram na UE e 3,7 mil milhões derivados de bens russos congelados.
Esta é a quarta visita de António Costa à Ucrânia desde o início do seu mandato como presidente do Conselho Europeu, a 1 de dezembro de 2024, tendo escolhido passar em Kiev o seu primeiro dia em funções.