Vulcão na Islândia voltou a entrar em erupção e destruiu habitações
Um vulcão entrou em erupção, este domingo, no sudoeste da Islândia e a lava atingiu os arredores de uma cidade piscatória, incendiando algumas casas. Não há, no entanto, registo de feridos uma vez que a cidade tinha sido evacuada. Esta é a segunda erupção na península de Reiquiavique em menos de um mês e a quinta desde 2021.
A lava incendiou algumas habitações, mas não há registo de feridos, uma vez que os quatro mil habitantes tinham sido retirados das suas casas horas antes. O nível de alerta do país foi elevado para “emergência” – o mais alto da escala de três níveis que sinaliza que pode existir uma ameaça de danos às pessoas, comunidades, infraestruturas ou ao ambiente.
“Não há vidas em perigo, embora as infraestruturas possam estar ameaçadas”, disse o presidente da Islândia, Gudni Johannesson, na rede social X, acrescentando que não houve interrupções nos voos.
A new volcanic eruption began in the early morning just north of Grindavík. The town had already been successfully evacuated overnight and no lives are in danger, although infrastructure may be under threat. No interruptions to flights. For updated information follow @RuvEnglish pic.twitter.com/9mlOiMohC4
— President of Iceland (@PresidentISL) January 14, 2024
Dirigindo-se ao país num discurso transmitido na televisão, Johannesson apelou às pessoas para "se unirem e terem compaixão por aqueles que não podem estar nas suas casas".
“Ainda não sabemos como esta erupção se irá desenrolar, mas devemos tomar as medidas que estão ao nosso alcance”, afirmou.
The people of Grindavik have proven their resilience. It is a duty that befalls us all to ensure that they can continue to show themselves and others what they are made of [...]
— President of Iceland (@PresidentISL) January 14, 2024
Read my full address to the nation in the wake of the Grindavík eruption: https://t.co/quKUgZo1WJ pic.twitter.com/gEyz5AnLIb
“O povo de Grindavik e todos nós esperamos que esta catástrofe apazigue em breve e que as pessoas possam regressar a casa”, declarou Johannesson, afirmando que se deve “manter a esperança”.
Para o presidente da Câmara de Grindavik, Fannar Jónasson, a nova fissura "cria uma nova situação" mas "nada pode ser feito", pelo que a situação é “preocupante”.
Segunda erupção em menos de um mês
A 18 de novembro, os quatro mil habitantes de Grindavik tinham sido também forçados a sair de suas casas após uma série de terramotos provocados pela deslocação do magma sob a crosta terrestre. Nessa altura foi também decretado estado de emergência em Reiquiavique depois de um vulcão localizado a cerca de três quilómetros a nordeste da cidade pesqueira de Grindavik ter entrado em erupção. Depois dessa erupção, as autoridades a reforçaram a segurança com a construção de uma barreira. No entanto, a atividade vulcânica registada este domingo provocou fissuras nos muros, permitindo que a lava chegasse à cidade. Esta é a segunda erupção na península de Reiquiavique em menos de um mês, e a quinta desde 2021.
O jornalista Robin Andrews, especialista em vulcanologia, disse que a situação é “extremamente perigosa e deletéria” e alertou que a erupção “não mostra sinais de desaceleração”.
“Em termos de duração e gravidade dos danos é impossível mapear neste momento”, afirmou, citado pela BBC.
O Governo irá reunir-se esta segunda-feira para discutir medidas de habitação para os residentes que foram obrigados a sair de suas casas.
“Hoje é um dia negro para Grindavik e para toda a Islândia, mas o sol nascerá novamente”, disse a primeira-ministra da Islândia, Katrín Jakobsdóttir. "Juntos lidaremos com este choque e com o que quer que possa acontecer. Os nossos pensamentos e orações estão com vocês", afirmou.
A Islândia é a região mais vulcânica da Europa, possuindo mais de 30 vulcões ativos. Até à erupção de março de 2021, a península de Reiquiavique, a sul da capital, foi poupada a erupções durante oito séculos.
Desde então registaram-se mais quatro erupções – em agosto e julho de 2022, em dezembro de 2023 e na manhã deste domingo – o que os vulcanólogos acreditam ser um sinal de uma nova atividade vulcânica na região.
c/ agências