Nāo falou em particular das crianças, falou das famílias. Estaria a falar das mulheres dos terroristas? Questionado mais do que uma vez, em vários debates e entrevistas, respondeu apenas que as famílias dos terroristas deviam pagar de uma vez por todas.
No fim de semana passado, questionado em directo na CNN sobre o apoio manifestado pelo KKK - a organizaçāo mais racista da história da América - à sua candidatura, disse que tinha que analisar a manifestaçāo de apoio por parte de David Duke, o ex-líder do grupo, antes de decidir se aceitava ou nāo esse apoio. David Duke apelou ao voto em Donald Trump. Votar noutro candidato, afirmou, seria traiçāo à pátria.
Donald Trump afirmou que tinha que ver quem eles eram. O KKK? Quem eram? O entrevistador repetiu a pergunta: "Estou a falar do KKK". Trump replicou: "Tenho que ver isso ".
Em Houston, no Texas, onde estive em reportagem, ouvi os argumentos dos eleitores de Trump. Uma mulher de trinta anos explicou-me que "está na altura de eleger alguém que defenda o que ele defende, porque com ele as coisas mudam lá em Washington. Isto nāo pode continuar”, acrescentou.
Outro entrevistado, um homem nos 60, viajado porque tinha sido piloto da aviaçāo comercial uma vida inteira, disse-me que ia votar em Trump porque "estamos fartos de incompetentes, de políticos vigaristas que nāo cumprem nada, como o Barack Obama, essa desgraça que nem sabe onde fica Portugal. O Trump vai ganhar".
Noutra rua de comércio um vendedor de chapéus e botas tradicionais do Texas foi claro: "O Trump vai ganhar, vai ser presidente, com ele nāo brincam ".
Perguntei a todas estes eleitores se conheciam as ideias de Donald Trump, se tinham ouvido as declarações que tinha feito? Ouviram e estavam esclarecidos.
Esta semana Donald Trump venceu em mais sete Estados.