Com votação unânime, a UGT rejeitou o acordo sobre a reforma da lei laboral. Após o anúncio da decisão, o Governo deu mais 15 dias à central sindical para refletir e volta a convocar os parceiros sociais todos para uma última reunião, com o primeiro-ministro a afirmar que a UGT tem de deixar de lado "as paixões partidárias".
Os patrões lamentam o chumbo da UGT e não acreditam que ainda haja um acordo até à nova data dada pelo Governo. Confederações e sindicatos já pensam no cenário em que o Parlamento vai decidir sem a concertação social.Entre os partidos, o PS acusa o Executivo de criar um "simulacro de negociação". Já o Chega diz que ficou com o ónus de aprovar esta reforma. Os restantes partidos da oposição, da direita à esquerda, apontam falhas a um processo conduzido desde o verão.
O regresso de Pedro Nuno Santos ao Parlamento, o papel de Duarte Cordeiro e a liderança de José Luís Carneiro marcaram a última semana do Partido Socialista. Estas movimentações foram também tema da discussão de hoje entre Ana Pedrosa Augusto e Nuno Artur Silva.