Com a altura dos prédios, com os carros dos bombeiro e da polícia, sempre a apitarem, mas, acima de tudo, com os carros. Os grandes e enormes “espadas”: como dizia o meu avô. Era tudo em grande. Daí para cá, passaram 18 anos, e já cá estive em mais seis ocasiões e das duas uma ou eu mudei, o que também é natural, ou os Estados Unidos mudaram e não foi pouco.
O gigantismo americano está agora mais em conta e depois de passar pouco mais de uma semana numa pequena cidade como Morristown – fica a 60 quilómetros de Newark e a 80 de Nova Iorque – percebi que os EUA também podem ser mais qualquer coisa do que apenas betão e prédios altos. Por aqui o verde é a marca de água de uma região que é conhecida por ser o estado jardim – não confundir com a Madeira! Desta vez o que me impressionou foi a qualidade de vida desta gente. Eu não me importava nada de aqui viver. Para onde me viro há relva, árvores e água.
Mas onde eu noto enormes diferenças é no tamanho dos carros. Os “espadas”, como dizia o meu avô, quase que não existem. O constante aumento do preço do petróleo fez os construtores de automóveis repensar tudo. O pequeno e económico também pode ser belo, desde que seja funcional. E é! Está diferente a América. E, para mim, está diferente para melhor.
opinião
Paulo Sérgio
O gigantismo americano está mais em conta
A primeira vez que aqui vim foi, em 1996, para acompanhar a equipa olímpica de futebol que ficou no quarto lugar dos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996. Lembro-me de ter ficado deslumbrado com aquelas coisas que víamos nos filmes.