Discursos do 5 de outubro. A análise de António José Teixeira
O diretor de informação analisa o discurso do presidente da República e as reações dos diferentes partidos políticos.
5 de Outubro. Marcelo deixa avisos para as mudanças necessárias
O presidente da República avisou que Portugal e o mundo não podem repetir os mesmo erros que conduziram ao fim da Primeira República e que, ou as instituições mudam a bem, ou poderão ter de mudar a mal. Marcelo Rebelo de Sousa diz que é preciso acompanhar as mudanças e fazer reformas para proteger a liberdade e a democracia. O presidente afirma que é preciso olhar para o clima, as minorias, os jovens e as mulheres.
Discursos 5 de Outubro. Partidos concordam com alertas do presidente
Os partidos concordam com os alertas deixados pelo presidente para que sejam feitas reformas.
IL destaca no discurso de Marcelo a necessidade de reformas e de o país não adormecer
Rui Rocha considera que as duas mensagens principais de Marcelo Rebelo de Sousa foram no sentido de que políticos e o país não podem adormecer e de que haja reformas no país. O líder da Iniciativa Liberal diz que estes 8 anos de governo socialista têm sido de inação e considera Costa um "residente não habitual" que não sabe bem o que se passa no país.
Livre considera que discurso de PR "é lição de história" a que "devemos estar atentos"
Rui Tavares considerou que o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa teve uma "excelente contextualização histórica" sobre as "debilidades de uma democracia.
Apesar de admitir que a "história não se repete, os paralelismo estão lá".
"A única coisa que pode fazer a diferença é a nossa capacidade de, em conjunto, (...) lutar pela nossa democracia, reforçá-la do ponto de vista social".
Bloco de Esquerda critica ausência do tema da habitação no discurso do PR
Luís Filipe Soares criticou o facto de Marcelo Rebelo de Sousa não falar da crise da habitação no seu discurso no 5 de outubro, ainda mais depois de uma "crise" entre Presidência e Governo sobre este tema. "Não havia divergência de fundo", avalia o bloquista, criticando a ausência de um tema que levou centenas de pessoas a manifestações de rua.
Anunciou que vai levar o tema da habitação ao parlamento para ser discutido antes do Orçamento do Estado, com proposta de medidas como a de impedir a venda de casas a não residentes.
PCP acredita que mudanças exigem "opções políticas concretas"
A deputada do PCP, Paula Santos, registou uma "consideração genérica relativamente aos problemas mais gerais" no discurso do presidente da República, mas frisa que são necessária "opções políticas concretas" para haver mudança.
PS diz que Presidente fez discurso virado para o futuro
Eurico Brilhante Dias, do PS, diz que o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa foi muito orientado para o futuro e para a resposta a desafios como alterações climáticas. Brilhante Dias diz que não houve recados para o Governo no que toca às inércias de que o Presidente falou, e argumentando que o PS é o partido da Justiça Social e que o próximo Orçamento do Estado "vai seguramente" se centrado no rendimento das famílias.
Ventura considera discurso de presidente da República "mobilizador"
André Ventura considera que Marcelo Rebelo de Sousa "quis deixar um discurso mobilizador com o qual" o Chega se revê.
"Acho que foi uma mensagem mobilizadora", afirmou.
PSD realça discurso de Marcelo colado ao "país real" e de apelo às reformas
Hugo Soares, do PSD, realçou que o discurso do Presidente da República esteve muito perto do país "real" e não do país "oficial". Destaca ainda o apelo repetido para que haja reformas e para que se governo em Portugal, porque as mudanças necessárias não vão acontecer por si só.-
António Costa destaca alerta "particularmente oportuno" do Presidente
O primeiro-ministro destacou aos jornalistas a parte do discurso de Marcelo Rebelo de Sousa no 5 de outubro em que este alerta que se devem antecipar as questões para tomar as decisões dizendo que isso é "particularmente oportuno" no momento em que está de partida para o Conselho Europeu em Granada, Espanha, onde se vai discutir o futuro da Europa e o alargamento da UE que se pretende que seja de sucesso.
Presidente apela à mudança e democracias mais fortes
Marcelo frisa que "estamos numa guerra global" e que a "balança de poderes no mundo está a mudar"
Recordando Portugal e o mundo de outros tempos, o presidente da República sublinhou que se vivia, na época, “as antevésperas do começo” do fim desses impérios, com duas Guerras Mundiais e muitas transformações ao longo do século XX.
Marcelo advertiu que as instituições "persistem em não ver que a balança de poderes do mundo está em mudança", como há 100 anos, mas terão de mudar "a bem ou a mal".
"Tudo isso poderá suceder com o clima, se nos atrasarmos; em energia como tantos outros se atrasaram", continuou.
Tudo isso poderá suceder, disse ainda o presidente, "com a incapacida ou lentidão no superar da pobreza ou das desigualdades sociais, ou no reconhecimento do papel da mulher ou no reconhecimento das minorias migrantes, em particular dos jovens (...) que nem sempre se vêem suficientemente representados no país".
Moedas alerta que a República já se autodestruiu por "minorias barulhentas e radicalismos"
O autarca de Lisboa alertou que a República de 1910 auto-destruiu-se por minorias barulhentas e radicalismos que agora também surgem e alerta que quando estamos perto da comemoração dos 50 anos do 25 de abril que não se pode voltar a deixar que a haja uma dissolução do regime. “Quem fomenta radicalismos, arrisca a dissolução do regime”, alerta. “Precisamos moderação, bom senso e pragmatismo”, aconselha Carlos Moedas.
Carlos Moedas anuncia que autarquia vai comemorar o 25 de novembro
Depois de se saber que o 25 de novembro ficará fora das comemorações dos 50 anos do 25 de abril, o autarca de Lisboa veio dizer que a partir deste ano, será também uma "grande iniciativa" para celebrar o 25 de novembro "porque todas as datas são importantes", alerta o autarca de Lisboa.