Agência do Ambiente quer solucionar problemas nos rios Tinto e Ferreira

por Lusa

Redação, 19 nov (Lusa) -- A poluição nos rios Ferreira e Tinto, afluentes do Douro, merece a preocupação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que até ao final do ano quer concluir o plano de gestão da região hidrográfica com medidas para o solucionar.

"O tema Rio Tinto é incontornável, é uma das massas de água que está em mau estado. Felizmente nós há pouco tempo desenhámos uma solução, uma candidatura [a fundos comunitário] já foi submetida e aguardamos que seja aprovada para podermos implementar", afirmou à Lusa o administrador da Região Hidrográfica do Norte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Para além desta "questão muito emblemática", Pimenta Machado, que falava no final da sessão de participação pública sobre o Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Douro a ser concluído até ao final do ano, lembrou também a situação do rio Ferreira e o "problema da zona de Paços de Ferreira" onde existe "uma ETAR que tem tratamento com alguns problemas".

"Felizmente a situação está em vias de ser resolvida. Estamos a desenhar a solução para implementar", assinalou o responsável segundo o qual na situação do Rio Ferreira a solução passa por "reabilitar a estação de tratamento de Arreigada em Paços de Ferreira" por ser "uma ETAR que não tem condições para tratar os efluentes que lá chegam no pico de verão".

Já no Rio Tinto, a solução "passa por criar um intercetor ao longo do rio para encontrar um local com maior capacidade de diluição para os resíduos da ETAR do Meiral, no Freixo".

"Felizmente já temos desenhado um conjunto de medidas para de uma vez por todas eliminarmos as fontes de poluição que ainda existem", frisou Pimenta Machado para quem estas são situações identificadas que merecem "alguma preocupação".

A sessão de hoje, que decorreu em Gondomar, insere-se nas sessões públicas do Plano de gestão da Região Hidrográfica do Douro, uma sessão pública para as pessoas participarem e darem o seu contributo à proposta de plano elaborada pela APA "que tem como objetivo atingir o bom estado da massa de água".

O plano será terminado este ano para ser implementado início do no próximo ano e deverá estar vigente até 2021.

Na sessão de hoje foram apresentados diversos contributos e preocupações, especialmente sobre as "fontes poluidoras para o Douro".

"Desenhámos um conjunto de medidas para combater isto (...) também tem medidas ligadas à eutrofização e implicações das albufeiras de barragens", assinalou, acrescentando as "medidas de menos amplitude ligadas à extração de inertes e à navegabilidade do Douro" e as "medidas imateriais para aprofundar o conhecimento e reforçar o nível de fiscalização".

Os Planos de Gestão de Região Hidrográfica (PGRH) são instrumentos de planeamento com a duração de seis anos que visam a gestão, a proteção e a valorização ambiental, social e económica das águas.

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