Ainda há 1250 horários completos por preencher no regresso às aulas, revela ministro da Educação

Ainda há 1250 horários completos por preencher no regresso às aulas, revela ministro da Educação

Em entrevista à RTP Antena 1, o ministro da Educação detalhou o número de horários completos por preencher. Juntando com os incompletos, o valor total rondará os 2500, em linha com o último balanço que tinha sido feito pelo governante. Fernando Alexandre adianta também que espera ter no próximo ano letivo um novo modelo de autonomia para as escolas.

Gonçalo Costa Martins, Eduarda Maio - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
AFP

No dia em que arrancam as aulas do ensino básico, o ministro da Educação, Ciência e Inovação sublinha que falta preeencher 1250 horários completos e "um número parecido de horários incompletos". A soma dos dois números aponta para um total que rondará os 2500 horários, pelo que pouco terá mudado até esta sexta-feira, dia de regresso às aulas.

Na última quinta-feira, em entrevista ao Público e à Renascença, Fernando Alexandre falava de 2700 horários por preencher, sendo 1400 incompletos. Agora, em entrevista no Ponto Central da RTP Antena 1, o ministro detalha que há 1250 horários completos por preencher.

A juntar estes números, o governante referiu à rádio pública que, ainda na última quinta-feira, 2400 professores tinham sido colocados e havia o registo de cerca de duas mil baixas médicas.

Garantindo que a situação tem melhorado, Fernando Alexandre também assume que "vai levar algum tempo a resolver" os problemas sentidos na Grande Lisboa e na Península de Setúbal. "É um problema muito localizado", aponta, mas também assegura no tema da falta de professores "as medidas estão a funcionar". 

Além da falta de professores, há outro processo em que o ministério tem vindo a trabalhar: o novo modelo de autonomia das escolas. Segundo Fernando Alexandre, vai ser possível ter no próximo ano letivo uma nova etapa deste modelo com mais competências para os diretores escolares. 

"Esta revisão, que estará feita até ao final do ano, vai dar mais autonomia num conjunto de dimensões de gestão das escolas", explica à RTP Antena 1, afirmando também que os diretores têm vindo a assumir mais competências num processo que passa ainda pelas autarquias.
Questionado pela jornalista Eduarda Maio, o ministro da Educação acrescenta que a proposta será apresentada em outubro, estando o processo "muito avançado". 

Fernando Alexandre assume que os resultados do PISA foram uma "desilusão". A pensar na entrada no ensino superior, o governante defende a importância de haver um conjunto de requisitos de literacia e numeracia.

"Não basta passar pela escolaridade, é preciso cumprir essa escolaridade adquirindo competências", refere o ministro, ao apontar que esta semana foi aprovado em Conselho de Ministros "um conjunto de requisitos mínimos que consideramos essenciais para alguém que, tendo concluído o secundário, deve cumprir para depois ter sucesso no ensino superior e no mercado de trabalho".

PUB