País
Amadora-Sintra. Chefe e subchefe da Urgência demitem-se após "episódio crítico"
O Sindicato dos Médicos da Zona Sul denunciou "mais um episódio crítico" na Urgência do Amadora-Sintra que terá colocado em causa "a segurança dos doentes, médicos e profissionais de saúde".
O Sindicato dos Médicos da Zona Sul avançou esta terça-feira que a "situação crítica" vivida nas urgências do Hospital Amadora-Sintra de sexta-feira para sábado levou à demissão da chefe e da subchefe da equipa da Urgência Geral.
“Durante a noite de 2 para 3 de janeiro, a urgência geral do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) funcionou, durante várias horas, com apenas um médico escalado para toda a área ambulatória, uma situação de extrema gravidade que colocou em risco a segurança dos doentes e dos profissionais. Este cenário levou à demissão da chefe e da subchefe da equipa da Urgência Geral”, lê-se num comunicado.
Também a FNAM (Federação Nacional dos Médicos) denunciou a situação, apontando a escassez de médicos, nos dias em questão, "muito abaixo dos mínimos".
O sindicato refere que “os problemas no Amadora-Sintra não são uma inevitabilidade nem acidente, mas antes o resultado de uma degradação progressiva e intencional do SNS, promovida pela inação do Governo, que cria as condições para justificar a transferência de cuidados para grupos privados”.
O sindicato refere que “os problemas no Amadora-Sintra não são uma inevitabilidade nem acidente, mas antes o resultado de uma degradação progressiva e intencional do SNS, promovida pela inação do Governo, que cria as condições para justificar a transferência de cuidados para grupos privados”.
O SMZS escreve que a equipa médica escalada nessa noite “era manifestamente insuficiente para a dimensão da afluência e da gravidade clínica existentes”, o que representou “uma situação absolutamente inaceitável”.
Os tempos de espera atingiram, segundo o sindicato, “níveis inaceitáveis”, com os doentes com pulseira laranja a aguardarem mais de seis horas pela primeira observação médica e os de pulseira amarela a esperarem mais de 20 horas.
Os tempos de espera atingiram, segundo o sindicato, “níveis inaceitáveis”, com os doentes com pulseira laranja a aguardarem mais de seis horas pela primeira observação médica e os de pulseira amarela a esperarem mais de 20 horas.
“Esta realidade era do conhecimento do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora-Sintra. Não se tratou de uma falha imprevista, mas sim da escala previamente definida, sem que tenha sido tomada qualquer medida para prevenir ou corrigir uma situação anunciada, mesmo num contexto de pico sazonal da gripe. Esta inação traduz uma grave incapacidade de gestão e um desrespeito pelos profissionais e pelos utentes”, condena o SMZS.
“A gravidade e repetição destas situações levaram à demissão da chefe e da subchefe da equipa da Urgência Geral, numa decisão que reflete o limite ético e profissional atingido”, acrescenta, dizendo ainda que “responsabiliza diretamente o Conselho de Administração da ULS Amadora-Sintra pela sua incompetência na resolução do problema”.
“A gravidade e repetição destas situações levaram à demissão da chefe e da subchefe da equipa da Urgência Geral, numa decisão que reflete o limite ético e profissional atingido”, acrescenta, dizendo ainda que “responsabiliza diretamente o Conselho de Administração da ULS Amadora-Sintra pela sua incompetência na resolução do problema”.