País
Ana Gomes afirma que “Guantánamo Express” passou pelo Porto
A eurodeputada Ana Gomes garante que o avião que reabasteceu na base britânica de Diego Garcia, e que originou a admissão por parte das autoridades britânicas e americanas da passagem de voos com prisioneiros a caminho de Guantánamo, passou pelo aeroporto Sá Carneiro, no Porto.
Ana Gomes afirma que o avião, um Gulfstream com a matrícula N-379, conhecido como “Guantánamo Express, “partiu de Diego Garcia no dia 13 de Setembro de 2002, onde faz o reabasteceimento, vai a Rabat no dia seguinte e no dia 15 está no Porto”.
“No Porto estão 5 passageiros”, disse a eurodeputada à Antena 1, que saem “para o hotel ou para algum sítio. Ficam três dias e voltam a embarcar no dia 17 de Setembro de 2002, em direcção a Cabul.”
A eurodeputada afirma que pediu as listas de passageiros e tripulação desse voo, uma vez que no Porto terá sido feito esse controlo. “Tenho a prova (que o controlo foi feito) porque me foi facultada na documentação que me foi mandada pelo professor Freitas do Amaral, então ministro dos Negócios Estrangeiros”. “Até hoje não tenho esses dados como não tenho em relação a outros documentos”, disse à rádio.
Ana Gomes insiste na acusação de que o Governo português bloqueia informações que podem ser essenciais para a investigação dos voos da CIA. “Não é possível continuar a dizer que não há elementos novos”, disse, reafirmando a necessidade da existência de um inquérito político como já aconteceu noutros Estados-membros.
Ana Gomes fez parte da comissão temporária do Parlamento Europeu que averiguou os voos da CIA.
Ministério Público está a realizar novas diligências
A Procuradoria-Geral da República (PGR) prossegue a investigação sobre a alegada utilização de território português no âmbito da transferência de prisioneiros para Guantánamo.
Fonte da PGR disse à Agência Lusa que o relatório divulgado pela Organização Não Governamental britânica ‘Reprieve’, que afirma que mais de 700 prisioneiros capturados no quadro da “guerra global contra o terrorismo” foram transferidos para Guantánamo “através de jurisdição portuguesa”, “originou novas diligências que estão a decorrer”.
Para Ana Gomes, a situação no Reino Unido e a decisão da PGR “são mais do que elementos para que o Governo não continue com a tese da negação”.
“No Porto estão 5 passageiros”, disse a eurodeputada à Antena 1, que saem “para o hotel ou para algum sítio. Ficam três dias e voltam a embarcar no dia 17 de Setembro de 2002, em direcção a Cabul.”
A eurodeputada afirma que pediu as listas de passageiros e tripulação desse voo, uma vez que no Porto terá sido feito esse controlo. “Tenho a prova (que o controlo foi feito) porque me foi facultada na documentação que me foi mandada pelo professor Freitas do Amaral, então ministro dos Negócios Estrangeiros”. “Até hoje não tenho esses dados como não tenho em relação a outros documentos”, disse à rádio.
Ana Gomes insiste na acusação de que o Governo português bloqueia informações que podem ser essenciais para a investigação dos voos da CIA. “Não é possível continuar a dizer que não há elementos novos”, disse, reafirmando a necessidade da existência de um inquérito político como já aconteceu noutros Estados-membros.
Ana Gomes fez parte da comissão temporária do Parlamento Europeu que averiguou os voos da CIA.
Ministério Público está a realizar novas diligências
A Procuradoria-Geral da República (PGR) prossegue a investigação sobre a alegada utilização de território português no âmbito da transferência de prisioneiros para Guantánamo.
Fonte da PGR disse à Agência Lusa que o relatório divulgado pela Organização Não Governamental britânica ‘Reprieve’, que afirma que mais de 700 prisioneiros capturados no quadro da “guerra global contra o terrorismo” foram transferidos para Guantánamo “através de jurisdição portuguesa”, “originou novas diligências que estão a decorrer”.
Para Ana Gomes, a situação no Reino Unido e a decisão da PGR “são mais do que elementos para que o Governo não continue com a tese da negação”.