"Apagão completo" nas freguesias rurais de Leiria
O presidente do município de Leiria afirmou hoje que há um "apagão completo" nas freguesias rurais do concelho, onde há uma semana não há energia elétrica devido à depressão Kristin.
"O apagão é de tal maneira grave que são, sobretudo, as populações que vivem nas freguesias urbanas que têm energia. A partir do momento que passamos para um raio de quilómetros que se afasta da cidade, é o apagão completo", declarou aos jornalistas Gonçalo Lopes, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, o centro de operações do município para responder ao impacto da depressão Kristin.
Segundo o autarca, "a situação do restabelecimento da energia está num processo lento".
Declarando-se muito preocupado "com as zonas mais afastadas das infraestruturas públicas, de fornecimento de água, luz e comunicações", o presidente da Câmara alertou que as pessoas que vivem nas freguesias mais rurais estão a passar por "momentos dramáticos, porque estão apagados há mais de sete dias".
"A fase que tínhamos previsto de restabelecimento está a demorar muito mais tempo do que tínhamos pensado, o que coloca estas populações num nível de preocupação e de alarme que merece um reforço e uma estratégia muito mais rápida e contundente, não só no restabelecimento do fornecimento de eletricidade em alta, mas muito em especial em linhas de trabalho para recuperar toda a distribuição da energia em baixa", defendeu.
O autarca considera que deveria ter tido o "apoio massivo de geradores", evitando "prejuízos enormes para a vida das pessoas".
"Monte Real, Carvide, Souto da Carpalhosa, Coimbrão, Monte Redondo, Bajouca, Bidoeira, Colmeias, Memória, Caranguejeira, Santa Catarina da Serra, tudo o que tem a ver com o arco mais distante e que precisa de alimentação em alta, está prejudicado no seu fornecimento", adiantou, frisando que "são estas as populações que estão a sofrer e são muitas".
Para Gonçalo Lopes, "o grau de desespero e de tolerância começa a esgotar-se", assim como o grau de tolerância da população, notando que "sete dias é um marco dramático, porque não se conseguiu dar uma resposta mais rápida".
"A rapidez da resposta acho que tem de ser avaliada", acrescentou.