País
ASFIC pede demissão do director da Polícia Judiciária
A Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal retirou a confiança ao director nacional da Polícia Judiciária. Em causa estão as declarações de Alípio Ribeiro a defender a concentração das forças policiais no Ministério da Administração Interna.
"Pelo exposto, entendemos que o Dr. Alípio Ribeiro deixa, a partir deste momento, de ter condições para se manter no cargo", escreve a ASFIC em comunicado.
Esta associação sindical diz ter tomado conhecimento das declarações de Alípio Ribeiro “com a maior perplexidade”, “designadamente duas, a nosso ver, totalmente inadmissíveis:
- A de admitir que a passagem da Polícia Judiciária para o Ministério da Administração Interna iria trazer uma maior eficácia à PJ;
- A de defender que o Secretário-geral de Segurança Interna vai ter poderes de coordenação que ficam «aquém do que seria desejável»”
Diz a ASFIC que as ideias avançadas pelo director nacional da PJ “vão totalmente ao arrepio do que em público e em privado tem defendido, sobre estes mesmos temas".
O que disse Alípio Ribeiro
Em entrevista ao Diário Económico, Alípio Ribeiro sugeriu que a passagem da PJ para o Ministério da Administração Interna "deve ser pensada" uma vez que o MAI “sofreu alterações profundas, deixou de ter a modernização administrativa, as autarquias. Hoje é de facto o ministério da segurança", disse.
Em declarações à Rádio Altitude, o director da PJ reafirmou a necessidade “de pensar o problema da tutela da Polícia Judiciária, com os novos enquadramentos legais, as novas leis que vão surgindo e é nesse prisma, como reflexão teórica, que precisamos de facto de pensar estar coisas, ir falando delas, independentemente das concretizações serem hoje ou amanhã ou de nunca se virem a concretizar. Mas creio que estamos num momento em que é importante reflectirmos e sobretudo reflectirmos em voz alta”.
A ASFIC estranha que "um magistrado do Ministério Público, ainda para mais Director Nacional da Polícia Judiciária, possa defender soluções que, no seu conjunto, vão no sentido de uma total subordinação da investigação criminal à Segurança Interna".
"Chegamos a um ponto em que o caminho que defendemos para a PJ é diametralmente oposto àquele que preconiza o actual director nacional", lê-se no comunicado. "As divergências são de tal forma acentuadas que não existe qualquer possibilidade, nem de consenso, nem de retorno".
A terminar, a ASFIC considera que "Alípio Ribeiro perdeu completamente o resto de confiança (que já não era muita) da generalidade dos funcionários de Investigação Criminal da PJ".
Esta associação sindical diz ter tomado conhecimento das declarações de Alípio Ribeiro “com a maior perplexidade”, “designadamente duas, a nosso ver, totalmente inadmissíveis:
- A de admitir que a passagem da Polícia Judiciária para o Ministério da Administração Interna iria trazer uma maior eficácia à PJ;
- A de defender que o Secretário-geral de Segurança Interna vai ter poderes de coordenação que ficam «aquém do que seria desejável»”
Diz a ASFIC que as ideias avançadas pelo director nacional da PJ “vão totalmente ao arrepio do que em público e em privado tem defendido, sobre estes mesmos temas".
O que disse Alípio Ribeiro
Em entrevista ao Diário Económico, Alípio Ribeiro sugeriu que a passagem da PJ para o Ministério da Administração Interna "deve ser pensada" uma vez que o MAI “sofreu alterações profundas, deixou de ter a modernização administrativa, as autarquias. Hoje é de facto o ministério da segurança", disse.
Em declarações à Rádio Altitude, o director da PJ reafirmou a necessidade “de pensar o problema da tutela da Polícia Judiciária, com os novos enquadramentos legais, as novas leis que vão surgindo e é nesse prisma, como reflexão teórica, que precisamos de facto de pensar estar coisas, ir falando delas, independentemente das concretizações serem hoje ou amanhã ou de nunca se virem a concretizar. Mas creio que estamos num momento em que é importante reflectirmos e sobretudo reflectirmos em voz alta”.
A ASFIC estranha que "um magistrado do Ministério Público, ainda para mais Director Nacional da Polícia Judiciária, possa defender soluções que, no seu conjunto, vão no sentido de uma total subordinação da investigação criminal à Segurança Interna".
"Chegamos a um ponto em que o caminho que defendemos para a PJ é diametralmente oposto àquele que preconiza o actual director nacional", lê-se no comunicado. "As divergências são de tal forma acentuadas que não existe qualquer possibilidade, nem de consenso, nem de retorno".
A terminar, a ASFIC considera que "Alípio Ribeiro perdeu completamente o resto de confiança (que já não era muita) da generalidade dos funcionários de Investigação Criminal da PJ".