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Associação de Municípios repudia tratamento "menos urbano" a autarcas

Associação de Municípios repudia tratamento "menos urbano" a autarcas

A Associação Nacional de Municípios (ANMP) repudiou hoje qualquer tratamento menos urbano que seja feito a um autarca, dando como exemplo o que aconteceu com o presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes.

Lusa /

"Em nome da Associação Nacional de Municípios, queremos repudiar com veemência qualquer epíteto, qualquer nome e qualquer tratamento menos urbano que seja feito a um autarca, como aconteceu com o senhor presidente da Câmara Municipal de Leiria", afirmou a vice-presidente da ANMP, Ana Abrunhosa.

À saída de uma reunião do conselho diretivo, Ana Abrunhosa repudiou este tipo de comportamento, "até porque, em grande medida, se a Proteção Civil existe deve-se aos municípios também".

Na segunda-feira, o deputado do Chega Bruno Nunes chamou "boneco" ao presidente da Câmara Municipal de Leiria, depois de Gonçalo Lopes ter considerado que se tem assistido a "um carrossel de pessoas" a visitar a região "como se um jardim zoológico se tratasse".

"Acho ridículo quando alguém quer oferecer meia dúzia de garrafas de água e que se filma para trazer numa carrinhazinha pequenina a ajuda ao distrito e ao concelho de Leiria", criticou Gonçalo Lopes, e considerou que "aproveitar o que está a acontecer para fazer campanha" é "uma ofensa a quem está a sofrer, a quem está há mais de dois dias sem água, sem luz, com dificuldades extremas".

Há uma semana, Portugal continental foi afetado pela passagem da depressão Kristin, causando a morte a 10 pessoas.

A tempestade levou à destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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