País
Atrasos no socorro. Marcelo pede explicações sobre mortes e adia decisão sobre ministra
O presidente da República afirmou, em declarações à SIC, que uma decisão sobre a continuidade da ministra da Saúde só será tomada após as eleições presidenciais.
O presidente da República exige esclarecimentos sobre as mortes alegadamente relacionadas com atrasos no INEM. "Tem que se esclarecer o que passou", disse Marcelo Rebelo de Sousa em declarações à SIC, esta quinta-feira.
Relativamente à ministra da Saúde, o presidente da República disse que uma decisão sobre a sua continuidade só será tomada após as eleições.
“Estamos a dez dias das eleições presidenciais. Há lugar para pôr de pé o que for preciso pôr de pé para que isto funcione de uma maneira diferente. Depois haverá um presidente da República diferente e o primeiro-ministro decidirá”, disse.
Em declarações transmitidas no "Jornal Nacional" da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou a exigência de uma explicação “o mais rápido possível” sobre os casos de mortes que ocorreram esta semana, defendendo que os portugueses precisam de certezas nesta matéria.
"Eu sei que não é fácil para se saber exatamente o que se passou, mas o deixar passar muito tempo é negativo para a reação da opinião pública", advertiu.
Num outro excerto transmitido pela TVI, o chefe de Estado referiu que "o senhor primeiro-ministro já anunciou hoje que há mais ambulâncias" e disse esperar que "estejam localizadas onde devem ser localizadas, que haja uma capacidade de resposta".
"Se há problemas a resolver em termos financeiros, que sejam resolvidos, se há problemas operacionais, que sejam resolvidos, porque as pessoas precisam de certezas, precisam realmente de esclarecimento e de certezas, como quem diz: se isto me acontecer a mim?", acrescentou.
"Eu sei que não é fácil para se saber exatamente o que se passou, mas o deixar passar muito tempo é negativo para a reação da opinião pública", advertiu.
Num outro excerto transmitido pela TVI, o chefe de Estado referiu que "o senhor primeiro-ministro já anunciou hoje que há mais ambulâncias" e disse esperar que "estejam localizadas onde devem ser localizadas, que haja uma capacidade de resposta".
"Se há problemas a resolver em termos financeiros, que sejam resolvidos, se há problemas operacionais, que sejam resolvidos, porque as pessoas precisam de certezas, precisam realmente de esclarecimento e de certezas, como quem diz: se isto me acontecer a mim?", acrescentou.
Desde a passada terça-feira, três pessoas morreram por atrasos na assistência do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). Os óbitos foram registados no Seixal, Quinta do Conde e Tavira.
No debate quinzenal desta quinta-feira, o primeiro-ministro lamentou estas mortes mas saiu em defesa da ministra da Saúde, rejeitando a sua demissão.