Autoridades de saúde afastam epidemia de sarampo em "grande escala"

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Ao lado do ministro Adalberto Campos Fernandes, Francisco George assegurou que “há condições para continuarmos a ter uma barreira eficaz"
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O diretor-Geral da Saúde afirma que não faltam vacinas contra o sarampo e que não teme uma epidemia de "grande escala". Francisco George revelou que o país tem uma reserva estratégica de 200 mil doses. Em Portugal estão confirmados 21 casos.

“As vacinas em Portugal estão disponíveis. As crianças podem ser e devem ser imunizadas e não temos problemas de falta de vacinas”, frisou Francisco George, durante uma conferência de imprensa partilhada com o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

Segundo o diretor-geral da Saúde, as crianças que "completam este ano 12 meses de idade têm as vacinas disponíveis". E há também "disponibilidade de vacinas" para "todos aqueles que nasceram há cinco anos" e que devem receber agora um reforço "antes de entrar para a escola primária".


“Mas mais ainda, temos uma reserva estratégica de 200 mil doses de vacinas que podemos disponibilizar, 200 mil doses que em caso de necessidade poderão ser utilizadas. Não temos aqui um problema de falta de recursos. Todos têm possibilidade de ser protegidos”, revelou.

Francisco George assegurou que “há condições, em termos de serenidade, tranquilidade e de confiança, para continuarmos a ter uma barreira eficaz à propagação e à circulação do vírus do sarampo e estamos certos que aqueles que têm mais de 40 anos terão, quase todos, anticorpos protetores no seu organismo, porque contactaram antes, durante a infância, com o sarampo”.

“Não tememos uma epidemia de grande escala. A magnitude do nosso problema não é comparável com outros países europeus. Estamos em contacto com a Comissão Europeia e com a Organização Mundial de Saúde. A nossa situação tem sido relatada no exterior e motiva inveja, como nós conseguimos assegurar uma cobertura tão alta. É preciso que todos acreditem que temos todos os meios para impedir a propagação com níveis assustadores, como aqueles que existem noutros países”, sublinhou.
Vacinação é "segura e eficaz"
Por sua vez, o ministro da Saúde quis enfatizar que o atual surto epidémico de sarampo está em fase de estabilização e que não foi registada nenhuma ocorrência desde a última sexta-feira.

Adalberto Campos Fernandes pediu a pais e encarregados de educação que confiem nas autoridades de saúde e disse que a cobertura de vacinação em Portugal permite afastar "alarmismos injustificados".

Sobre as bolsas de população que optam pela não vacinação, o governante critica a "desvalorização da melhor evidência científica" em detrimento de "um conjunto de opiniões esparsas", no que classifica como um "combate desleal entre a ciência e a opinião".

O ministro da Saúde garante que a vacinação disponível é "segura e eficaz" e que Portugal tem um dos melhores programas europeus de imunização.
"Não julgamos pais"

Questionado sobre o caso da jovem de 17 anos que morreu esta madrugada no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, por causa de complicações do sarampo, o governante confirmou que a adolescente não estava vacinada.

"A jovem não estava protegida do ponto de vista imunitário", afirmou.

O ministro manifestou solidariedade para com os pais da jovem e sublinhou a importância da proteção, frisando que a vacinação "é segura e eficaz".

"Não julgamos pais, não fazemos juízos de valor. Por vezes, por falta de informação, são levados a tomar as medidas erradas. O valor da vacina é superior à vantagem individual", concluiu.

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