Avenida em Alcácer do Sal novamente inundada
A Avenida dos Aviadores, em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, voltou hoje de manhã a ficar inundada, devido à subida do caudal do rio Sado, revelou a presidente da câmara municipal.
Em declarações à agência Lusa, Clarisse Campos explicou que o caudal do rio subiu porque "o período de maré cheia, que atingiu o pico às 11:30, coincidiu com as descargas das barragens", devido à chuva.
"As barragens estão a descarregar e, com esta coincidência, elevou-se o nível e voltámos a ter água na zona mais baixa, que inunda em primeiro lugar, a Avenida dos Aviadores", realçou.
Segundo a presidente do município, com a subida do nível da água, as povoações de Santa Catarina e Casebres e a Barrozinha, uma zona periférica da cidade de Alcácer do Sal, voltaram a ficar isoladas.
"Mas esperamos que, quer nos Casebres, quer na Barrozinha, consigamos passar até ao final do dia", adiantou.
Clarisse Campos previu que, até haver um período mais prolongado sem chuva e em que as barragens possam ganhar espaço para armazenar água, sempre que a maré cheia coincidir com as descargas a zona mais baixa da cidade vá inundar.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.