Bolieiro espera que haja uma "baixíssima abstenção"
O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, desejou que haja uma "baixíssima abstenção" nas presidenciais de hoje e está convicto que os portugueses farão a "melhor escolha".
Bolieiro, que votou na freguesia da Fajã de Baixo, no concelho de Ponta Delgada, destacou que o novo Presidente da República vai confrontar-se como uma "situação de instabilidade internacional" cujas preocupações subscreve.
Destacou a importância de, com outros atores políticos, "contribuir-se para serenidade, para a paz e, sobretudo para uma responsabilidade democrática cívica e de liderança nas nações e do país".
Bolieiro considera que "houve uma campanha eleitoral muito longa" e, se houver segunda volta, "ainda haverá continuidade de campanha".
O também líder do PSD/Açores voltou a reiterar que desejava ver o cargo de representante da República ser exercido por um açoriano.
Referiu também que desde a fase em que "primeiro [o representante da República] era militar e depois de se exigir que pudesse ser civil, finalmente poderia ser um açoriano", mas esta é uma "escolha legitima do Presidente da República".
Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, numas eleições para a Presidência da República muito disputadas e com recorde de 11 candidatos.
De acordo com a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), estavam inscritos nos cadernos eleitorais 11.039.672 eleitores à data de referência de 03 de janeiro.
A 11.ª eleição para a Presidência da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974 conta com um número recorde de candidatos (11).
Se algum candidato obtiver mais de 50% dos votos expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois concorrentes mais votados.