"Cada vez mais frequente". Portugal já enfrentou seis ondas de calor desde o início do ano

"Cada vez mais frequente". Portugal já enfrentou seis ondas de calor desde o início do ano

Só nos primeiros seis meses do ano, Portugal já teve seis ondas de calor, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Joana Raposo Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Pedro A. Pina - RTP

Até ao início de julho deste ano, registaram-se em Portugal continental seis ondas de calor, “evidenciando a elevada frequência destes episódios nos últimos anos, mesmo em períodos fora da época estival”, alertou este sábado o IPMA.

Foram classificados como ondas de calor os eventos de temperatura máxima do ar com valores acima da referência climatológica, “que ocorreram em fevereiro, março (duas), abril, maio e junho”.

O IPMA identificou, desde o início deste século, uma tendência crescente do número máximo de dias em onda de calor, destacando-se o ano 2009 com 93 dias, seguido de 2017 com 83 dias e 2023 com 80 dias.

Em 2025 registaram-se 74 dias em situação de onda de calor e 59 dias nos seis primeiros meses de 2026.

“Da análise efetuada aos mais recentes anos, é identificável que a constituição de onda de calor deixou de ocorrer apenas durante o verão, sendo cada vez mais frequente na primavera e, em alguns anos, também no inverno e no outono”, alertou o instituto.

“O IPMA recorda que a onda de calor mais marcante em Portugal continental continua a ser a de julho e agosto de 2003, tanto pela sua duração e extensão territorial, como pelos recordes de temperatura do ar registados”.

Entre estes últimos, destaca-se a temperatura máxima do ar de 47,3°C observada na estação meteorológica da Amareleja, “que permanece o valor mais elevado alguma vez registado no continente”.

Os dados “reforçam a importância da monitorização contínua destes fenómenos e da adoção de medidas de adaptação face ao aumento da frequência e intensidade dos extremos de temperatura”, acrescenta.
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