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Carlos Cruz diz-se preparado para um novo julgamento

Carlos Cruz diz-se preparado para um novo julgamento

Nas primeiras declarações após a saída do Estabelecimento Prisional da Carregueira, o ex-apresentador de televisão garante que vai continuar a lutar para provar “o enorme erro judiciário” que afirma ter sido cometido no seu caso.

Andreia Martins - RTP /
O antigo apresentador cumpria uma pena de seis anos de prisão no Estabelecimento Prisional da Carregueira Hugo Correia - Reuters

Carlos Cruz saiu esta quinta-feira em liberdade condicional, após ter vencido um recurso no Tribunal da Relação de Lisboa. Cumpria desde 2 de abril de 2013 uma pena de prisão de seis anos, acusado de crimes de pedofilia no âmbito do processo Casa Pia.

Na primeira declaração logo à saída da prisão da Carregueira, Carlos Cruz disse aos jornalistas que estaria pronto para um novo julgamento. “Podia começar amanhã. Quando se tem razão e quando se está inocente, a força é enorme”, disse o ex-apresentador.

Sobre o futuro, garante que vai continuar a "lutar pelos direitos e pela razão". Enquanto isso, o antigo apresentador diz que até já tem ofertas de emprego "ligadas à comunicação", mas que ainda é "prematuro" falar sobre o assunto.

A declaração sobre uma atividade desempenhada no futuro próximo surgiu em resposta aos jornalistas, que o interrogaram sobre o facto acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa recomendar a procura ativa de trabalho por parte do antigo recluso, que se encontra agora na condição de reformado.
Luta nas instâncias internacionais
Carlos Cruz ressalvou que esta é "mais uma etapa de uma longa maratona", que agora continua também fora de Portugal. “Vou continuar a suscitar a intervenção de todas as entidades nacionais ou internacionais, até reconhecerem que sou inocente e que me condenaram mal”, reiterou Carlos Cruz, que aguarda as considerações do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

O recurso hoje aprovado foi apresentado em março deste ano, quando o Tribunal de Execução de Penas (TEP) lhe recusou o pedido de liberdade condicional entregue pela defesa.

Nessa altura, o TEP sustentava a decisão argumentando que o arguido não tinha mostrado quaisquer sinais de arrependimento nem tinha assumido culpa pelos crimes de que é acusado.

Agora, o Tribunal da Relação dá razão ao ex-apresentador, quando já estão cumpridos dois terços da pena. Durante o tempo efetivo de condenação, Carlos Cruz teve direito a duas saídas precárias da Prisão da Carregueira, em Sintra.

Carlos Cruz foi acusado de dois crimes de abuso sexual de menores, mas sempre negou as delações que lhe foram dirigidas. Com ele, outros arguidos foram condenados no mesmo processo de antigos alunos da Casa Pia, incluindo Carlos Silvino, Ferreira Dinis e Jorge Ritto.
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