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Castelo Branco homenageia Ramalho Eanes

por Lusa

A Câmara de Castelo Branco homenageia, na segunda-feira, o antigo chefe de Estado português Ramalho Eanes, com a atribuição do seu nome a uma avenida, no âmbito das comemorações do 252.º aniversário da cidade.

"O general Ramalho Eanes, como sabemos, é oriundo do concelho de Castelo Branco, mais propriamente da freguesia de Alcains. Foi aqui, em Castelo Branco, que fez o seu percurso académico, no que diz respeito ao ensino secundário, e é uma figura relevante no pós 25 de Abril, tendo tido também um papel muito importante no período mais agitado que se seguiu ao dia 25 de Abril de 1974" afirmou à agência Lusa o presidente do município.

Leopoldo Rodrigues explicou ainda que a Câmara Municipal entendeu que devia ter na cidade de Castelo Branco "algo que simbolizasse a admiração e o respeito dos albicastrenses em relação ao general Ramalho Eanes".

"E foi nesse sentido que há uns meses pedimos uma audiência ao senhor general, no sentido de lhe propor a atribuição do seu nome a uma rua na cidade de Castelo Branco. Ele manifestou a sua concordância", afirmou o autarca.

Segundo o presidente do município, a atribuição do nome do antigo chefe de Estado português a uma rua "honra a cidade de Castelo Branco".

"É um reconhecimento público muito significativo daquilo que o general significa para a cidade e para o país. Portanto, é com muita satisfação que no dia da cidade [segunda-feira] concretizaremos este objetivo", disse.

Leopoldo Rodrigues salientou ainda que o executivo teve a preocupação de escolher uma rua "com dignidade e dimensão" para fazer jus àquilo que foi o papel (e que continua a ser) do general na história de Portugal".

Na segunda-feira, às 16:00, será inaugurada a Avenida General António Ramalho Eanes, em Castelo Branco.

No âmbito das comemorações do 252.º aniversário da elevação de Castelo Branco a cidade, o antigo chefe de Estado será ainda homenageado numa sessão na Câmara Municipal.

António Ramalho Eanes nasceu em Alcains e mudou-se, com menos de três anos, para Castelo Branco.

Foi naquela cidade que viveu até ir para Lisboa, para frequentar a antiga Academia do Exército.

Em 1976, venceu as eleições presidenciais, que viria a voltar a vencer em 1980.

Afastado da vida política ativa, Ramalho Eanes continua, enquanto elemento da sociedade civil, a intervir em assuntos que considera de relevância, especialmente cívica e cultural, nomeadamente através da sua participação em congressos e conferências sobre diversos temas (culturais, políticos, sociais e sociológicos, geopolíticos e geoestratégicos), em fóruns especializados, autarquias e universidades, entre outros, em Portugal e no estrangeiro.

Em 2000, rejeitou a promoção a marechal.

Atualmente, é, por inerência (como todos os Presidentes, que tenham já cumprido os seus mandatos, e tenham sido eleitos na vigência da atual Constituição), conselheiro de Estado vitalício.

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