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Cavaco Silva. Reformas em 2050 "não muito longe dos 80 anos"

por RTP
Imagem de arquivo Lusa

Cavaco Silva admite que daqui a 30 anos as reformas "passem a situar-se não muito longe dos 80 anos". Em entrevista à Rádio Renascença, o antigo Presidente da República afirma que, para contrariar isso, é preciso apoiar a natalidade.

Um estudo sobre a sustentabilidade do sistema de pensões português, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, apresentado na semana passada, estima que a idade da reforma deveria aumentar para os 70 anos em 2025.

Questionado sobre este trabalho, o antigo Presidente da República diz, em entrevista à Rádio Renascença, que as conclusões não o surpreendem até porque a "previsão para a vida média de um cidadão, nascido em 2007, é de 104 anos".

Cavaco Silva vai mesmo mais longe, ao afirmar que se fala que "perto de 2050, as reformas passem a situar-se não muito longe dos 80 anos".

Para contrariar este caminho diz que é fundamental que Portugal tenha uma "política muito forte de apoio à natalidade". E acrescenta que "não podemos é perder mais tempo".

Nesta conversa com a Rádio Renascença, uma série que a rádio está a fazer relacionada com as eleições europeias, o antigo Presidente da República admite que "agora é melhor que o Reino Unido saia da União Europeia".

Mostra-se convencido que Portugal não será dos países mais prejudicados com a saída do Reino Unido da UE. Admite mesmo que "Portugal não será atingido mais do que a média da União Europeia e, provavelmente, até o será menos".

Isto porque, diz Cavaco Silva, as exportações e bens de Portugal para o Reino Unido representam "menos de 3 por cento" e o turismo "depende mais de depreciação da libra esterlina do que das facilidades que resultam de um Brexit suave".
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