CCDR. Menor abstenção e menos votos brancos no Norte, a única região com dois candidatos

A eleição para o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte, a única região com dois candidatos, foi aquela onde houve menor abstenção e menos votos brancos e nulos, segundo os resultados provisórios divulgados hoje.

Lusa /

De acordo com os resultados divulgados hoje pela Direção-Geral da Administração Local (DGAL), todos os presidentes das cinco CCDR foram eleitos por mais de 50% dos votos dos respetivos colégios de autarcas eleitores, nas eleições indiretas realizadas na segunda-feira, que elegeram três novos presidentes (no Norte, Centro e Alentejo) e reelegeram os dirigentes das CCDR de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) e do Algarve.

Em termos globais, votaram na escolha dos cinco presidentes das CCDR 9.827 autarcas, 91,26% do universo total (10.768), com uma abstenção de 8,7%.

A CCDR-Norte, a única onde houve dois candidatos, foi a região onde houve menos abstenção (4,7%), menos votos brancos (3,5%) e menos votos nulos (0,58%).

No Norte venceu o até agora vice-presidente da Câmara de Gaia, Álvaro Santos (PSD), com 56,11% dos votos, enquanto António Cunha, o presidente cessante que também se candidatou como independente, obteve 39,7%.

Na CCDR-Centro, José Ribau Esteves (PSD), que em outubro deixou a Câmara de Aveiro, foi validado por 79% (correspondente a 2.647 votos) do colégio com 2.860 autarcas, dos quais 17,34% (459) votaram em branco e 3,6% (96) expressaram votos nulos.

Os autarcas alentejanos também elegeram um novo presidente, o engenheiro eletrotécnico Ricardo Pinheiro, ex-deputado do PS por Portalegre e antigo autarca de Campo Maior, com 74,5% dos votos (696 votos em 934 votantes).

No entanto, foi no Alentejo onde se verificou uma abstenção mais elevada, uma vez que 27,2% do universo de 1.284 eleitores não foi votar. Teve também a segunda maior taxa de votos em branco (22,48%).

Em Lisboa e Vale do Tejo (LVT), a arquiteta Teresa Almeida (PS) foi reeleita por 70,20% dos eleitores (obteve 1.298 votos em 1.849 votantes, num universo de inscritos de 1.998 autarcas).

A região LVT teve a maior expressão de votos em branco (23,47%, o que corresponde a 434 votos) e também a maior expressão de votos nulos (6,32%, correspondentes a 117 votos).

O antigo secretário de Estado das Pescas, eurodeputado, deputado e presidente da Câmara de Faro José Apolinário (PS) foi reeleito para um segundo mandato na CCDR-Algarve por 75,91% dos eleitores (356 dos 469 autarcas que votaram).

No Algarve podiam votar 500 autarcas, dos quais votaram 459 (abstenção foi de 6,2%) e destes 18,33% (86 votos) votaram em branco, tendo ainda 5,75% (27 votos) votado nulo.

À exceção de António Cunha, o candidato derrotado no Norte, todos os restantes foram propostos por PSD e PS, num acordo eleitoral nacional que dividiu entre os dois partidos a direção destes organismos e que foi criticado por alguns setores partidários regionais.

Além dos presidentes, foram eleitos cinco vice-presidentes das CCDR, um por cada região, que também eram candidatos únicos propostos por PSD e PS.

Estes vice-presidentes são Ricardo Bento (PSD, Norte), Nuno de Almeida (PSD, Centro) José Alho (PS, Lisboa e Vale do Tejo), Aníbal Coelho da Costa (PS, Alentejo) e Jorge Botelho (PS, Algarve).

Os presidentes das CCDR são eleitos para um mandato de quatro anos por colégios eleitorais de autarcas das respetivas regiões, constituídos pelos presidentes de câmara, presidentes das assembleias municipais, vereadores eleitos e deputados municipais, incluindo os presidentes das juntas de freguesia.

Os vice-presidentes, um por cada região, são eleitos por um colégio eleitoral constituído pelos presidentes das 278 câmaras municipais do continente.

Além destes dirigentes eleitos indiretamente, cada CCDR terá um outro vice-presidente escolhido pelo conselho da região (exceto autarcas) e mais cinco nomeados pelo Governo para as áreas da educação, saúde, cultura, ambiente e agricultura, que reportam diretamente ao executivo nacional.

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