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Cheias obrigam ao realojamento de 26 pessoas no Cartaxo

Cheias obrigam ao realojamento de 26 pessoas no Cartaxo

As cheias que afetam o concelho do Cartaxo obrigaram à deslocação de 26 pessoas das zonas ribeirinhas, sobretudo na freguesia de Valada e nas localidades junto ao rio Tejo, disse hoje o presidente da Câmara, João Heitor.

Lusa /

As situações mais graves registam-se nas aldeias de Porto de Muge, Valada, Reguengo e Palhota, bem como nas povoações da Ponte do Reguengo e de Santana, onde já existem casas inundadas "de forma severa", afirmou o autarca.

Segundo João Heitor, 26 pessoas foram retiradas das suas casas nas últimas horas, oito das quais acolhidas em estruturas preparadas pelo município, enquanto as restantes seguiram para casas de familiares e amigos.

Entre os espaços utilizados estão o Centro Paroquial de Valada e o Centro Paroquial de Vila Chã de Ourique.

O município tem ainda pronta uma estrutura de reserva com capacidade para acolher pelo menos 30 pessoas, com possibilidade de aumento caso seja necessário, tendo o autarca assegurado que toda a estrutura de proteção civil e parceiros locais está mobilizada.

A principal dificuldade, neste momento, é garantir a passagem de pessoas e bens para a freguesia de Valada.

João Heitor disse ainda que, para já, não foi necessária ajuda externa adicional, mas sublinhou que o município não hesitará em solicitá-la caso a situação evolua.

"A partir do momento em que achemos que isso possa ser necessário, não vamos hesitar em pedir apoio", frisou.

As cheias, agravadas pela depressão Kristin, já provocaram danos significativos no concelho, com impactos em empresas, explorações agrícolas e culturas, além de "algumas casas que já caíram" devido ao mau tempo, segundo o autarca.

O município espera que o Cartaxo possa vir a ser incluído na declaração de calamidade nacional, para que as respostas e apoios possam ser enquadrados nas medidas de emergência.

João Heitor disse ainda que o agravamento poderá depender das descargas das barragens espanholas e portuguesas e do temporal previsto para os próximos dias.

"Pode vir a piorar de forma significativa, por isso temos de estar preparados para tudo o que possa acontecer", alertou.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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