Margens de Porto e Gaia podem ser inundadas novamente
Ereira continua isolada mas água do rio já começou a descer
Rio Sorraia a descer em Coruche
Chuva intensa em Ponte de Lima
Mau tempo. Gouveia e Melo considera que MAI deveria pedir exoneração, entre críticas ao "improviso"
O ex-candidato à Presidência da República considera que o Governo falhou na organização da resposta às populações afetadas pelo mau tempo, realçando que a ministra da Administração Interna deveria pedir a exoneração. Defende uma estrutura de missão e uma espécie de "Plano Marshall" regional.
O ex-chefe do Estado-Maior da Armada considera que o "Estado falhou" e que o "Governo é, perante os cidadãos, responsável pela resposta do Estado e terá, necessariamente, de tirar consequências políticas do que aconteceu".
"O primeiro-ministro deve refletir se, perante a evidente falta de preparação e capacidade da ministra da Administração Interna, esta tem condições para permanecer no lugar. Parecer-me-ia adequado que a senhora ministra pedisse, por sua própria iniciativa, a sua exoneração -- a bem do Governo e do país", sublinhou.
"Portugal deve abandonar lógicas corporativas dentro do Estado e atribuir funções às entidades com mais preparação e capacidade para agir em desastres e crises”, advoga.
"A Proteção Civil tem de ser remodelada de alto a baixo: deve ser fortemente profissionalizada, liberta de clientelas políticas e verdadeiramente capacitada", disse, lembrando que num outro artigo, no verão passado, propôs a criação, nas Forças Armadas, de uma grande unidade, ou mesmo um novo ramo, dedicado à proteção civil".
Na opinião de Gouveia e Melo, o primeiro-ministro tem de criar uma 'task force', ou uma Estrutura de Missão, mas na sua dependência direta, para colocar todos os ministérios a trabalhar de forma efetivamente coordenada, com unidade de propósito e comando.
"As tarefas de organização, coordenação, comunicação e liderança devem estar sob a dependência direta dessa estrutura de crise. Deve ser criada uma estrutura logística de apoio, com um nível central de coordenação e concentração, que alimente postos desconcentrados de resposta junto das populações afetadas", disse.
Gouveia e Melo considerou, entre outros, que devem ser acionados todos os mecanismos de solidariedade e financiamento comunitário, produzida legislação adequadas para responder às consequências negativas das tempestades.
"Devemos criar um 'Plano Marshall' regional e localizado, que recupere e desenvolva ", disse.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
c/Lusa
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Ordem dos Engenheiros apoia vistoria às infraestruturas rodoviárias e pontes
O bastonário da Ordem dos Engenheiros concorda com a iniciativa do Governo em mandar vistoriar a todas as obras de arte e infraestruturas críticas do país. “Quando se tratar de vidas de pessoas é perfeitamente aceitável”, refere Fernando de Almeida Santos.
Uma medida anunciada pelo Governo, devido aos vários incidentes que têm ocorrido no país devido ao mau tempo.
Relativamente ao prazo para a vistoria, Fernando de Almeida Santos diz que depende de quantos locais forem visitados, e do material disponível.
O bastonário da Ordem dos Engenheiros sugere que haja, para precaver catástrofes, um orçamento para vistorias e obras.
Parlamento Europeu debate fenómenos meteorológicos extremos
Os eurodeputados vão questionar representantes da Comissão Europeia sobre a ação da UE para prevenir e preparar-se para as catástrofes naturais.
Circulação ferroviária continua condicionada nas linhas do Norte, Cascais e Douro
No Oeste e urbanos de Coimbra a circulação está suspensa
Proteção Civil alerta para inundações
O quadro meteorológico de chuva intensa, vento forte, agitação marítima e queda de neve em Portugal continental deverá manter-se até quarta-feira, indicou a Proteção Civil, alertando para um aumento das inundações, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
A depressão Marta já deixou o território português e deslocou-se para Leste, mas o território do continente continua a ser influenciado por outras depressões que se estão a formar mais a Norte no Atlântico e será ainda atravessado por ondulações frontais que estão associadas a essas depressões, explicou a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Alexandra Fonseca.
"Parece que estão a brincar". Vigília em Leiria pelas vítimas do mau tempo com críticas ao Governo
Parte do concelho de Leiria permanece sem energia e a população sente-se revoltada. Esta noite, centenas de pessoas juntaram-se na cidade para prestar homenagem às vítimas mortais do mau tempo, levando a cabo um minuto de silêncio e segurando velas.
Foto: Paulo Cunha - Lusa
"A cada comentário que tecem, parece que estão a brincar e que não têm vergonha absolutamente nenhuma nem respeito pelo povo português"
Esta habitante destacou os casos de pessoas na Marinha Grande a passar dificuldades extremas, assim como idosos em toda a região que estão isolados.
No cartaz que segurava lia-se a frase: "Condolências aos governantes que não evitaram a trágica consequência de perderem a decência".
O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, participou nesta vigília do movimento Reerguer Leiria.
Montemor-o-Velho. Freguesia da Ereira está isolada há sete dias
A população tem de atravessar o rio de barco para ir buscar medicamentos ou comida.
Valada do Ribatejo continua isolada
De Valada do Ribatejo só se consegue entrar ou sair de barco. Os moradores não se mostram preocupados, mas criticam a falta de manutenção dos diques em redor da aldeia.
Arruda dos Vinhos pede ao Governo que decrete situação de calamidade
Quase todas as estradas do concelho estão destruídas e há já casas a colapsar.