País
Confirmados 34 casos de infeção por legionella
A Direção-Geral da Saúde (DGS) revela que o número de casos confirmados com a doença dos legionários no Hospital de São Francisco Xavier subiu para 34. Há cinco doentes infetados em unidades de cuidados intensivos.
O último boletim epidemiológico da DGS sobre este surto de legionella, indica também que todos os infetados com a bactéria têm doenças crónicas já existentes.
Os dados da DGS dão ainda conta de que há 22 doentes infetados do sexo feminino, sendo que 23 têm idade superior a 70 anos.
O Ministério Público está a investigar este surto de legionella que já provocou duas mortes. Ao mesmo tempo, as administrações regionais de saúde estão encarregues de fazer uma "avaliação e gestão do risco" de todas as unidades de cuidados de saúde públicas, devido a este surto.
Investigação dentro e fora do hospital
As causas do surto que já infetou 34 pessoas estão a ser investigadas, tanto dentro do hospital como fora. No exterior do hospital há pelo menos sete pontos onde o surto pode ter começado.
"O Ministério Público encontra-se a recolher elementos, sendo que não deixará de investigar qualquer indício de crime de que tenha conhecimento", refere uma resposta do MP à agência Lusa.
O surto de infeção com a bactéria legionella no Hospital de São Francisco Xavier provocou dois mortos, um homem de 77 anos e uma mulher de 70 anos.
Entretanto, as autoridades de saúde avançam para o "levantamento das condições estruturais e processuais das unidades prestadoras de cuidados de saúde que integram o Serviço Nacional de Saúde", incluindo agrupamentos de centros de saúde, unidades locais de saúde, centros hospitalares e hospitais, "no âmbito da avaliação e gestão do risco".
A garantia é dada num comunicado conjunto da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), emitido na noite de segunda-feira.
As duas entidades informam que "está em curso a investigação epidemiológica nas vertentes da vigilância da saúde humana e ambiental, a fim de apurar as circunstâncias que originaram o surto".
Manutenção quinzenal das torres cumprida
A garantia foi dada o presidente dos Serviços de utilização Comum dos Hospitais (SUCH), Paulo Correia de Sousa, à Antena 1. Uma garantia de que a manutenção quinzenal das torres de arrefecimento do Hospital de São Francisco Xavier [uma das possíveis origens do surto] era cumprida e que a última análise para legionella foi negativa.
De acordo com o presidente dos SUCH, das quatro torres de arrefecimento do Hospital S. Francisco Xavier, três foram desligadas e uma foi tratada com choques térmicos e químicos, assim como toda a rede de água, mas mantém-se ligada pois é necessária para o bom funcionamento da unidade hospitalar.
As autoridades de Saúde admitem a possibilidade de que a bactéria da legionella possa ter surgido fora das instalações do Hospital S. Francisco Xavier, em Lisboa.
Sete pontos fora do hospital
Paulo Correia de Sousa referiu ainda que foram identificados fora do hospital pelo menos sete pontos onde pode também ter começado o surto.
Segundo o presidente dos Serviços de Utilização Comum dos Hospitais, a maior probabilidade é que o surto tenha origem nas instalações do hospital, mas por precaução a Administração Regional de Saúde e o delegado de saúde fizeram o levantamento dos equipamentos potencialmente geradoras de aerossóis para fazer análises.
A Associação dos Administradores Hospitalares considera que o surto de legionella no Hospital de São Francisco Xavier não terá ocorrido por falta de dinheiro para a manutenção.
Alexandre Lourenço indicou que o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental informou já que existe um contrato de manutenção em vigor para os sistemas de refrigeração do hospital.
"Não será uma questão de falta de recursos financeiros para a manutenção. Existe um contrato de manutenção em vigor e não existiu nenhum percalço com esse contrato. Temos graves dificuldades financeiras nos hospitais, mas nestas áreas existem contratos de manutenção", afirmou o presidente da Associação dos Administradores Hospitalares.
Alexandre Lourenço considera que este surto de legionella associado ao Hospital de São Francisco Xavier deve ser analisado como um caso isolado, adiantando que tem de se perceber o que aconteceu para "aprender com a situação e evitar que no futuro volte a ocorrer".
Os dados da DGS dão ainda conta de que há 22 doentes infetados do sexo feminino, sendo que 23 têm idade superior a 70 anos.
O Ministério Público está a investigar este surto de legionella que já provocou duas mortes. Ao mesmo tempo, as administrações regionais de saúde estão encarregues de fazer uma "avaliação e gestão do risco" de todas as unidades de cuidados de saúde públicas, devido a este surto.
Investigação dentro e fora do hospital
As causas do surto que já infetou 34 pessoas estão a ser investigadas, tanto dentro do hospital como fora. No exterior do hospital há pelo menos sete pontos onde o surto pode ter começado.
"O Ministério Público encontra-se a recolher elementos, sendo que não deixará de investigar qualquer indício de crime de que tenha conhecimento", refere uma resposta do MP à agência Lusa.
O surto de infeção com a bactéria legionella no Hospital de São Francisco Xavier provocou dois mortos, um homem de 77 anos e uma mulher de 70 anos.
Entretanto, as autoridades de saúde avançam para o "levantamento das condições estruturais e processuais das unidades prestadoras de cuidados de saúde que integram o Serviço Nacional de Saúde", incluindo agrupamentos de centros de saúde, unidades locais de saúde, centros hospitalares e hospitais, "no âmbito da avaliação e gestão do risco".
A garantia é dada num comunicado conjunto da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), emitido na noite de segunda-feira.
As duas entidades informam que "está em curso a investigação epidemiológica nas vertentes da vigilância da saúde humana e ambiental, a fim de apurar as circunstâncias que originaram o surto".
Manutenção quinzenal das torres cumprida
A garantia foi dada o presidente dos Serviços de utilização Comum dos Hospitais (SUCH), Paulo Correia de Sousa, à Antena 1. Uma garantia de que a manutenção quinzenal das torres de arrefecimento do Hospital de São Francisco Xavier [uma das possíveis origens do surto] era cumprida e que a última análise para legionella foi negativa.
De acordo com o presidente dos SUCH, das quatro torres de arrefecimento do Hospital S. Francisco Xavier, três foram desligadas e uma foi tratada com choques térmicos e químicos, assim como toda a rede de água, mas mantém-se ligada pois é necessária para o bom funcionamento da unidade hospitalar.
As autoridades de Saúde admitem a possibilidade de que a bactéria da legionella possa ter surgido fora das instalações do Hospital S. Francisco Xavier, em Lisboa.
Sete pontos fora do hospital
Paulo Correia de Sousa referiu ainda que foram identificados fora do hospital pelo menos sete pontos onde pode também ter começado o surto.
Segundo o presidente dos Serviços de Utilização Comum dos Hospitais, a maior probabilidade é que o surto tenha origem nas instalações do hospital, mas por precaução a Administração Regional de Saúde e o delegado de saúde fizeram o levantamento dos equipamentos potencialmente geradoras de aerossóis para fazer análises.
A Associação dos Administradores Hospitalares considera que o surto de legionella no Hospital de São Francisco Xavier não terá ocorrido por falta de dinheiro para a manutenção.
Alexandre Lourenço indicou que o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental informou já que existe um contrato de manutenção em vigor para os sistemas de refrigeração do hospital.
"Não será uma questão de falta de recursos financeiros para a manutenção. Existe um contrato de manutenção em vigor e não existiu nenhum percalço com esse contrato. Temos graves dificuldades financeiras nos hospitais, mas nestas áreas existem contratos de manutenção", afirmou o presidente da Associação dos Administradores Hospitalares.
Alexandre Lourenço considera que este surto de legionella associado ao Hospital de São Francisco Xavier deve ser analisado como um caso isolado, adiantando que tem de se perceber o que aconteceu para "aprender com a situação e evitar que no futuro volte a ocorrer".