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Congresso ANMP. Pedro Pimpão promete ser intransigente com Governo na defesa dos municípios

Congresso ANMP. Pedro Pimpão promete ser intransigente com Governo na defesa dos municípios

O candidato à presidência da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), o social-democrata Pedro Pimpão, promete lealdade ao Governo, mas também intransigência na defesa dos interesses dos municípios.

Lusa /

"Aquilo que podem esperar de mim - e os membros do Governo - é lealdade, naturalmente, mas também intransigência na defesa dos interesses dos municípios portugueses, porque sei que, se eu defender os interesses dos municípios, estou a defender o interesse de Portugal", afirmou Pedro Pimpão, presidente da Câmara de Pombal, quando questionado se é uma vantagem ou desvantagem ser da mesma cor política do Governo para futuras negociações.

Em entrevista à agência Lusa, a propósito do congresso eletivo da ANMP, que se realiza nos dias 13 e 14 em Viana do Castelo, o autarca considerou que também é do interesse do Governo ter uma associações "forte, exigente e que ajude, de forma positiva, construtiva, com ideias novas, a melhorar aquilo que já existe".

Sobre a candidatura à sucessão de Luísa Salgueiro, presidente da Câmara de Matosinhos eleita pelo PS, na liderança do Conselho Diretivo da ANMP, Pedro Pimpão referiu ter "uma paixão enorme por aquilo que é a capacidade que as autarquias locais, e os autarcas em particular, têm desempenhado também no desenvolvimento dos territórios".

"[A candidatura] surge desta minha disponibilidade, para continuar a servir o municipalismo a nível nacional, e também dar o meu contributo", declarou, esperando que seja reforçada a capacidade que os municípios hoje têm para mudar a vida das pessoas.

À pergunta se comunicou a vontade de presidir à ANMP ao líder do PSD, Luís Montenegro, Pedro Pimpão, que integra o Conselho Diretivo cessante, disse que há "uma articulação natural com a liderança do próprio partido".

"E creio que é bem vista, por isso é que também tenho este voto de confiança interno", adiantou.

O presidente do município de Pombal, no distrito de Leiria, eleito para um segundo mandato em 12 de outubro, reiterou que a candidatura é suprapartidária e sustentou que na ANMP há uma valorização do papel dos autarcas que "está muito para além dos partidos políticos" a que pertencem.

"O nosso foco é melhorar a vida das pessoas, contribuir para o desenvolvimento dos territórios e aí estamos unidos. E é por isso que esta minha candidatura também visa integrar - e eu acho que só assim é que faz sentido - as diversas tendências ideológicas, as diversas representações partidárias, as diversas regiões do país", prosseguiu, indicando estarem também abrangidos municípios de diferentes dimensões, quer territoriais, quer populacionais.

Nesse sentido, precisou, o objetivo é que os órgãos da ANMP (congresso nacional, e conselhos geral, diretivo, fiscal e consultivo) espelhem a realidade do terreno.

O Conselho Diretivo, órgão executivo, é composto por um presidente, cinco vice-presidentes e 11 vogais, eleitos pelo Congresso Nacional em lista plurinominal, de entre os delegados, segundo o sítio na Internet da associação.

"A constituição do Conselho Diretivo e dos órgãos é estabelecida pelo método de Hondt. Temos já esse histórico e aquilo que fazemos agora é, em função do número de presidentes de câmara, fazer essa distribuição. A perceção que eu tenho é que o Conselho Diretivo vai ter as diversas tendências partidárias e também integração de movimentos independentes", assegurou, sem dar nomes.

Pedro Pimpão, de 45 anos, é licenciado em Direito. Entre outras funções, foi deputado e presidente da Junta de Freguesia de Pombal.

É vice-presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria e deixa agora a presidência dos Autarcas Social-Democratas.

Nas últimas autárquicas, o PSD venceu o maior número de câmaras, recuperando a ANMP, que pertencia ao PS desde 2013.

No total nacional, o PSD, com listas próprias ou em coligações, venceu em 136 municípios, contra 128 do PS, quando em 2021 tinha triunfado em 114, contra 149 dos socialistas.

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