Conselho Regional de Coimbra cria bolsa de advogados voluntários para apoiar vítimas
O Conselho Regional de Coimbra da Ordem dos Advogados (OA) criou uma bolsa de advogados voluntários para auxiliarem as pessoas afetadas pelo mau tempo a formalizarem as participações de sinistros resultantes da depressão Kristin junto de seguradoras.
Segundo informação disponibilizada no seu sítio na Internet, o Conselho Regional deliberou, na sexta-feira, constituir uma bolsa de advogados voluntários para, em regime `pro bono`, auxiliarem as populações "na formalização das participações de sinistros resultantes" da depressão Kristin junto das empresas seguradoras e na plataforma de reporte de prejuízos.
O Conselho Regional destaca que se trata "de um apoio focado na orientação e auxílio no preenchimento das participações dos sinistros, junto das empresas seguradoras, e na plataforma de reporte de prejuízos, imprescindível à defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e das empresas e à promoção do acesso ao direito".
"A ativação da bolsa de advogados e do apoio que se pretende prestar às populações conta com a colaboração e empenho dos municípios", adianta, explicando que vai estar disponível em www.oa.pt/coimbra.
A iniciativa destina-se às populações dos concelhos de Águeda, Albergaria-a-Velha, Alcanena, Alcobaça, Alvaiázere, Ansião, Aveiro, Batalha, Cantanhede, Castanheira de Pera, Castelo Branco, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Covilhã, Ferreira do Zêzere, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Fundão, Góis, Idanha-a-Nova, Ílhavo, Leiria, Lousã, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Nazaré, Oleiros, Ourém, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penacova, Penamacor, Penela, Pombal, Porto de Mós, Proença-a-Nova, Sertã, Sever de Vouga, Soure, Tomar, Torres Novas, Vagos, Vila de Rei e Vila Nova de Poiares e Vila Velha de Ródão.
Estes são os municípios abrangidos, na área territorial do Conselho Regional do Centro da OA (distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria, Guarda, Viseu e Castelo Branco), pela situação de calamidade.
Este mecanismo de apoio arranca na próxima quarta-feira e termina em 31 de maio, mas pode ser protelado, "em todos ou em alguns municípios, caso a situação o justifique".
Com esta iniciativa, o Conselho Regional de Coimbra "quer garantir que ninguém fica desamparado no aconselhamento e pronto encaminhamento das questões jurídicas que emergem desta catástrofe", acrescenta.