Reportagem

Cortes de estradas e marcha lenta. Agricultores portugueses estão em protesto

por Graça Andrade Ramos, Inês Moreira Santos, Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves - RTP

Os agricultores portugueses saíram esta quinta-feira para as estradas de norte a sul do país em protesto. Realizaram-se manifestações pacíficas, em marcha lenta, com tratores e máquinas agrícolas. Pelas 20h00 foram anunciadas garantias de que as suas reivindicações vão ser atendidas. Acompanhamos aqui, ao minuto, a jornada de contestação.

Emissão da RTP3


Paulo Novais - Lusa

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Agricultores do Ribatejo ameaçam endurecer protesto

Foto: Nuno Veiga - Lusa

Os agricultores do Ribatejo também estão insatisfeitos com as medidas do Governo e ameaçam endurecer o protesto.

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Momento-Chave
por RTP

Medidas insatisfatórias. Agricultores do Baixo Mondego mantêm protesto

Foto: Paulo Novais - Lusa

Os agricultores do Baixo Mondego consideram insatisfatórias as medidas do Governo, pelo que vão manter o protesto.

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por Lusa

Manifestantes em Vila Verde de Ficalho não desmobilizam

Os agricultores em protesto junto à fronteira de Vila Verde de Ficalho, no distrito de Beja, não vão desmobilizar antes da manhã de sexta-feira, pelo menos, disse hoje à agência Lusa um porta-voz do movimento.

"As nossas condições iniciais não estão cumpridas, portanto a desmobilização imediata está fora da mesa", garantiu João Pedro Pereira.

Segundo o porta-voz, os agricultores vão "com certeza, ponderar a situação, verificando a realidade nacional", mas, "em princípio, até amanhã [sexta-feira] de manhã não haverá nenhuma decisão definitiva".

"Sem prejuízo de ponderarmos desmobilizar, para nós, não estão cumpridas as condições iniciais e não é nossa intenção desmobilizar imediatamente. Nem temos condições logísticas para isso. Há pessoas que estavam aqui há 24 horas que foram descansar e uma desmobilização imediata está fora de questão", vincou.

"Surpreendidos com a desmobilização" dos protestos "noutros sítios", os agricultores que se encontram na Estrada Nacional 260 (EN260) junto à fronteira de Vila Verde de Ficalho, no lado português, e Rosal de la Frontera, no lado espanhol, insistem que não são movidos "só por dinheiro, nem sequer pelos cortes nas ajudas que foram a gota de água" que despoletou o movimento a nível nacional.

"Há aqui questões mais abrangentes. Há o regresso das florestas ao ministério da Agricultura, há a recuperação das direções-regionais de Agricultura, há o discutir a programação do PEPAC [Plano Estratégico da Política Agrícola Comum] com os agricultores para tentarmos chegar a soluções mais adequadas para a nossa agricultura", elencou João Pedro Pereira.

Além disso, os manifestantes, que "desde o início" tinham representantes "indicados para estarem em contacto com as outras zonas onde estavam a haver protestos" não se consideram vinculados a um suposto "acordo" com o Governo que terá levado à desmobilização noutras zonas do país.

"De repente, aparecem-nos aqui com uma ordem para desmobilizar, dada por pessoas com quem nunca falámos, em que os próprios agricultores que desmobilizaram [na fronteira] do Caia dizem que se sentem traídos e não percebem o que se passou", revelou o porta-voz.

Para este agricultor, "teria de haver um acordo assinado pelo menos por um representante" do grupo "que pudesse explicar exatamente o que foi acordado e em que moldes".

"Chegar um papel que já foi assinado em nosso nome e depois lemos e é muito semelhante ao que já tinha sido divulgado no dia 31, para nós, não nos compromete em nada, porque não eram esses os nossos objetivos, nem fomos consultados, nem estávamos presentes, portanto não consideramos que tenhamos sido parte desse acordo", argumentou.

Por estes motivos, acrescentou à agência Lusa um dos organizadores do protesto, José Maria Charraz, os agricultores em "Paymogo [Espanha] e Vila Verde de Ficalho" não vão desmobilizar.

Confrontado com o anúncio do Governo, ao início da noite, de que a maior parte das medidas do pacote de apoio aos agricultores portugueses, anunciado na quarta-feira, com mais de 400 milhões de euros, entra em vigor ainda este mês, o agricultou exigiu "assinaturas".

"Tem de haver alguma coisa fiável. Não é dizer que vão dar e depois já sabemos como é... Queremos compromissos! Têm de se comprometer, de assinar. Como é que ela [Maria do Céu Antunes, ministra da Agricultura] pode estar a prometer coisas que tem de ser a União Europeia a aprovar?", questionou José Maria Charraz.

A Estrada Nacional 260 (EN260) junto a Vila Verde de Ficalho, a alguns quilómetros da fronteira com Rosal de La Frontera, foi hoje cortada, por volta das 03:00, pelos agricultores, que atravessaram tratores e máquinas agrícolas na via.

O protesto, que inicialmente contou com cerca de 100 tratores e máquinas agrícolas, subiu para cerca de 180 veículos com o passar das horas, de acordo com a organização. O número de agricultores, provenientes de concelhos como Serpa, Moura, Mértola, Barrancos ou Beja, também atingiu algumas centenas.

Os agricultores paralisaram hoje importantes vias de norte a sul do país, incluindo fronteiras, com alguns dos movimentos a começarem a desmobilizar à noite, após garantias sobre os apoios anunciados pelo Governo.

Na quarta-feira, o Governo avançou com um pacote de ajuda aos agricultores, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), que não travou os protestos agendados para hoje, de Norte a Sul do país.

Segundo a informação disponibilizada hoje à Lusa, a maior parte das medidas que integra o pacote de apoio entra em vigor ainda este mês, com exceção das que estão dependentes de `luz verde` de Bruxelas.

No contexto europeu, a Comissão Europeia vai preparar com a presidência semestral belga do Conselho da UE uma proposta para a redução de encargos administrativos dos agricultores, que será debatida pelos ministros da Agricultura dos 27 Estados-membros do bloco europeu no próximo dia 26 de fevereiro.

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por RTP

Vários agricultores levantam bloqueio após acordo com Governo

Há acordo entre o Governo e os agricultores portugueses, mas as garantias da tutela não agradam a todos, pelo que alguns mantêm os protestos e os bloqueios de estrada.

O executivo compromete-se a disponibilizar apoios à produção no valor de 200 milhões de euros para cobrir as quebras na produção, logo que seja aprovado pela União Europeia, e vai também abrir uma linha de crédito, no montante de 50 milhões de euros, com juro de 0% para todos os agricultores, que estará disponível já a partir de fevereiro.

Apesar do compromisso de que os agricultores vão receber as ajudas na totalidade, alguns dizem que é pouco e querem garantias de que estes apoios se prolongam pelos próximos anos e não apenas este ano.

Assim sendo, muitos agricultores desmobilizaram, mas outros mantêm as manifestações.
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por Lusa

Protestos bloquearam país e forçaram Governo a dar garantias

Os agricultores paralisaram hoje importantes vias de norte a sul do país, incluindo fronteiras, com alguns dos movimentos a começarem a desmobilizar à noite, após garantias sobre os apoios anunciados pelo Governo.

Logo nas primeiras horas os agricultores começaram a mobilizar-se e o resultado foi o corte de importantes vias ao longo do dia, como as autoestradas 25 (no distrito da Guarda), 6 (no distrito de Portalegre) e o Itinerário Complementar (IC) 1 (distrito de Setúbal).

A Guarda Nacional Republicana (GNR) indicava, esta tarde, o corte de um total de 15 estradas, num acompanhamento da situação que obrigou esta força policial a reforçar a transmissão de informações na plataforma de tráfego Waze e nas redes sociais, para garantir a segurança de manifestantes e restantes cidadãos.

Os protestos assumiram variadas formas, sendo uma iniciativa do Movimento Civil de Agricultores, que se apresenta como espontâneo e apartidário, replicando manifestações em outros pontos da Europa.

Junto à fronteira do Caia, em Elvas, no distrito de Portalegre, os agricultores que bloquearam a A6 permitiram a passagem de veículos prioritários, como o caso de carros com grávidas, crianças ou doentes, e 10 camiões de hora a hora, num protesto que começou a ser desmobilizado após a garantia de que vão receber, até final do mês, os apoios que tinham sido retirados.

Na fronteira de Vila Verde de Ficalho, no concelho de Serpa (Beja), os agricultores almoçaram bifanas de porco preto no pão, feitas num grelhador montado a alguns metros dos tratores que cortavam a Estrada Nacional 260 (EN260), sendo que faziam ainda parte da `bucha` linguiças assadas `na hora`, torresmos e vinho, cervejas, água e sumos.

Agricultores do Ribatejo e Oeste concentraram-se hoje na Ponte da Chamusca, realizando ainda uma breve arruada junto a um acesso da Autoestrada 23 (A23), sem provocar o corte da via, tendo começado a desmobilizar pelas 20:00.

O trânsito automóvel foi restabelecido desde as 21:00 no IC1, na zona da Mimosa, concelho de Santiago do Cacém (Setúbal), após a desmobilização dos agricultores que cortaram a via.

A A25 foi uma das vias afetadas, onde os agricultores se concentraram junto ao Alto de Leomil, bloqueando a circulação na autoestrada desde as 06:15 entre o nó de Pínzio, no concelho de Pinhel, e Vilar Formoso, concelho de Almeida.

Os agricultores também estiveram hoje a condicionar o acesso a Espanha pela fronteira da Bemposta, em Mogadouro, no distrito de Bragança, situação que ficou normalizada ao final da tarde.

Ainda a Norte, o protesto fez-se com duas marchas lentas na aldeia fronteiriça de Vila Verde da Raia, Chaves e em Salto, Montalegre, até ao limite do concelho e do distrito de Vila Real com Braga.

Em sentido contrário à desmobilização, os agricultores que estão em hoje em manifestação em Coimbra vão manter-se em protesto até pelo menos sexta-feira, à espera de respostas positivas da tutela ao caderno reivindicativo apresentado à tarde na Direção Regional de Agricultura do Centro.

Mais de 400 tratores e máquinas agrícolas começaram a entrar na cidade de Coimbra às 14:00, no seguimento de uma marcha lenta pela Estrada Nacional (EN) 111 que começou em Montemor-o-Velho e, às 18:15, os manifestantes cortaram parcialmente a avenida Fernão de Magalhães, para não impedir a circulação dos veículos de emergência médica e de socorro.

Perante a paralisação e promessa de manter o protesto, o Governo adiantou hoje à Lusa que a maior parte das medidas do pacote de apoio aos agricultores portugueses, que foi anunciado esta quarta-feira, com mais de 400 milhões de euros de dotação, entra em vigor ainda este mês, com exceção das que estão dependentes de `luz verde` de Bruxelas.

Na quarta-feira, o Governo avançou com um pacote de ajuda aos agricultores, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), que não travou os protestos de hoje.

No contexto europeu, a Comissão Europeia vai preparar com a presidência semestral belga do Conselho da UE uma proposta para a redução de encargos administrativos dos agricultores, que será debatida pelos ministros da Agricultura dos 27 Estados-membros do bloco europeu no próximo dia 26 de fevereiro.

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por Lusa

Manifestantes perto da fronteira de Vilar Formoso começaram a desmobilizar

Os agricultores concentrados, desde a madrugada de hoje, na A25, no Alto do Leomil, perto da fronteira de Vilar Formoso, concelho de Almeida, começaram a desmobilizar, pelas 22:00, depois de conhecerem as conclusões da reunião com o Governo.

O porta-voz do Movimento Civil de Agricultores, Ricardo Estrela, que participou na reunião por videoconferência, em que esteve a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, deu a conhecer as conclusões aos manifestantes, considerando que o acordo alcançado foi o possível nas atuais circunstâncias.

O acordo corrige no essencial as reivindicações que suscitarem a concentração de agricultores em vários locais do país, designadamente na A25, no Alto Leomil, a cerca de 13 quilómetros da fronteira de Vilar Formoso, no concelho de Almeida (distrito da Guarda).

Os agricultores em protesto bloquearam a circulação na A25 desde as 06:15 de hoje entre o nó de Pínzio, no concelho de Pinhel, e Vilar Formoso, concelho de Almeida.

"A única certeza é que se as promessas do Governo não forem cumpridas, voltaremos à rua", sublinhou Ricardo Estrela.

A maior parte das medidas do pacote de apoio aos agricultores portugueses, que foi anunciado esta quarta-feira, com mais de 400 milhões de euros de dotação, entra em vigor ainda este mês, anunciou o Governo.

Na quarta-feira, o Governo avançou com um pacote de ajuda aos agricultores, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), que não travou os protestos agendados para hoje, de Norte a Sul do país.

Segundo a informação disponibilizada hoje à Lusa, a maior parte das medidas que integra o pacote de apoio entra em vigor ainda este mês, com exceção das que estão dependentes de `luz verde` de Bruxelas.

Os apoios à produção, no valor de 200 milhões de euros, destinados a assegurar a cobertura das quebras registadas vão ser aprovados no próximo Conselho de Ministros, em 08 de fevereiro.

Contudo, o pagamento só vai arrancar após a aprovação da União Europeia.

A linha de crédito de apoio à tesouraria, no montante de 50 milhões de euros, outra das medidas que foram anunciadas pela ministra da Agricultura, está disponível para todos os agricultores "de imediato".

O calendário para a aplicação dos apoios revela que a descida do ISP - Imposto sobre os Produtos Petrolíferos para o nível mínimo permitido está inscrito numa portaria, publicada em 31 de janeiro, e que já se encontra em vigor.

Em causa está uma redução de 4,7 cêntimos por litro para 2,1, ou seja, uma descida de 55%, que equivale a 11 milhões de euros por ano.

Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira pelo movimento, os agricultores reclamam o direito à alimentação adequada, condições justas e a valorização da atividade.

Os agricultores saíram hoje à rua, de Norte a Sul do país, bloqueando estradas com tratores parados ou em marcha lenta, pela flexibilização da PAC, valorização do setor e condições justas de trabalho e concorrência.

O protesto foi organizado pelo Movimento Civil de Agricultores e juntou-se às manifestações que têm ocorrido noutros pontos da Europa.

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por RTP

Pedro Nuno Santos garante disponibilidade para ouvir descontentamentos

O líder do PS diz que, sendo a agricultura fundamental para atividade económica e para o país, será um setor central no projeto político socialista.

Nos Açores, numa ação de campanha para as eleições regionais do próximo domingo, Pedro Nuno Santos sublinhou que, vivendo uma democracia, "há uma grande disponibilidade para ouvir" queixas e manifestações de descontentamento, equacionando nesse sentido a manifestação dos agricultores esta quinta-feira às das forças de segurança nos últimos dias.

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por Lusa

Presidente da Câmara de Coimbra solidário com manifestantes do Baixo Mondego

O presidente da Câmara de Coimbra manifestou hoje solidariedade às centenas de agricultores que "invadiram" hoje a Baixa da cidade em protesto por melhores condições para o setor, considerando que é necessário defender a agricultura nacional.

Em declarações à agência Lusa, o autarca José Manuel Silva disse que está "completamente solidário" com os agricultores, num assunto "muito relevante para Coimbra e para todo o vale do Mondego, que tem 13 mil hectares de área agrícola altamente produtiva".

"A agricultura é absolutamente essencial e estratégica para Portugal e, portanto, temos de apoiar os agricultores, defender a nossa agricultura e dar condições para que a nossa agricultura e os nossos agricultores sobrevivam", sublinhou.

Para o presidente da Câmara, a agricultura é "fundamental e uma riqueza muito particular do concelho de Coimbra", pelo que não podia deixar de manifestar solidariedade com os agricultores e dizer que está "do lado deles".

De acordo com fonte policial, mais de 400 tratores e máquinas agrícolas começaram a entrar na cidade de Coimbra às 14:00, no seguimento de uma marcha lenta pela Estrada Nacional (EN) 111 que começou em Montemor-o-Velho.

Às 18:15, os manifestantes deliberam cortar totalmente a avenida Fernão de Magalhães, naquela cidade, por não terem resposta ao caderno reivindicativo entregue à Direção-Geral de Agricultura do Centro, embora só metade daquela artéria tenha sido fechada, mas de forma a permitir a circulação dos veículos de emergência médica e de socorro.

Os agricultores vão manter-se em protesto até pelo menos sexta-feira, à espera de respostas positivas da tutela.

A manifestação decorre um dia depois de o Governo ter anunciado um pacote de mais de 400 milhões de euros, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC).

Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira, os agricultores reclamam o direito à alimentação adequada, condições justas e a valorização da atividade.

O movimento, que se apresenta como espontâneo e apartidário, garantiu que os agricultores portugueses estão preparados para "se defenderem do ataque permanente à sustentabilidade, à soberania alimentar e à vida rural".

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Momento-Chave
por Lusa

Maior parte dos apoios avança este mês - Governo

A maior parte das medidas do pacote de apoio aos agricultores portugueses, que foi anunciado esta quarta-feira, com mais de 400 milhões de euros de dotação, entra em vigor ainda este mês, anunciou o Governo.

Na quarta-feira, o Governo avançou com um pacote de ajuda aos agricultores, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), que não travou os protestos agendados para hoje, de Norte a Sul do país.

Segundo a informação disponibilizada hoje à Lusa, a maior parte das medidas que integra o pacote de apoio entra em vigor ainda este mês, com exceção das que estão dependentes de `luz verde` de Bruxelas.

Os apoios à produção, no valor de 200 milhões de euros, destinados a assegurar a cobertura das quebras registadas vão ser aprovados no próximo Conselho de Ministros, em 08 de fevereiro.

Contudo, o pagamento só vai arrancar após a aprovação da União Europeia.

A linha de crédito de apoio à tesouraria, no montante de 50 milhões de euros, outra das medidas que foram anunciadas pela ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, está disponível para todos os agricultores "de imediato".

O calendário para a aplicação dos apoios revela que a descida do ISP - Imposto sobre os Produtos Petrolíferos para o nível mínimo permitido está inscrito numa portaria, publicada em 31 de janeiro, e que já se encontra em vigor.

Em causa está uma redução de 4,7 cêntimos por litro para 2,1, ou seja, uma descida de 55%, que equivale a 11 milhões de euros por ano.

Ainda assim, na conferência de imprensa conjunta com o ministro das Finanças, Fernando Medina, a titular da pasta da Agricultura ressalvou que esta descida vai ser operacionalizada "o mais tardar" até segunda-feira, o tempo necessário para as gasolineiras se adaptarem.

Na quarta-feira, o Governo anunciou também um reforço de 60 milhões de euros no primeiro pilar (pagamentos diretos) do PEPAC, de modo a assegurar as candidaturas nos ecorregimes "produção Integrada" e "Agricultura Biológica" e o "pagamento integral" aos agricultores que se candidataram.

O reforço vai ser aprovado no próximo Conselho de Ministros, mas a disponibilização do pagamento só vai acontecer após Bruxelas dar a sua aprovação.

Já o reforço do segundo pilar (desenvolvimento rural) do PEPAC, também com cerca de 60 milhões de euros, para assegurar, até ao final do mês, o pagamento das candidaturas às medidas de ambiente clima vai acontecer "de imediato".

Os agricultores saíram hoje à rua, de Norte a Sul do país, bloqueando estradas com tratores parados ou em marcha lenta, pela flexibilização da PAC, valorização do setor e condições justas de trabalho e concorrência.

O protesto foi organizado pelo Movimento Civil de Agricultores e juntou-se às manifestações que têm ocorrido noutros pontos da Europa.

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por RTP

Já se circula na A6 junto à fronteira do Caia

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por Lusa

Manifestantes do Baixo Mondego vão manter-se em Coimbra até sexta-feira

Os agricultores que estão em hoje em manifestação em Coimbra vão manter-se em protesto até pelo menos sexta-feira, à espera de respostas positivas da tutela ao caderno reivindicativo apresentado à tarde na Direção Regional de Agricultura do Centro.

"O que veio [resposta] foi a resposta que a ministra da Agricultura disse na quarta-feira e hoje de manhã, que vamos recuperar o pagamento em falta dos 25% na produção integrada e 35% na produção biológica e mais nada, continuando sem respostas para o futuro", salientou Carlos Plácido, do movimento organizador do protesto.

O produtor de milho, batata e carne pretende que sejam dadas respostas às outras questões apresentadas no caderno reivindicativo, como por exemplo o fim do nivelamento nacional, já que a região do Baixo Mondego "é uma das mais prejudicadas e tem características muito específicas".

Os manifestantes exigem também o recomeço da construção da barragem de Girabolhos, "que protege toda a cidade [de Coimbra] das cheias", descontos no gasóleo agrícola, "que está mais caro do que na época da pandemia da covid-19, o abaixamento dos fatores de produção das principais culturas: arroz e milho e apoios à perda de rendimentos.

"Não houve resposta às nossas reivindicações e, portanto, não vamos arredar pé", frisou Carlos Plácido, referindo que os participantes estão disponíveis para continuar o protesto, "não prejudicando as pessoas e minimizando os danos", dando um "passo de cada vez".

Segundo este porta-voz, à medida que forem tendo respostas os agricultores "vão tomando as medidas necessárias". Para já, vão pernoitar na avenida Fernão Magalhães, em Coimbra, e sexta-feira "será um novo dia".

Salientando que o caderno reivindicativo é mais longo do que os outros movimentos de agricultores nacionais também em protesto, Carlos Plácido defendeu que os candidatos nas próximas eleições legislativas de 10 de março deviam dizer "o que vão fazer com a agricultura nacional".

De acordo com fonte policial, mais de 400 tratores e máquinas agrícolas começaram a entrar na cidade de Coimbra às 14:00, no seguimento de uma marcha lenta pela Estrada Nacional (EN) 111 que começou em Montemor-o-Velho.

Às 18:15, os manifestantes deliberam cortar totalmente a avenida Fernão de Magalhães, naquela cidade, por não terem resposta ao caderno reivindicativo entregue à Direção-Geral de Agricultura do Centro, embora só metade daquela artéria tenha sido fechada, mas de forma a permitir a circulação dos veículos de emergência médica e de socorro.

A manifestação decorre um dia depois de o Governo ter anunciado um pacote de mais de 400 milhões de euros, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC).

Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira, os agricultores reclamam o direito à alimentação adequada, condições justas e a valorização da atividade.

O movimento, que se apresenta como espontâneo e apartidário, garantiu que os agricultores portugueses estão preparados para "se defenderem do ataque permanente à sustentabilidade, à soberania alimentar e à vida rural".

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Caia. Agricultores vão desmobilizar após receberem garantias

Um comunicado do Instituto Financeiro de Apoio à Agricultura, pelas 20h00, deu algumas garantias de que as reivindicações dos manifestantes serão atendidas, nomeadamente o pagamento de 60 milhões de euros em diversas ajudas europeias que tinham sido canceladas.

Os pagamentos deverão chegar aos bolsos dos agricultores no prazo de um mês
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Agricultores prontos a desmobilizar protestos

O protesto dos agricultores em Vilar Formoso deverá ser desmobilizado, depois de luz verde saída da reunião com a ministra da Agricultura que decorreu em Idanha-a-Nova, conforme noticiou o repórter da RTP, António Nunes Faria.

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Agricultores estão em protesto por toda a Europa

Os protestos dos agricultores estão a espalhar-se pela Europa. Muitos convergiram mesmo sobre Bruxelas.

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Governo avança com propostas para os agricultores

Foto: António Cotrim - Lusa

A Comissão Europeia e o Governo português avançaram com propostas para responder às reivindicações dos agricultores. Em causa estão cortes nos apoios europeus, mas também um mecanismo de apoio à Ucrânia que o setor diz estar a prejudicar os mercados internos.

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por RTP

Agricultores queixam-se da falta de apoios do Governo

Foto: Nuno Veiga - Lusa

Muitos dizem-se endividados para fazer face ao aumento dos custos de produção, uma vez que as palhas, as rações e os combustíveis estão cada vez mais caros.

Dizem ainda que têm de enfrentar a concorrência de produtos mais baratos vindos de fora da União Europeia e produzidos sem as regras exigidas aos agricultores europeus.
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Oposição acusa Governo de ter ignorado agricultores durante oito anos

A oposição acusou o Governo de em oito anos de governação não ter sido capaz de responder às necessidades dos agricultores. Os partidos apontaram ainda responsabilidades à política agrícola comum da União Europeia.

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por RTP

Protesto dos agricultores pode avançar sobre a capital

Os agricultores ponderam avançar sobre Lisboa depois de bloquear estradas e autoestradas em protesto de Norte a Sul do país. Os agricultores reclamam a valorização do setor e condições justas, como noutros pontos da Europa.

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por RTP

Associação ZERO apoia manifestações de agricultores em Portugal e em Bruxelas

Em comunicado de imprensa, o grupo de defesa do meio ambiente colocou-se ao lado dos protestos de agricultores que têm marcado a atualidade europeia e portuguesa.

"Questões estruturais estão a tornar-se insuportáveis na conjuntura atual, sobretudo para a pequena e média agricultura", considerou a Zero, apontando o dedo à "política agrícola Europeia", a qual, afirma, "tem fomentado o desaparecimento de agricultores, dificultado a obtenção de rendimento em pequenas áreas e deixado a agricultura à mercê de outros atores a jusante das cadeias de produção".

A associação denuncia igualmente uma "distribuição dos apoios profundamente assimétrica, beneficiando sobretudo a grande propriedade e o agronegócio, tipologias de agricultura que, geralmente, não precisam de apoio para garantir a sua prosperidade".

Para os ambientalistas da Zero, "o resultado é que cerca de 80% dos apoios ao rendimento dos agricultores se concentraram em apenas 20% dos beneficiários durante a vigência do quadro anterior da Política Agrícola Comum (PAC)".

"Também os grandes investimentos públicos, como é exemplo os grandes regadios coletivos de iniciativa estatal, têm favorecido os atores mais privilegiados do setor, criando dinâmicas de concentração de riqueza e consolidação de oligopólios", criticou a associação.

Para a Zero, "as reformas das últimas décadas têm acentuado a dependência crónica de fatores de produção como os pesticidas e os fertilizantes de síntese, criando uma enorme fragilidade da agricultura perante oscilações de preços destes fatores e de fontes de energia, incluindo as dinâmicas especulativas".

"O desinvestimento no apoio à investigação útil para a maioria dos agricultores e o desmantelamento sucessivo das estruturas públicas de apoio às práticas agrícolas têm decretado a impossibilidade de reverter esta fragilidade estrutural", lamentam ainda os ambientalistas.

O tratado Mercosul-UE, à semelhança de outros "tratados de comércio internacional para mercadorias agrícolas", é apontado como potencial criador de "condições propícias à degradação social e ambiental, tanto na Europa como nos países produtores, ao baixar as exigências de qualidade de produtos que competem com os produzidos internamente e sob padrões mais exigentes e ao fomentar a expansão da fronteira agroindustrial para ecossistemas fundamentais, pondo em risco comunidades locais e povos indígenas".

"A ZERO defende uma transição agroecológica do sistema alimentar, o que significa que as justiças social e económica têm de estar no centro", afirma o comunicado enviado à redação da RTP. "Isto significa um sistema alimentar de proximidade, integrado no ecossistema, equitativo e saudável. A transição só é justa se os esforços são enveredados por quem pode e os apoios concedidos a quem precisa - estes princípios têm sido sistematicamente invertidos", sublinha a associação.

"Neste sentido, a ZERO ecoa as reivindicações de várias organizações de agricultoras e agricultores" e elenca no texto as prioridades que entende devem ser defendidas, incluindo, "preços justos na produção, incontornavelmente através do apoio estruturante às cadeias curtas e às organizações de produtores e consumidores".

A Zero acrescenta que, se "os apoios à perda de produção são urgentes", também "não devem distrair da necessidade de estruturar uma distribuição justa de riscos ao longo da cadeia agroalimentar, protegendo a duas estremas: produtor e consumidor, atendendo que não são grupos homogéneos"

Os ambientalistas recomendam ainda a revisão do Plano Estratégico da PAC "para que preze por ser estruturalmente equitativo, territorializado e orientado para a transição agroecológica justa do sistema alimentar".

Para a Zero é ainda "necessário criar condições para a existência de uma extensão rural efetiva, associada à investigação em agroecologia e criar condições para alargar os programas de pagamento por resultados e pelos serviços de ecossistema".
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por Lusa

Macron reclama medidas europeias a favor dos agricultores

Emmanuel Macron, presidente de França Henrik Montgomery - Reuters/TT News Agency

O presidente francês, Emmanuel Macron, reclamou hoje medidas europeias a favor dos agricultores, que organizaram protestos em vários países, como simplificações "tangíveis" da Política Agrícola Comum e uma força especial para "evitar" a "concorrência desleal" entre Estados-membros.

"Há uma luta europeia a travar" considerou o responsável, argumentando ser necessária uma "Europa mais forte e mais concreta para proteger o rendimento" dos agricultores, assim como "uma redução drástica da burocracia e da complexidade".

Na conferência de imprensa após a cimeira europeia extraordinária em Bruxelas para aprovar a ajuda financeira de 50 mil milhões de euros à Ucrânia, o líder francês defendeu "simplificações concretas e tangíveis" a partir do final deste mês e garantiu que a "Europa não é surda", que o "desafio é imenso", mas que há meios para responder, depois de o principal sindicato agrícola francês, a FNSEA, ter acusado Bruxelas de "surdez" face à expectativas e exigências dos agricultores.

Macron instou ainda à criação de uma "força europeia de controlo sanitário e agrícola" para verificar se as regras comunitárias são aplicadas da mesma forma e com "controlos homogéneos".

O presidente francês notou que se deve acautelar que os grandes centros europeus de compras não contornam as regras, enquanto ao seu primeiro-ministro, Gabriel Attal, solicitou que implementasse "respostas" concretas a favor da simplificação, "o mais tardar no Salão Agrícola", que se inicia no próximo dia 24.

Outro ponto abordado foram as trocas com a Ucrânia, referindo que os mecanismos para conter grandes importações de aves, açúcar e ovos serão alargados a cereais, uma reivindicação do setor dos cereais em França.

Este "mecanismo de salvaguarda reforçado" permitirá a "intervenção" em caso de desestabilização dos preços dentro da União Europeia, com direitos aduaneiros além de determinados "tetos".

O presidente francês congratulou-se também por ter garantido que o polémico acordo comercial entre a UE e os países latino-americanos do Mercosul não tinha "sido concluído à pressa como alguns ameaçaram fazer". "Porque levantámos a voz, porque mostrámos inconsistências", concluiu.

O primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o chefe do Governo dos Países Baixos, Mark Rutte, reuniram-se com representantes dos agricultores para debater os problemas do setor, nesta quinta-feira em que houve protestos de agricultores em vários países da União Europeia (UE), incluindo em Portugal.

Os três dirigentes europeus reuniram-se com representantes da Copa Cogeca, a confederação agrícola europeia que representa mais de 22 milhões de agricultores e 22 mil cooperativas, tendo a líder do executivo comunitário referido na sua conta na rede social X (antigo Twitter) que o setor agrícola pode "contar com o apoio europeu".

"Estamos a lidar com os desafios de curto prazo e os desafios estruturais" que os agricultores enfrentam, referiu também Ursula von der Leyen.

A Comissão Europeia vai preparar com a presidência semestral belga do Conselho da UE uma proposta para a redução de encargos administrativos dos agricultores, que será debatida pelos ministros da Agricultura dos 27 Estados-membros do bloco europeu no próximo dia 26 de fevereiro.

"Sou muito sensível à mensagem de que os agricultores estão preocupados com os encargos administrativos", referiu também Von der Leyen, em declarações no final da reunião extraordinária do Conselho Europeu, que hoje decorreu em Bruxelas.

Entretanto, a maioria dos sindicatos agrícolas franceses apelou hoje para a suspensão dos bloqueios de estradas no país.

"O movimento não para, transforma-se", declarou o presidente da Federação Nacional dos Sindicatos Agrícolas (FNSEA), Arnaud Rousseau, numa conferência de imprensa.

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por RTP

Agricultores em marcha lenta afetam trânsito no IC1

O repórter Duarte Baltazar está em Messines, no Algarve, onde acompanha um protesto que tem estado a afetar o trânsito na IC1 desde o meio da tarde. Ainda não se sabe se a manifestação se vai prolongar.

Uma centena de agricultores tem-se ido juntando "espontaneamente" nas últimas horas, depois de o protesto da manhã não ter tido adesão significativa.

No Algarve, os agricultores exigem a reposição do fornecimento de água.
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por RTP

A6. Agricultores aguardam resultado de reunião com ministra

Na A6, a repórter Ana Raquel Leitão acompanha o protesto, com os agricultores a prometerem não arredar pé enquanto esperam resultados da reunião com a ministra da Agricultura. Maria do Céu Antunes, que está a decorrer em Idanha-a-Nova, Castelo Branco.

Os manifestantes exigem cedências e o pagamento dos montantes em atraso, ameaçando "ir para Lisboa com tratores".
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Momento-Chave
por Antena 1

CNA vai juntar-se aos protestos em Portugal e aponta aos problemas no setor

Olivier Hoslet - EPA

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) não convocou o protesto que está a decorrer um pouco por todo o país durante o dia de hoje, mas também está descontente com a situação que se vive no setor.

A CNA participou esta quinta-feira, em Bruxelas, numa manifestação de agricultores e reuniu-se com o comissário europeu do sector.

Na conversa com o jornalista da Antena 1 Nuno Moura Brás, o dirigente da CNA Vítor Rodrigues aprofunda os problemas do setor e anuncia novos protestos para breve, em Portugal.
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Momento-Chave
por Lusa

Reunião com Governo ainda hoje vai definir o rumo do protesto na A25

Os agricultores em protesto na A25, no Alto de Leomil, concelho de Almeida, aguardam pelo resultado de uma reunião com a ministra da Agricultura, a realizar hoje por videoconferência, para decidir que rumo dar ao bloqueio iniciado de madrugada.

O representante do Movimento Civil de Agricultores, Paulo Tomé, comunicou aos agricultores, por volta das 17:30, que já tinham sido apresentadas propostas e que aguardavam resultados da reunião com a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, "para saber se iria haver novidades".

O encontro estará a ser realizado a partir de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco.

O representante explicou aos manifestantes que as propostas mais urgentes passam pelo pagamento imediato de alguns valores em dívida, alguns retidos no dia 25 de janeiro e outros relacionados com as pastagens.

O movimento exige também "ser uma voz ativa na negociação do novo quadro comunitário de apoio".

"São medidas aprovadas em Lisboa que se adaptam ao distrito da Guarda e não se adaptam a Castelo Branco. Queremos fazer uma adaptação do quadro comunitário", salientou Paulo Tomé.

O representante disse que a região das Beiras foi exemplar no protesto que decorreu hoje a nível nacional e destacou que "não houve problemas nem desacatos, não sendo necessário a GNR intervir".

Os agricultores estão concentrados em protesto junto ao Alto de Leomil, bloqueando a circulação na A25 desde as 06:15 entre o nó de Pínzio, no concelho de Pinhel, e Vilar Formoso, concelho de Almeida.

O protesto, uma iniciativa do Movimento Civil de Agricultores, decorre um dia depois de o Governo ter anunciado um pacote de mais de 400 milhões de euros, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC). O pacote abrange entre outras medidas à produção, no valor de 200 milhões de euros, assegurando a cobertura das quebras de produção e a criação de uma linha de crédito de 50 milhões de euros, com taxa de juro zero.

Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira pelo movimento, os agricultores reclamam o direito à alimentação adequada, condições justas e a valorização da atividade.

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Momento-Chave
por Lusa

Agricultores do Baixo Mondego vão pernoitar em Coimbra

Os agricultores da zona do Baixo Mondego que "invadiram" hoje à tarde a Avenida Fernão Magalhães, na Baixa de Coimbra, vão reunir com a Direção Regional de Agricultura e Pescas e pernoitar na cidade.

Mais de 200 tratores e máquinas agrícolas começaram a entrar na cidade de Coimbra às 14:00 e pouco depois das 15:00 já bloqueavam por completo uma parte daquela artéria, no sentido do centro da cidade. Às 16:00, a circulação automóvel já era permitida numa via em cada sentido da avenida.

Os manifestantes salientaram à agência Lusa que vão pernoitar no local e que os tratores e máquinas agrícolas já não vão sair do sítio que ocupam.

Apesar de não existir hora marcada, o agricultor João Grilo, de Coimbra, disse que uma delegação vai reunir com a Direção Regional de Agricultura do Centro.

Os agricultores iniciaram o protesto cerca das 10:30, em Montemor-o-Velho, com uma marcha lenta a partir da Estrada Nacional (EN) 111 em direção à avenida Fernão Magalhães, na Baixa de Coimbra.

Sob muitas buzinadelas, as viaturas chegaram à baixa de Coimbra, onde a PSP já tinha reservado uma área para estacionamento, que não foi suficiente face à quantidade de tratores e máquinas agrícolas.

"A razão da inflação não está na produção", é uma das principais frases dos agricultores, que se queixam de várias situações.

A manifestação, aparentemente espontânea e não integrada na programação do protesto do Movimento Civil Agricultores de Portugal, que hoje decorre em vários pontos do país, partiu de um grupo de produtores agrícolas do Baixo Mondego, que se concentraram em Montemor-o-Velho, a cerca de 25 quilómetros de Coimbra.

O protesto decorre um dia depois de o Governo ter anunciado um pacote de mais de 400 milhões de euros, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC).

Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira, os agricultores reclamam o direito à alimentação adequada, condições justas e a valorização da atividade.

O movimento, que se apresenta como espontâneo e apartidário, garantiu que os agricultores portugueses estão preparados para "se defenderem do ataque permanente à sustentabilidade, à soberania alimentar e à vida rural".

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por Lusa

Protestos de agricultores cortam trânsito em 15 vias, indica GNR

O número de estradas cortadas hoje ao trânsito devido ao protesto dos agricultores aumentou para 15, entre as quais duas autoestradas, de acordo com a última atualização divulgada pela Guarda Nacional Republicana (GNR).

Num ponto de situação, publicado na rede social X, a GNR informou que às 15:00 se mantinham cortadas ao trânsito as autoestradas 25 (no distrito da Guarda) e 6 (no distrito de Portalegre), registando-se um aumento dos cortes em itinerários complementares, estada nacionais e estrada municipais.

A A25 mantém-se cortada em ambos os sentidos, entre Vilar Formoso e Pínzio, sendo as alternativas indicadas pela GNR a Estrada Nacional (EN) 16 e a EN332. Ainda no distrito da Guarda encontra-se também cortada a EN324, no Alto Leomil, com a EN16 a servir também de alternativa a esta via.

No distrito de Portalegre mantém-se cortada a A6, em Elvas, sendo as alternativas as nacionais 4 e 373.

Ainda no distrito de Portalegre, encontram-se cortadas as estradas nacionais 371 -- Elvas/Campo Maior (alternativa EN246); a EN246-1 -- Marvão (alternativa Estrada Municipal 251); a EN4 -- Vila Boim (alternativa a EN373, Alandroal) e a estrada Ramo D (Borba), tendo como alternativa a nacional 255. Há ainda a registar neste distrito o corte da EN4 (em Elvas) e da Municipal 1106-1 (Arronches), mas nestes dois últimos casos a GNR não indica alternativas.

Em Setúbal, mantém-se cortado o Itinerário Complementar (IC) 1 na zona da Mimosa, mas a GNR aponta agora como alternativa a EN261. No mesmo distrito está cortada a EN121, em Ermidas do Sado, sendo a alternativa a EN259.

No distrito de Évora está cortada a EN256, sendo a alternativa a EN386, e no distrito de Beja está cortada a EN260 (em Vila Verde de Ficalho), sendo a alternativa a EN385.

Em Mogadouro, no distrito de Bragança, encontra-se cortada ao trânsito a EN221-7, para a qual a GNR não indica alternativas.

No distrito de Santarém encontra-se cortado o IC3, no concelho do Entroncamento, em alternativa ao qual a GNR aponta a EN101.

Os agricultores estão hoje na rua com os seus tratores, de norte a sul do país, reclamando a valorização do setor e condições justas, tal como tem acontecido em outros pontos da Europa.

O protesto, uma iniciativa do Movimento Civil de Agricultores, decorre um dia depois de o Governo ter anunciado um pacote de mais de 400 milhões de euros, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC).

O pacote abrange entre outras, medidas à produção, no valor de 200 milhões de euros, assegurando a cobertura das quebras de produção e a criação de uma linha de crédito de 50 milhões de euros, com taxa de juro zero.

Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira pelo movimento, os agricultores reclamam o direito à alimentação adequada, condições justas e a valorização da atividade.

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por Lusa

Manifestantes fecham totalmente avenida em Coimbra

Os agricultores que estão em hoje em protesto em Coimbra deliberaram às 18:15 cortar totalmente a Avenida Fernão de Magalhães, naquela cidade, por não terem resposta ao caderno reivindicativo entregue à Direção-Geral de Agricultura do Centro.

Os manifestantes vão posicionar os tratores e máquinas agrícolas de forma que a emergência médica e de socorro possa operar em caso de necessidade nos dois sentidos.

Esta decisão foi transmitida às centenas de agricultores presentes em Coimbra por João Grilo, que tem sido porta-voz nesta manifestação.

Os agricultores decidiram também manter esta ação de protesto na sexta-feira.

A manifestação decorre um dia depois de o Governo ter anunciado um pacote de mais de 400 milhões de euros, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC).

Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira, os agricultores reclamam o direito à alimentação adequada, condições justas e a valorização da atividade.

O movimento, que se apresenta como espontâneo e apartidário, garantiu que os agricultores portugueses estão preparados para "se defenderem do ataque permanente à sustentabilidade, à soberania alimentar e à vida rural".

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por RTP

"Isto não vai acabar bem". PCP quer fim da "ditadura da distribuição"

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, defende que é necessário acabar com o que diz ser a ditadura da distribuição.

Considera ainda insuficiente o apoio anunciado ontem pelo Governo.
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por RTP

Agricultores desocupam centro de Bruxelas

Os correspondentes da RTP, Duarte Valente e Sérgio Ramos, acompanharam em Bruxelas a manifestação dos agricultores que marcou a reunião do Conselho Europeu, a qual começou a desmobilizar pelas 16h00 locais, a hora marcada pelas autoridades, depois de ter envolvido 1300 tratores.

Os agricultores, que se envolveram em confrontos com as forças da ordem, prometem manter os protestos e os bloqueios, para já das estradas de entrada e saída da capital belga durante a hora de ponta, considerando que as suas reivindicações não foram ainda satisfeitas.

Os manifestantes já anunciaram que irão prosseguir as suas ações nos próximos dias.

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por RTP

Bloqueio dos agricultores em França relaxa após apelos de desmobilização

Os correspondentes da RTP em Paris, José Manuel Rosendo e Jaime Guilherme, estão a acompanhar o bloqueio dos agricultores franceses à capital do país.

Várias das organizações que estavam envolvidas na organização destas marchas de tratores deixaram hoje o apelo para o fim dos protestos, mas nem todas as associações concordaram com a decisão.

Nesta quinta-feira, o primeiro-ministro deixou no ar várias medidas que podem chegar aos criadores de gado, aos viticultores e aos agricultores, apoios de urgência para mitigar os efeitos das inundações no norte de França.
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por RTP

GNR destaca "espírito colaborativo" entre agentes da segurança e agricultores em protesto

A porta-voz da GNR, Tenente-Coronel Mafalda Almeida, explicou na RTP a forma como a corporação tem estado a gerir, "com sensibilidade de ambas as partes", os protestos dos agricultores que estão a bloquear vários locais do país.

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Momento-Chave
por RTP

O ponto da situação no país às 16h00

Em vários pontos do país, os repórteres da RTP estão a acompanhar os diversos protestos e bloqueios. Até agora não se registaram confrontos com as forças da autoridade.

Na Guarda estão Antóno Nunes Farias e Pedro Carvalhinho.
Em Elvas, estão a Ana Raquel Leitão e Joana Gonçalves Almeida.
A Fátima Pinto e o João Agante estão em Coimbra
Na Bemposta encontram-se a acompanhar os protestos a Sílvia Brandão e o Nuno Miguel Fernandes.
A Carolina Pereira Soares e o Tiago Passos reportam em direto da Mimosa, Santiago do Cacém

Na Chamusca estão a Lígia Sousa e o Diogo Martins.

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por Lusa

Bloqueio na A23 complica entrada e saída de camiões em Vilar Formoso

O bloqueio da A23 pelos agricultores, na zona do Alto de Leomil, no concelho de Almeida, está a provocar constrangimentos sobretudo à circulação dos camiões que têm de entrar ou sair de Portugal pela fronteira de Vilar Formoso.

O trânsito está a ser desviado para a EN 16 entre o nó de Pínzio, no concelho de Pinhel, e Vilar Formoso (Almeida), no distrito da Guarda. Há um corredor na A23 para passagem de ambulâncias em marcha de urgência.

"É um transtorno muito grande", salientou José Oliveira, camionista de Paços de Ferreira em viagem para Inglaterra, que aproveitou o desvio para almoçar num restaurante no Alto de Leomil.

"As vias alternativas não estão preparadas para receber a circulação dos camiões. São estreitas, há limitação de velocidade e em alguns casos há semáforos", apontou José Oliveira, camionista há 23 anos.

Ainda assim, destacou que as implicações não são comparáveis às que sentiu na semana passada em França.

"Apanhei muitos [bloqueios]. Uma viagem para durar dois ou três dias pode demorar cinco ou seis dias".

A trajetória da viagem de Ricardo Montinho e Nuno Bento também foi inesperadamente alterada. Vindos de Pamplona numa deslocação em negócios, em Espanha, foram surpreendidos com a presença da GNR em Vilar Formoso e obrigados a desviar o percurso pela EN16.

"Não sabíamos o que se estava a passar. Depois é que fui ver ao telemóvel para tentar perceber o que passava e vi", relatou Nuno Bento. O plano era chegar à empresa no Cartaxo por volta das 14:00, mas não foi possível cumprir. Decidiram parar e almoçar no Alto de Leomil_ "E não correu mal. Porque assim não comíamos uma magnífica jardineira".

No restaurante "Solar do Côa" vive-se a azáfama da hora de servir almoços.

"Não tem nada a ver com os outros dias", salientou Amélia Pereira. O movimento no estabelecimento regressou hoje "aos tempos antigos", disse, com satisfação, lembrando quando a A25 ainda não desviava os clientes. Ainda mesmo sem ter terminado a hora do almoço, Amélia Pereira garantiu acreditar que hoje tenha havido um aumento de 35% na atividade.

A proprietária admitiu que se prepararam para a eventualidade de se confirmar o bloqueio, na expectativa de que isso pudesse trazer mais clientes.

"Na noite de quarta-feira, já havia pessoas de Idanha-a-Nova a deixar aqui os tratores, na zona de estacionamento", relatou.

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Momento-Chave
por RTP

França. Agricultores decidem suspender bloqueios

Os Jovens Agricultores franceses e a Federação Nacional dos Sindicatos das Explorações Agrícolas, a principal associação de agricultores em França, decidiram suspender os protestos e os bloqueios no país.

Segundo os agricultores, muitas das exigências do setor foram atendidas pelo Governo, incluindo a questão da "Origem França" dos produtos agrícolas, que vai começar a ser mais fiscalizada, ou a transmissão das explorações para jovens agricultores.

Os profissionais pedem, agora, que todas as promessas anunciadas pelo primeiro-ministro Gabriel Attal passem para o papel.

Segue-se agora uma desmobilização ordenada das máquinas agrícolas que se encontram nas estradas francesas.
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por Rachel Mestre Mesquita - RTP

Crise agrícola em França. Sindicatos apelam à "suspensão dos bloqueios"

Guillaume Horcajuelo - EPA

Na sequência do anúncio do terceiro pacote de medidas feito pelo Governo francês para aliviar a revolta dos agricultores, os principais sindicatos agrícolas franceses destacam os "progressos concretos" e apelam a uma "mudança de ação" e à "suspensão" dos bloqueios.

Os representantes da Federação Nacional dos Sindicatos Agrícolas (FNSEA) e da União dos Jovens Agricultores anunciaram que "mudam de atitude” e “suspendem” os bloqueios nas autoestradas francesas sob determinadas condições.

"Se as promessas não forem postas em prática até junho", "não hesitaremos em relançar um movimento à escala geral", anunciou o presidente dos Jovens Agricultores, Arnaud Gaillot, em comunicado de imprensa.
"O movimento não pára, transforma-se"

Também o presidente da Federação Nacional dos Sindicatos Agrícolas (FNSEA), Arnaud Rousseau, avisou que haverá novas mobilizações se os anúncios feitos pelo primeiro-ministro francês, Gabriel Attal, não se concretizarem no prazo de 15 dias e não entrarem em vigor até ao mesmo de junho.
José Manuel Rosendo, correspondente da RTP em Paris

Arnaud Rousseau declarou, em representação dos sindicatos agrícolas franceses, estar satisfeito com as "promessas" e os "progressos concretos" anunciados esta quinta-feira, depois de ter considerado nos últimos dias que o "Governo precisava ir mais longe". "Há algumas coisas que precisam de ser clarificadas", considerou.

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por RTP

Agricultores em Coimbra vão ser recebidos pela direção regional

Em Coimbra continua um desfile em marcha lenta de tratores. João Grilo, um dos organizadores do protesto, diz haver cerca de 250 máquinas no local. Os agricultores vão ser recebidos pela direção regional do Ministério da Agricultura.
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por Lusa

GNR corta acesso de manifestantes à A23

A GNR cortou o acesso à Autoestrada 23 (A23) e impediu a entrada naquela via de agricultores do Oeste e Ribatejo que queriam bloquear o trânsito, constatou a agência Lusa no local.

Os cerca de 800 agricultores e 100 tratores que participaram hoje de manhã numa marcha lenta na Ponte da Chamusca, no distrito de Santarém, decidiram depois dirigir-se para a A23 para cortar a via ao trânsito, segundo informou o Movimento Civil de Agricultores.

No entanto, a GNR cortou o acesso à autoestrada, o que impediu os agricultores de bloquear a via.

Os agricultores reorganizaram-se e, segundo disseram à Lusa, dividiram-se em dois grupos que vão aceder à A23 em carrinhas, por outras vias de acesso, para cortarem o trânsito.

Na zona do Ribatejo e Oeste, o protesto foi concentrado esta manhã na Ponte da Chamusca depois de duas autarquias da região, Barquinha e Entroncamento, terem recusado autorizar manifestações nos seus concelhos.

Ao fim da manhã, cerca de 800 manifestantes, acompanhados por mais de 100 tratores, exibindo faixas e cartazes com frases como "O nosso fim é a vossa fome", "Sem agricultores não há futuro" e "Estão a querer roubar o meu futuro", seguiram para a A23.

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por Lusa

Associação de Agricultores do Sul critica "deselegância" da ministra

O presidente da ACOS -- Associação de Agricultores do Sul criticou hoje a "deselegância" da ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, de "mandar a culpa para os funcionários" sobre o corte das verbas dos ecorregimes.

Presente na manifestação dos agricultores na fronteira de Vila Verde de Ficalho, concelho de Serpa (Beja), onde a Estrada Nacional 260 (EN260) está cortada nos dois sentidos, o presidente da ACOS, Rui Garrido, considerou que a ministra cometeu uma "deselegância para com os seus funcionários" do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP).

"Como se a senhora ministra não soubesse que o dinheiro que foi pago não chegava", argumentou, aludindo a declarações de Maria do Céu Antunes, na quarta-feira.

Aludindo também às declarações de hoje da ministra da Agricultura à SIC, Rui Garrido insistiu que a governante reiterou que "a culpa foi do IFAP" e que "esse facto fica-lhe muito mal, mandar a culpa para os funcionários".

"Ninguém que tenha bom senso acredita que a senhora ministra não soubesse que o dinheiro que estava previsto para pagamento destes ecorrregimes, nomeadamente a produção integrada e a produção biológica, iria faltar", argumentou.

Para os agricultores, frisou, "o que a senhora ministra diz, normalmente, não se costuma escrever", portanto, a atitude é a mesma, apesar dos apoios entretanto anunciados: "Estamos aqui um bocadinho [à espera de] ver para crer, não é?".

O presidente da ACOS juntou-se, esta manhã, aos agricultores que, às 03:00, cortaram a EN260 na zona de Vila Verde de Ficalho, a alguns quilómetros da fronteira com a localidade espanhola de Rosal de La Frontera, na Andaluzia.

O protesto, inicialmente, contava com cerca de 100 tratores e máquinas agrícolas, que foram atravessados na via, em linhas sucessivas, e quase o mesmo número de agricultores, mas, ao longo da manhã, foram chegando mais viaturas e pessoas.

Segundo a organização, o Movimento Civil Agricultores de Portugal, o bloqueio já junta 180 tratores e máquinas agrícolas, assim como algumas centenas de `homens da terra`, provenientes de concelhos como Serpa, Moura, Mértola, Barrancos ou Beja.

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por Lusa

Duas autoestradas cortadas devido aos protestos às 12

Duas autoestradas e um itinerário complementar (IC) estavam hoje cortadas ao trânsito às 12:45 devido ao protesto dos agricultores, de acordo com a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Num ponto de situação publicado na rede social X, a GNR contabilizava, às 12:45, duas autoestradas cortadas ao trânsito, devido aos protestos do agricultores em vários pontos do país.

No distrito da Guarda, a A25 encontra-se cortada em ambos os sentidos, no Alto Leomil e entre Vilar Formoso e Pínzio, sendo a alternativa indicada a Estrada Nacional (EN) 16.

No distrito de Portalegre, junto à fronteira do Caia, a A6 está cortada em ambos os sentidos, no nó de Varche, bom como a EN371, em Fronteira do Retiro. Neste distrito é indicada como alternativa a EN4, saída de Borba.

O Itinerário Complementar (IC) 1 encontra-se cortado no distrito de Setúbal, na zona da Mimosa, no sentido Sul/Norte, sendo a alternativa a Autoestrada 2.

De acordo com a publicação, à mesma hora encontrava-se também cortada ao trânsito a EN 260, no distrito de Beja. O corte é total, em ambos os sentidos, em Vila Verde de Ficalho e Fronteira de Paimogo, sendo a alternativa a EN122 Pomarão.

Em Évora, a Estrada Municipal 256-1, em Mourão e Fronteira de S. Leonardo, está cortada em ambos os sentidos. Em alternativa, a GNR indica a EN 389, de Granja para Barrancos.

Ainda segundo a mesma fonte, os protestos dos agricultores resultaram ainda em congestionamentos de trânsito nos distritos de Coimbra e de Santarém.

No primeiro está condicionada a EN111, no sentido Montemor-o-Velho/Coimbra. No segundo, o condicionamento regista-se na Ponte da Chamusca e a GNR aponta como alternativa, apenas para viaturas ligeiras, a EN3-9, entre a ponte e Praia do Ribatejo. Pode ainda ser usada a EN2 (Abrantes).

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por RTP

Agricultores bloqueiam fronteira da Bemposta e o protesto dirige-se também para Miranda do Douro

Um grupo de agricultores, que esteve toda a manhã em Mogadouro, dirigiu-se para a fronteira com Espanha, em Bemposta, bloqueando a fronteira. Há mais agricultores a caminho da fronteira de Miranda do Douro para fechar essa fronteira.

Os próximos passos do protesto dependem do que for acontecendo ao longo do dia.
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por RTP

Agricultores em marcha lenta em direção a Coimbra

Há uma marcha lenta em direção ao centro de Coimbra. Os agricultores querem entrar na cidade e dirigir-se à Direção Geral de Agricultura.

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por RTP

Várias estradas do país cortadas pelos agricultores

No Centro de Comando da GNR, em Lisboa, onde se faz a gestão do tráfego, é possível ver as estradas cortadas no país pelo protesto dos agricultores. A operação montada pela Guarda Nacional Republicana está a decorrer sem incidentes.

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por RTP

A25 esteve cortada nos dois sentidos

A A25 esteve cortada ao trânsito nos dois sentido e a ligação a Espanha está cortada. Os ânimos estiveram exaltados e a autoestrada virou um parque de estacionamento de tratores. Os agricultores, que não revelam quando vão desmobilizar, têm esperança que a ministra da tutela se dirija à área da Guarda para tentar resolver a situação.

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por RTP

Confederações agrícolas consideram urgente negociar apoios com Governo

Foto: Nuno Veiga - Lusa

O Executivo garante que está atento às reivindicações do sector. Na quarta-feira, foram anunciadas medidas que pretendem melhorar as condições na produção.

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por RTP

Agricultores na fronteira do Caia ponderam levar protesto para Lisboa

Entidades sindicais do lado espanhol poderão fazer cortar a fronteira do Caia pelo lado espanhol. Se isso acontecer e a fronteira ficar fechada pelos espanhóis, os agricultores ponderam levar o protesto para outra zona, estando Lisboa, pelo simbolismo de ser capital, no topo das probabilidades.

O porta-voz do movimento de agricultores, João Dias Coutinho, diz que já não aceita garantias deste governo, sobretudo por estar demissionário. Por isso, garante que o protesto só acaba quando houver garantias da União Europeia.

Há quem estivesse a fazer o transporte de mercadorias e que ficou preso no protesto. Ainda assim, desabafa. "Temos de começar por algum lado a mudar o país", assegura.
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por RTP

Protesto dos agricultores com forte expressão nas zonas de fronteira

Foto: Miguel Pereira da Silva - Lusa

Milhares de Agricultores estão em protesto, por todo o país, por melhores condições no sector. Há estradas e autoestradas bloqueadas, de norte a sul e marchas lentas de tratores em várias localidades.

O protesto está a ter maior mobilização nas zonas de fronteira, como no Caia e em Vilar Formoso.
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por RTP

Agricultores portugueses bloqueiam estradas

Miguel Pereira da Silva - LUSA

O protesto dos agricultores que atravessa vários países europeus também chegou a Portugal, com o corte de autoestradas.

Na imagem, a A25, entre o nó de Leomil e Vilar Formoso, na beira Interior, é bloqueada com tratores e outras máquinas agrícolas. Os agricultores portugueses reclamam “condições justas” e a “valorização da atividade”.

A iniciativa é do Movimento Civil Agricultores de Portugal.

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por RTP

Concentrações de agricultores começaram de madrugada em várias cidades

Foto: Miguel Pereira da Silva - Lusa

A organização dos protestos garante que os agricultores só saem da rua quando tiverem resposta do Governo.

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por Antena 1

Agriculturas. Medidas do Governo carecem de aprovação de Bruxelas

Foto: Paulo Novais - Lusa

As associações de agricultores contestam a eficácia do pacote de medidas para o sector anunciado pela ministra da Agricultura. Para Pedro Santos, da Confederação Nacional da Agricultura, a grande maioria das medidas apresentadas necessita da aprovação de Bruxelas, mas não só.

Também o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal garante que os apoios são apenas de 62 milhões e não cerca de 500 milhões, como adiantou o Governo.
Álvaro Mendonça e Moura pergunta mesmo onde para o dinheiro do IVA Zero que é devido aos agricultores.
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por Lusa

Trânsito no IC1 cortado na Mimosa

A circulação no Itinerário Complementar 1 (IC1) junto à localidade de Mimosa, no concelho de Santiago do Cacém (Setúbal), está cortada ao trânsito nos dois sentidos, desde as 11:00, no âmbito da manifestação de agricultores.

Segundo disse à agência Lusa Diogo Brito Pais, do Movimento Civil de Agricultores, no local estão "cerca de 70 tratores e mais algumas carrinhas" a bloquear o trânsito e só desmobilizarão quando as suas reivindicações "forem atingidas".

"Senão, estamos para ficar", afiançou este agricultor, explicando que "o corte [nos apoios] que foi feito e a falta de respeito que o Ministério [da Agricultura] mostrou pelos agricultores" foi o que motivou os manifestantes.

Para Diogo Brito Pais, "são cortes que não são justificados" numa altura em que, na Europa, "se pede a transição energética".

"Os agricultores foram os primeiros a querer fazê-la, mas agora fazem-lhes um corte exatamente nessas medidas. Isto não tem sentido nenhum", frisou.

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por Lusa

Falta de reconhecimento da importância da atividade na base do protesto

Os agricultores que participam hoje no bloqueio da A25 no concelho de Almeida, distrito da Guarda, pedem mais reconhecimento e valorização da atividade, e lembram que este é um setor vital para a sociedade.

"Precisamos duas ou três vezes por ano de um médico ou de um advogado, mas precisamos várias vezes por dia do agricultor", salientou João Afonso Batista, agricultor na área da produção animal em Castelo Branco.

Rui Sequeira, também de Castelo Branco, evidenciou que "é uma luta diária para manter as explorações".

"Os animais precisam de ser alimentados todos os dias", apontou o produtor.

Os agricultores lembraram o impacto que a guerra da Ucrânia tem tido no aumento dos custos de produção e lamentaram a falta de apoios.

"A palha passou de seis cêntimos para 20 cêntimos", exemplificou Rui Sequeira.

O fruticultor João Calhau, de 47 anos, viajou de madrugada de Moimenta da Beira, distrito de Viseu, para se juntar ao protesto por estar "descontente com a política do Ministério da Agricultura".

Sobre a sua área de atividade criticou o facto de se imputar aos produtores os custos para assegurar os recursos hídricos.

"Têm de ser os produtores a fazer os investimentos para recolha da água, quando deveria ser o Ministério da Agricultura".

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por Lusa

Agricultores na fronteira em Elvas ameaçam avançar para Lisboa

Os agricultores concentrados junto à fronteira do Caia, em Elvas, distrito de Portalegre, ameaçaram hoje levar os protestos até Lisboa caso o Governo não os contacte sobre as reivindicações do setor.

"Já temos confirmação de Espanha que eles [agricultores] vão avançar com o fecho das fronteiras, pelo que a nossa ação aqui em Caia deixa de fazer sentido. Se não vêm [Governo] falar connosco, em breve tomamos Lisboa", disse João Dias Coutinho, do Movimento Civil de Agricultores, em declarações à agência Lusa.

O responsável disse ainda que "tudo está em aberto" em matéria de protestos, sublinhando que o objetivo traçado para hoje foi cumprido.

Os agricultores estão hoje na rua com os seus tratores, de norte a sul, reclamando a valorização do setor e condições justas, num protesto que está a bloquear várias vias rodoviárias, tal como tem acontecido em outros pontos da Europa.

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Momento-Chave
por RTP

Confrontos entre agricultores e autoridades em Bruxelas

Na Bélgica, onde centenas de agricultores estão também em protesto, há registo de novos confrontos com as autoridades. Vários atiraram ovos, petardos e outros objetos junto ao Parlamento Europeu. As autoridades responderam com canhões de água.

A capital belga recebe esta quinta-feira o Conselho Europeu, mas não no local onde estão concentrados os profissionais do setor.

A concentração dos agricultores em Bruxelas segue-se a outros cortes de estradas noutras cidades.

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por RTP

Protesto deixa ponte da Chamusca para cortar A23

Os cerca de 800 agricultores e 100 tratores concentrados na Ponte da Chamusca vão deslocar-se para um novo ponto de protesto e cortar o trânsito na Autoestrada 23, informou o Movimento Civil de Agricultores.

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por RTP

GNR reforçou equipas para monitorização dos pontos de bloqueio

No Centro Nacional Integrado de Gestão Operacional, os agentes da autoridade estão a vigiar todas as vias do país. É algo que costumam fazer diariamente, mas que esta quinta-feira exigiu um reforço das equipas devido aos protestos dos agricultores.

A RTP visitou as instalações onde a GNR monitoriza neste momento todos os pontos de bloqueio.

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Momento-Chave
por RTP

Agricultores. Governo vê manifestações com "muita preocupação e sensibilidade"

O secretário de Estado da Agricultura admitiu esta quinta-feira preocupação com as manifestações de agricultores por todo o país.

"É com muita preocupação e sensibilidade que vemos estas manifestações", disse Gonçalo Rodrigues em entrevista à RTP.

O responsável garantiu que o executivo está conscientes das necessidades destes profissionais.

"Temos estado, como estamos sempre, em comunicação permanente com o setor, com os agricultores, com as suas confederações, na tentativa de darmos resposta às suas necessidades e procurar maior justiça naquilo que é a própria cadeia do setor agroalimentar", assegurou.
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por RTP

Tratores em direção à fronteira em Mogadouro

Em Mogadouro, os agricultores em protesto dirigem-se à fronteira. Elementos da GNR estão a tentar impedir que os manifestantes cheguem ao IC5.

Um dos participantes é um emigrante em França, onde também decorrem grandes protestos de agricultores, que está agora em Portugal a dar apoio aos trabalhadores do setor.

“Estou a favor deles, tem de se fazer alguma coisa pela agricultura. Aliás, a nossa comida de casa é a agricultura”, disse à RTP.
 

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por Lusa

Centenas de tratores em marcha lenta na EN111 em direção a Coimbra

Centenas de tratores e máquinas agrícolas estão a percorrer desde as 10:30, em marcha lenta, a Estrada Nacional (EN) 111 em direção à Baixa de Coimbra, onde os promotores do protesto esperam juntar, ao final da manhã, meio milhar de veículos.

A manifestação, aparentemente espontânea e não integrada na programação do protesto do Movimento Civil Agricultores de Portugal, que hoje decorre em vários pontos do país, partiu de um grupo de produtores agrícolas do Baixo Mondego, que se concentraram em Montemor-o-Velho, a cerca de 25 quilómetros de Coimbra.

Em declarações à agência Lusa, o agricultor Armindo Valente explicou que o `cortejo` de tratores saiu de Montemor-o-Velho cerca das 10:30 e vai "em marcha lenta até à avenida Fernão de Magalhães", com concentração agendada junto às instalações da Direção Regional de Agricultura do Centro.

"Alguns vão-se juntar a nós [ao longo do percurso] e o que esperamos é [ter] cerca de 500 tratores, meio milhar de tratores" em Coimbra, disse Armindo Valente.

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Momento-Chave
por RTP

Agricultores demarcam-se da presença de membros do Chega em protesto

Em Elvas, chegaram à concentração de agricultores alguns elementos do Chega. Alguns dos manifestantes quiseram demarcar-se da presença dos políticos, frisando que se trata de uma concentração apartidária e que não está ligada sequer às associações e confederações de agricultores.

“Nós agradecemos que nos venham apoiar, agora é importante que se perceba que esta manifestação é apartidária”, disse à RTP António Lino Neto, um dos participantes.

Entretanto, em Elvas há três zonas de bloqueio da A6 no sentido Lisboa-Caia.


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Momento-Chave
por Rachel Mestre Mesquita - RTP

União Europeia. Milhares de agricultores protestam à espera de novas medidas

Olivier Hoslet - EPA

A tensão à porta do Parlamento Europeu em Bruxelas, onde decorre esta quinta-feira uma reunião extraordinária do Conselho Europeu, reflete a cólera dos agricultores europeus, que se manifestam há vários dias contra as políticas agrícolas europeias. Pousios, Mercosul e produtos da Ucrânia: são múltiplas as inquietações do setor agrícola que deverão ser discutidas nas próximas horas em Bruxelas.

Na última madrugada, várias colunas de tratores percorreram as ruas da capital belga para pressionar os líderes europeus a fazer mais para ajudar os agricultores que se sentem sufocados por impostos e imposições medioambientais e o receio de uma concorrência desleal proveniente do estrangeiro.

As principais vias do centro da cidade, considerado o “bairro europeu”, foram bloqueadas por cerca de 1300 tratores, segundo dados das autoridades. Para além dos manifestantes belgas, agricultores de Itália, França e outros países europeus também se juntaram aos protestos.


Um pouco por toda a Europa, os agricultores que têm enfrentado nos últimos meses o impacto da inflação, do aumento do custo dos combustíveis ou ainda das condições climáticas extremas, reclamam mais apoios e menos restrições.

Nas várias ações de protesto denunciam a queda de rendimentos, a sobrecarga administrativa, a imposição de medidas ambientais e a concorrência estrangeira desleal, nomeadamente das importações ucranianas que consideram estar a prejudicar os seus produtos locais. Mas também o receio do impacto da assinatura do  acordo de comércio livre em negociação entre a UE e o bloco de países sul-americanos do Mercosul.
“Futuro da agricultura europeia”

Embora a crise dos agricultores não esteja oficialmente na agenda da reunião extraordinária do Conselho Europeu, dedicada sobretudo ao apoio à Ucrânia, em guerra com a Rússia há quase dois anos, deverão também ser discutidas as reivindicações dos agricultores europeus, nomeadamente dos franceses, em protesto há mais de uma semana.

Pouco antes do início da reunião, o presidente francês, Emmanuel Macron, ter-se-á reunido com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para discutir o “futuro da agricultura europeia”, segundo o Palácio do Eliseu. Numa declaração à comunicação social a partir da Suécia, na quarta-feira, o chefe de Estado francês avisou que “seria muito fácil culpar a Europa por tudo”, lembrando os benefícios financeiros da Política Agrícola Comum (PAC) que se traduzem em milhares de milhões de euros para muitos agricultores franceses.

O protesto dos agricultores que se tem estendido nos últimos dias a vários países europeus, incluindo Portugal, Espanha, Itália e Grécia, assume uma maior importância para o futuro da União Europeia, a menos de seis meses das eleições para o Parlamento Europeu, agendadas para o próximo mês de junho.

c/ agências
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por Lusa

Fraca participação impede marcha lenta convocada para o Algarve

A fraca participação impediu hoje a realização da marcha lenta que os agricultores algarvios tinham previsto fazer entre Faro e Castro Marim, tendo apenas sido efetuado um trajeto por autoestrada entre Faro e Tavira, disse fonte da organização.

A concentração dos agricultores foi convocada para o estádio do Algarve, no Parque das Cidades Faro-Loulé, às 05:00, e a partida para Castro Marim, pela Estrada Nacional 125, estava prevista para as 06:00, mas o grupo de cerca de 15 participantes apenas saiu de Faro rumo a Tavira, pelas 08:30.

Inicialmente, Fátima da Rocha, porta-voz do Movimento Civil de Agricultores Portugueses, organizador do protesto, disse à Lusa que a intenção era seguir para Tavira pela autoestrada A22 e, aí, reunir-se com mais manifestantes, mas cerca das 10:00 a mesma fonte anunciou que, "face à pouca participação, já não se iria fazer o percurso até Castro Marim".

"É uma pena no Algarve não ter havido tanta participação, mas os agricultores da região estão solidários com as reivindicações que estão a ser feitas pelos colegas de outras zonas do país", afirmou Fátima da Rocha, esclarecendo que, já em Tavira, os manifestantes presentes concluíram que era melhor não realizar a marcha lenta até Castro Marim.

A porta-voz para o Algarve enalteceu a participação noutros protestos realizados hoje pelo Movimento e que levaram a bloqueios de estradas e vias de acesso a fronteiras como as de Vilar Formoso e do Caia, com centenas de participantes com tratores e máquinas agrícolas a reivindicarem melhores condições para o setor primário.

Na quarta-feira, os agricultores do Algarve anunciaram que iam realizar uma marcha lenta entre Faro e Castro Marim para exigir "condições justas" e a "valorização da atividade".

O protesto estava incluído nas ações que o Movimento Civil de Agricultores Portugueses convocou para hoje em várias zonas do país para reclamar melhores condições para os profissionais.

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