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Cruz Vermelha Portuguesa distribui cerca de 10 mil lonas

Cruz Vermelha Portuguesa distribui cerca de 10 mil lonas

A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) está a distribuir até ao final da semana cerca de 10 mil lonas para apoiar as famílias cujas habitações ficaram parcialmente danificadas na sequência da tempestade Kristin, informou hoje a instituição.

Lusa /

Em comunicado, a CVP adianta que os donativos recebidos, através do Fundo Nacional de Emergência "Portugal Precisa de Si" permitiram a aquisição das lonas.

"A CVP está a distribuir as lonas destinadas à proteção provisória de telhados e estruturas expostas, mitigando riscos de infiltrações e agravamento dos danos, numa fase crítica marcada pela instabilidade das condições meteorológicas, priorizando as regiões mais afetadas pela Tempestade Kristin: Leiria, Coimbra, Médio Tejo, Oeste e Beira Baixa", é referido na nota.

A distribuição das lonas está a ser realizada em articulação com as estruturas locais da CVP e as entidades de Proteção Civil, assegurando prioridade às situações de maior vulnerabilidade e necessidade imediata.

A CVP realça que as lonas são um "recurso essencial para minimizar infiltrações, proteger bens e garantir condições mínimas de segurança e habitabilidade, enquanto decorrem as avaliações técnicas e as intervenções definitivas de reparação das habitações".

"Para centralizar os apoios e garantir transparência na utilização dos recursos, a CVP mantém ativo o Fundo Nacional de Emergência através da plataforma "Portugal Precisa de Si", disponível em: https://apoiar.cruzvermelha.pt/portugalprecisadesi", segundo a nota.

Esta plataforma permite, de acordo com a CVP, direcionar, de forma rápida e flexível, os donativos para as necessidades mais urgentes identificadas no terreno, nomeadamente apoio humanitário imediato, recuperação de meios essenciais e reforço da capacidade operacional.

Esta resposta conta também com o apoio específico da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Ageas, cujos donativos foram destinados exclusivamente à aquisição de lonas para proteção de habitações afetadas.

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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