Proteção Civil registou 892 ocorrências ao longo de sexta-feira
Portugal continental registou na sexta-feira 892 ocorrências relacionadas com o mau tempo, devido à passagem da depressão Ingrid, com 14 pessoas a terem sido deslocadas em Peniche, distrito de Leiria, adiantou a Proteção Civil.
De acordo com os dados entre as 00:00 e 23:59 de sexta-feira, divulgados pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), 329 das ocorrências foram relativas a queda de árvores, 243 por limpeza de vias, 187 por queda de estruturas, 77 por movimento de massas e 51 por inundações.
Foram também realizados quatro salvamentos aquáticos e um salvamento terrestre.
A região mais afetada foi Lisboa e Vale do Tejo, com 361 ocorrências, segunda do Norte (243), Centro (190), Alentejo (52) e Algarve (46).
Fonte da ANEPC referiu, num balanço à agência Lusa pelas 00:15 de hoje, que na sexta-feira à noite 14 pessoas foram deslocadas para um pavilhão municipal no concelho de Peniche, após habitações terem ficado sem condições de habitabilidade devido a inundações.
Em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, uma mulher ficou ferida devido a uma queda numa ribeira, acrescentou.
Num comunicado anterior, a ANEPC tinha registado duas pessoas deslocadas em Alcobaça (distrito de Leiria), duas pessoas deslocadas no Cartaxo (distrito de Santarém) e três pessoas deslocadas em Cascais (distrito de Lisboa), além de 722 ocorrências entre as 16:00 de quinta-feira e as 17:00 de sexta-feira.
Nas ocorrências ao longo de sexta-feira estiveram empenhados 3.203 operacionais, apoiados por 1.275 meios terrestres.
A situação de mau tempo que está a afetar o país, com ventos fortes, chuva persistente, forte agitação marítima e nevões de norte a sul, já levou ao encerramento de escolas e diversas infraestruturas, sobretudo na orla costeira, ao corte de vias rodoviárias e quebras de energia, entre outras situações.
Quase todo o território nacional continental está em estado de prontidão especial de nível 3 (a escala vai de 1 a 4, sendo 4 o mais elevado) até à noite de sábado, devido ao impacto previsível da neve e da agitação marítima com a passagem da Ingrid.
Segundo o mais recente comunicado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê "aguaceiros, sendo pontualmente de granizo e acompanhados de trovoada até à manhã de sábado".
A chuva será sob a forma de neve acima de 600/800 metros de altitude, em especial no Norte e Centro, descendo temporariamente para cotas inferiores até ao início da manhã de sábado, frisou o IPMA, que prevê que "a acumulação de neve seja significativa nas serras destas regiões".
A neve "terá um impacto muito significativo na circulação rodoviária e nas atividades das populações, salientando-se o impacto adicional da formação de gelo", alertou.
"Não se descarta a possibilidade de ocorrer queda de neve, embora em menor quantidade, nos pontos mais altos das serras de S. Mamede, Marvão (Alto Alentejo) e Monchique (Algarve)", indicou ainda.
A partir da manhã de sábado a cota da neve deverá subir gradualmente para 1200/1400 metros de altitude e deverá ocorrer chuva a partir do final da tarde no litoral Norte e Centro, onde será mais intensa, estendendo-se ao restante território durante a noite e sendo em especial no Centro e Sul no domingo.
O IPMA alertou também para vento forte do quadrante oeste no litoral, principalmente a sul do Cabo Mondego e nas terras altas, em especial do Centro e Sul, por vezes com rajadas até 110 km/h no litoral e até 120 km/h nas terras altas, até ao início da tarde do dia 24.
A agitação marítima será forte, com ondas de noroeste com 7 a 9 metros de altura significativa na costa ocidental, podendo atingir 15 metros de altura máxima.
Dificuldades de deslocação têm sido evitadas na Guarda
Castro Daire. Bombeiros concentram esforços a norte do concelho
Menos de 2.000 clientes sem energia em Portugal continental pelas 20h00
No balanço anterior, com dados até às 18:30, a E-Redes tinha divulgado que cerca de 3.800 clientes estavam sem energia elétrica em várias zonas de Portugal continental, sobretudo no distrito de Aveiro.
A empresa garantiu, no mais recente balanço, que "a situação da rede elétrica (está) a normalizar".
"Dadas as condições climatéricas condicionadas pela tempestade Ingrid, a E-Redes mantém-se em alerta e com as equipas mobilizadas, em articulação com a proteção civil, para eventuais intervenções que sejam necessárias", destacou ainda.
De acordo com a empresa de distribuição de energia elétrica, durante a madrugada de hoje foram afetados "cerca de 20 mil clientes", sobretudo nas regiões Norte e Centro.
"A rede elétrica foi impactada pelas condições meteorológicas adversas que afetaram o continente nas últimas horas nas regiões Norte e Centro, em particular nos distritos de Braga, Leiria e Porto", indicava pelas 12:00 fonte da empresa.
Perante o agravamento das previsões meteorológicas, a E-Redes ativou preventivamente o Plano de Atuação em Crise, permitindo o reforço dos meios técnicos e operacionais, para assegurar a "adequada capacidade de resposta".
Lusa
Ingrid leva à retirada de sete pessoas das suas casas
Metropolitano de Lisboa abre três estações a sem-abrigo no período noturno
Numa nota enviada à agência Lusa, fonte da empresa referiu que a medida foi tomada "em estreita articulação com a Câmara Municipal de Lisboa".
A data de término desta medida poderá ser ajustada em função da avaliação contínua das condições meteorológicas, acrescentou.
As estações abertas entre hoje e a madrugada de terça-feira, de 26 para 27 de janeiro, são as do Oriente (linha Vermelha), Rossio (linha Verde) e Santa Apolónia (linha Azul).
Cortadas três estradas nacionais no norte do distrito de Viseu
De acordo com o oficial de Comunicação e Relações Públicas do Comando Territorial de Viseu, major André Batista, estão cortadas três estradas nacionais no distrito de Viseu desde o meio da tarde de hoje.
A EN321, entre Castro Daire e Cinfães, na serra de Montemuro, foi a primeira a ser fechadas ao trânsito, ainda na manhã de hoje e desde o meio da tarde ficaram também encerradas a EN229-1, entre Penedono e Antas (Sernancelhe) e a EN2, entre Castro Daire e Bigorne (Lamego).
"As estradas estão cortadas e irão permanecer encerradas ao trânsito durante muitas horas, uma vez que a neve cai com grande intensidade e não há meios para limpar tanta neve nas várias vias, porque são muitos quilómetros", referiu o major da GNR.
André Batista acrescentou que, além das EN, "há muitas estradas municipais (EM) cortadas, nos diversos concelhos no norte do distrito" de Viseu, inclusive nos municípios que têm as nacionais cortadas.
Segundo o Comando Sub-regional do Douro da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), entre os concelhos do distrito de Viseu com estradas municipais cortadas ao trânsito estão Armamar, Tarouca, Tabuaço e Vila Nova de Paiva.
Lusa
Avisos meteorológicos de sexta para sábado
Prevê-se para amanhã um agravamento do estado do tempo, em especial na orla costeira.
O aviso vermelho estende-se ao longo de todo o litoral até Vila Real de Santo António, com ondas que podem atingir os 15 metros.
Sábado vai ser o dia mais frio
A Proteção Civil colocou quase todo o território continental em estado de prontidão especial de nível 3 até à meia-noite de amanhã.
Queda de neve paralisou vários concelhos do norte
A neve paralisou vários concelhos do país. Centenas de escolas encerraram e milhares de alunos não tiveram aulas.
Cinco distritos em alerta vermelho até sábado
Na Guarda, a preocupação é manter aberto acesso ao hospital da Guarda. Em Ovar, o comércio continua aberto mas atento ao estado do mar que deverá agravar-se.
IP e CP adiam intervenção prevista para domingo na Linha de Cascais
A circulação ferroviária na Linha de Cascais já não vai estar condicionada entre São Pedro do Estoril e Cascais no domingo, devido a trabalhos, perante as condições meteorológicas adversas, informaram hoje a Infraestruturas de Portugal (IP) e a CP.
"Face à previsão de agravamento das condições meteorológicas, com ocorrência de períodos de chuva, por vezes forte, na região de Lisboa, não será possível proceder, em condições de segurança adequadas, à execução dos trabalhos no pontão de São Pedro do Estoril anteriormente previstos para o dia 25 de janeiro", afirmaram, em comunicado, a IP e a CP -- Comboios de Portugal.
Assim, "no próximo domingo não se verificará qualquer alteração aos horários de circulação dos comboios no troço entre São Pedro do Estoril e Cascais", acrescenta-se na nota.
Num comunicado anterior, as empresas referiram que a intervenção se insere na empreitada de modernização da via e da catenária da Linha de Cascais (que liga este concelho e Lisboa, passando pelo de Oeiras), com o objetivo de reforçar a segurança, a eficiência da exploração ferroviária e a qualidade da oferta de transporte público na Área Metropolitana de Lisboa.
"Em virtude da elevada complexidade e duração dos trabalhos a realizar, incompatível com a manutenção da circulação ferroviária regular, torna-se imprescindível proceder à interdição da via descendente neste troço no próximo domingo, dia 25 de janeiro, bem como no fim de semana de 28 de fevereiro e 01 de março", lia-se na nota lançada no início desta semana.
Com o adiamento dos trabalhos, a gestora da infraestrutura e a transportadora ferroviária agradecem "a melhor compreensão para os eventuais transtornos que esta situação possa provocar".
Ligações fluviais canceladas entre Trafaria, Porto Brandão e Belém
O transporte fluvial entre Trafaria (Almada), Porto Brandão (Almada) e Belém (Lisboa) foi hoje cancelado devido ao mau tempo, mantendo-se apenas a circulação de passageiros entre Porto Brandão e Belém, informou a Transtejo Soflusa.
"Por motivo de condições meteorológicas e de mar adversas, o serviço de transporte de veículos encontra-se temporariamente interrompido", explica a empresa, numa nota publicada na sua página da internet.
Ainda não existe previsão para a retoma do serviço a partir de e até à Trafaria.
O serviço de transporte de passageiros entre Porto Brandão e Belém é realizado de acordo com os horários em vigor.
A situação de mau tempo que está a afetar o país, com ventos fortes, chuva persistente, forte agitação marítima e nevões de norte a sul, já levou ao encerramento de escolas e diversas infraestruturas, sobretudo na orla costeira, ao corte de vias rodoviárias e quebras de energia, entre outras situações.
Portugal continental registou, entre as 16:00 de quinta-feira e as 17:00 de hoje, 722 ocorrências relacionadas com o mau tempo, devido à passagem da depressão Ingrid, e foram deslocadas sete pessoas, revelou a Proteção Civil.
Quase todo o território nacional continental está em estado de prontidão especial de nível 3 até à noite de sábado, devido ao impacto previsível da neve e da agitação marítima com a passagem da Ingrid.
Este nível 3 (a escala vai de 1 a 4, sendo 4 o mais elevado) vigora desde as 16:00 de quinta-feira e até às 23:59 de sábado, e aplica-se ao continente, à exceção do Alentejo Central e do Baixo Alentejo.
Na região Norte, dezenas de escolas estiveram fechadas devido às dificuldades de circulação causadas pela queda de neve.
Prevê-se chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão por Portugal continental, tendo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitido vários avisos vermelhos (o mais grave numa escala de três), laranja (o segundo mais grave).
Os Açores e a Madeira também estão sob vários avisos amarelos e laranja.
Tempo agrava-se em Castro Daire, várias estradas estão cortadas
Precauções tomadas, brincadeiras na Guarda
Queda de neve agrava-se no Marão
APA alerta para possibilidade de cheias urbanas
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou hoje para a possibilidade de ocorrência de cheias em zonas urbanas na sequência da passagem da depressão Ingrid e reconheceu que a situação hidrológica pode "agravar-se significativamente" a partir de segunda-feira.
"A tempestade Ingrid provocará uma subida dos caudais nas bacias hidrográficas, com particular incidência no centro e norte", explicou a APA numa resposta enviada à Lusa.
Nesse sentido, trata-se de uma situação hidrológica de vigilância, "podendo ocorrer uma subida de caudal acima do previsto, pelo que requer particular atenção junto das zonas ribeirinhas", acrescentou.
Enquanto autoridade nacional da água, a APA revelou que podem vir a ocorrer cheias em zonas urbanas, nas bacias em nível de pré-alerta (potencial subida de causais) e alerta (caudais superiores aos habituais).
Assim, de acordo com a APA, hoje, as bacias hidrográficas do rio Minho, sub-bacia do Coura; do rio Lima, sub-bacia do Vez; do rio Cávado; rio Mondego; rio Vouga; rio Guadiana (sul) e rio Arade encontram-se em nível de pré-alerta.
Como tal, existe uma situação hidrológica de vigilância, podendo ocorrer uma subida de caudal acima do previsto, estando recomendado pela APA que seja feito o seguimento da situação hidrológica.
Desde quinta-feira e até sábado, a bacia hidrográfica do rio Vouga sub-bacia do Águeda encontra-se em 1.º nível de alerta, o que significa que se encontra numa "situação hidrológica potencialmente perigosa", podendo haver "perigo para todas as atividades humanas realizadas no leito do rio e perigo potencial para aquelas que se realizem nas margens", além de "potenciais inundações urbanas", recomendando que seja intensificada a vigilância dos cidadãos.
Na próxima semana, as previsões meteorológicas indicam um novo episódio de precipitação intensa e, segundo a APA, "poderá configurar uma situação hidrológica potencialmente perigosa, com potenciais inundações urbanas, com perigo para todas as atividades humanas realizadas no leito do rio e perigo potencial para aquelas que se realizem nas margens".
A APA lembra a articulação existente com todos os concessionários na gestão das barragens para garantir o encaixe entre eventos, "promovendo para tal descargas e assim conseguir maior encaixe durante os eventos, para reduzir a velocidade e o volume de água para jusante".
"No entanto, esta operação não pode nunca colocar em risco a segurança das infraestruturas dado que têm um limite para esta operação", refere a autoridade.
Portugal continental registou, entre as 16:00 de quinta-feira e as 17:00 de hoje, 722 ocorrências relacionadas com o mau tempo, devido à passagem da depressão Ingrid, e foram deslocadas sete pessoas, revelou a Proteção Civil.
Quase todo o território nacional continental está em estado de prontidão especial de nível 3 até sábado, devido ao impacto previsível da neve e da agitação marítima.
Este nível 3 (a escala vai de 1 a 4, sendo 4 o mais elevado) vigora desde as 16:00 de quinta-feira e até às 23:59 de sábado, e aplica-se a todo o território do continente "à exceção do Alentejo Central e do Baixo Alentejo".
Na região Norte, dezenas de escolas estão fechadas devido às dificuldades de circulação causadas pela queda de neve.
Prevê-se chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão Ingrid por Portugal, tendo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitido vários avisos vermelhos (o mais grave numa escala de três), laranja (o segundo mais grave) e amarelo.
Os Açores e a Madeira também estão sob vários avisos amarelos e laranja.
Legião da Boa Vontade reforça distribuição de alimentos e agasalhos em Lisboa e Porto
Os voluntários vão percorrer também, durante a noite, as ruas destas das duas cidades levando apoio alimentar, agasalhos, devido às condições meteorológicas que levaram a Proteção Civil a colocar o país em situação de prontidão elevado (grau 3).
O apoio alimentar e a distribuição de agasalhos vai decorrer nas instalações de Lisboa, na Avenida do Brasil, e no Porto, na Rua Comandante Rodolfo de Araújo.
Cerca de 3.800 clientes em Portugal continental sem energia elétrica pelas 18h30
Para responder aos constrangimentos na rede elétrica, as equipas da E-Redes estão no terreno a acompanhar os trabalhos necessários, junto das entidades de proteção e segurança.
Cerca de 3.800 clientes da E-Redes estavam às 18:30 de hoje sem energia elétrica em várias zonas de Portugal continental, sobretudo no distrito de Aveiro, devido ao mau tempo, com a depressão Ingrid, revelou à Lusa fonte da empresa.
Pelas 18:30, o distrito de Aveiro era o mais afetado pelos constrangimentos na rede elétrica, indicou fonte da E-Redes.
De acordo com a empresa de distribuição de energia elétrica, durante a madrugada de hoje foram afetados "cerca de 20 mil clientes", sobretudo nas regiões Norte e Centro.
Pelas 12:00 estavam sem energia elétrica cerca de 6.500 clientes, número que diminuiu às 14:00 para cerca de 4.300, subiu às 15:00 para cerca de 5.400 e voltou a descer às 18:30 para cerca de 3.800, segundo dados da E-Redes, que ressalva que a situação é dinâmica face ao impacto das condições meteorológicas adversas.
Para responder aos constrangimentos na rede elétrica, as equipas da E-Redes estão no terreno a acompanhar os trabalhos necessários, junto das entidades de proteção e segurança.
"A rede elétrica foi impactada pelas condições meteorológicas adversas que afetaram o continente nas últimas horas nas regiões Norte e Centro, em particular nos distritos de Braga, Leiria e Porto", indicou pelas 12:00 fonte da empresa.
Perante o agravamento das previsões meteorológicas, a E-Redes ativou preventivamente o Plano de Atuação em Crise, permitindo o reforço dos meios técnicos e operacionais, para assegurar a "adequada capacidade de resposta".
"As equipas vão permanecer mobilizadas, enquanto se mantiverem condições atmosféricas adversas, para fazer face a eventuais constrangimentos na rede", adiantou.
Portugal continental registou, entre as 16:00 de quinta-feira e as 17:00 de hoje, 722 ocorrências relacionadas com o mau tempo, devido à passagem da depressão Ingrid, e foram deslocadas sete pessoas, designadamente duas em Alcobaça (distrito de Leiria), duas no Cartaxo (distrito de Santarém) e três em Cascais (distrito de Lisboa), revelou a Proteção Civil.
As ocorrências são sobretudo queda de árvores, com 238 situações, limpeza de vias, com 195, queda de estruturas, com 117, inundações, com 89, e movimentos de massa, com 83, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que indicou que as sub-regiões mais afetadas foram Coimbra, Área Metropolitana do Porto e Grande Lisboa.
Quase todo o território nacional continental está em estado de prontidão especial de nível 3 até sábado, devido ao impacto previsível da neve e da agitação marítima com a passagem da depressão Ingrid.
Este nível 3 (a escala vai de 1 a 4, sendo 4 o mais elevado) vigora desde as 16:00 de quinta-feira e até às 23:59 de sábado, e aplica-se a todo o território do continente "à exceção do Alentejo Central e do Baixo Alentejo".
Prevê-se chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão Ingrid por Portugal, tendo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitido vários avisos vermelhos (o mais grave numa escala de três), laranja (o segundo mais grave) e amarelo.
Os Açores e a Madeira também estão sob vários avisos amarelos e laranja.
Furadouro. Preparativos para enfrentar a agitação marítima
"Fiquem no conforto do lar", pede-se em Castro Daire
"Cartaz turístico" na Guarda
"Faz lembrar o tempo da nossa infância"
Também provocou nostalgia.
Alimonde. Neve não apoquenta habitantes
Para os habitantes o fenómeno não é preocupante, como apurou a repórter Sílvia Brandão.
Maior nevão da última década em Trás-os-Montes
No norte-transmontano, há estradas condicionadas e milhares de alunos não tiveram aulas por causa da neve.
Montalegre, Boticas, e as zonas mais altas de Bragança e de Viseu estão pintadas de branco.
Em Tondela, distrito de Viseu, perto de trê mil alunos também não tiveram aulas. Trinta e duas escolas foram encerradas.
A neve está a cair nas zonas mais altas desde manhã mas prevê-se uma situação pior ao fim da tarde e durante esta noite.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera espera hoje o maior nevão da ultima década...em Tras-os-Montes.
Proteção Civil. Registadas 426 ocorrências até às 16h00
À Antena 1, o oficial de operações da Proteção Civil José Costa, diz que as ocorrências se tratam essencialmente de quedas de árvores e de estruturas e limpezas de vias.
Ponto da situação às 17h00
Até ao fim do dia de hoje, todos os distritos do litoral de Portugal Continental vão estar com aviso vermelho.
Dezenas de escolas estão fechadas no norte do país devido a dificuldades de circulação causadas pela queda de neve.
Os encerramentos verificam-se nos distritos de Vila Real, Braga, Viseu e Guarda.
A queda de um muro destruiu várias viaturas na aldeia de Bouça, na Covilhã.
Às duas da tarde, 4.300 clientes da E-Redes continuavam sem energia elétrica nas zonas Norte e Centro.
Em Ponta Delgada, nos Açores, há três portos fechados a toda a navegação até sábado.
Até agora, foram registadas em especial ocorrências relacionadas com quedas de árvores e de estruturas inundações e deslizamentos de terra.
Cerca de 4.300 clientes sem energia elétrica pelas 14h00
De acordo com a empresa, durante a madrugada de hoje foram afetados "cerca de 20 mil clientes".
Pelas 12:00 estavam sem energia elétrica cerca de 6.500 clientes, número que diminuiu às 14:00 para cerca de 4.300.
"A rede elétrica foi impactada pelas condições meteorológicas adversas que afetaram o continente nas últimas horas nas regiões Norte e Centro, em particular nos distritos de Braga, Leiria e Porto", afirmou a fonte.
A empresa referiu ainda que, perante o agravamento das previsões meteorológicas, ativou preventivamente o Plano de Atuação em Crise, permitindo o reforço dos meios técnicos e operacionais, para assegurar a "adequada capacidade de resposta".
"As equipas vão permanecer mobilizadas, enquanto se mantiverem condições atmosféricas adversas, para fazer face a eventuais constrangimentos na rede", adiantou.
Acessos à Praia do Pedrógão em Leiria encerrados
Numa informação colocada nas redes sociais, a Câmara explicou que o objetivo é a salvaguarda de todos, apelando aos cidadãos para evitarem deslocações desnecessárias à Praia do Pedrógão e sigam as recomendações das autoridades.
À agência Lusa, o vereador da proteção civil da autarquia, Luís Lopes, afirmou que esta limitação foi determinada na sequência do aviso do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) relativamente à agitação marítima que, "a partir das 18:00, passa ao nível vermelho, ou seja, nível máximo".
"Queremos limitar mesmo o acesso à praia. Apesar de toda a informação que circula, sabemos perfeitamente que há pessoas que, ainda assim, acham que há condições para ir tirar fotografias à ondulação ou algo parecido com isso, e tomámos esta medida preventiva para reforçar ainda mais a importância de as pessoas cumprirem estas determinações", declarou Luís Lopes.
De acordo com o vereador, este condicionamento vai ser mantido até segunda-feira, quando há "a descida do aviso para o nível amarelo", ressalvando que está dependente de uma reanálise do IPMA.
"Em função disso, também faremos nós uma reanálise e decidiremos se mantemos ou não o condicionamento do acesso à praia", adiantou o autarca.
Luís Lopes explicou que "está também previsto agora um agravamento das condições de vento, principalmente durante a próxima madrugada e manhã", pelo que o município tem equipas preparadas para alguma intervenção que seja necessária.
"Com a precipitação que tem caído nos últimos dias, os solos estão completamente saturados, o que significa que, (no caso das) estruturas e árvores, a probabilidade de haver uma queda é mais elevada", reconheceu.
O autarca adiantou que as condições meteorológicas estão a ser monitorizadas e, nesse sentido, serão decididas "algumas medidas adicionais ou até o desagravamento de algumas em função do que for acontecendo nos próximos dias".
"Para já não temos nenhuma ocorrência significativa, tivemos durante a noite uma situação de inundação, mas nada de relevante, e também uma derrocada de uma habitação devoluta na zona dos Marinheiros (Marrazes), também sem qualquer consequência", referiu.
Neste último caso, já está a ser demolida pelo proprietário com apoio do Serviço Municipal de Proteção Civil e da Polícia de Segurança Pública, referiu.
Lusa
Nevão à moda antiga mobiliza 15 veículos e 15 operacionais em Montalegre
"Temos a Proteção Civil e os meios municipais todos no terreno", assegurou a presidente da Câmara de Montalegre, Fátima Fernandes.
O concelho do norte do distrito de Vila Real, que está em aviso vermelho por causa da neve, cumpre hoje o segundo dia da Feira do Fumeiro, um dos eventos que mais visitantes atrai ao concelho.
As escolas estão hoje fechadas, numa medida preventiva, e, segundo a autarca, a Proteção Civil também ajudou a assegurar, em algumas aldeias, a entrega de refeições a utentes de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).
Os operacionais estão no terreno desde a madrugada de hoje.
"Foi uma noite de muito, muito trabalho", descreveu a autarca, que adiantou que, também o dia, está a ser trabalhoso para garantir que "as vias estão todas transitáveis" e, por isso, com "condições de segurança" para os visitantes que queiram participar na "festa do mundo rural" que é a Feira do Fumeiro.
Fátima Fernandes reconheceu que o aviso vermelho "assusta um bocadinho as pessoas", aconselhou, contudo, a "máxima precaução" e lembrou que as previsões apontam para uma melhoria das condições meteorológicas a partir do início da tarde de sábado.
"Garantimos que vamos estar toda a noite no terreno a fazer a limpeza das vias", frisou.
Habituado ao frio e baixas temperaturas, o município de Montalegre está também preparado para lidar com a queda de neve.
No terreno estão dezenas de operacionais, entre bombeiros das corporações de Montalegre e de Salto, elementos da Proteção Civil, GNR e ainda privados que são chamados para ajudar.
Há ainda 15 viaturas, entre limpa-neves, tratores e outros veículos preparados para a limpeza das estradas e o espalhamento de sal.
Fátima Fernandes referiu ainda que o município dispõe de um 'stock' de 50 toneladas de sal.
A autarca disse que é "preciso cobrir todo o concelho", lembrando que estes nevões eram habituais há uns anos e salientando que a tempestade Ingrid trouxe "uma nevada à moda antiga".
"Mas nós estamos habituados e estamos preparados e temos os meios mecânicos e humanos para dar resposta a esta necessidade", salientou.
Júlio Lopes, adjunto do comando dos bombeiros de Montalegre, disse que, desde as 04:00 da madrugada, que seus operacionais andam na estrada a fazer a limpeza, prevenção e a aplicar sal para "manter as estradas o mais possível limpas".
Entre as ocorrências a que tiveram que dar resposta estão atolamentos, despistes e ajuda a condutores que não conseguiram progredir.
Câmara das Caldas da Rainha alerta para estruturas em risco na Foz do Arelho
A Câmara das Caldas da Rainha apelou hoje à população que se mantenha longe da linha da costa, na Foz do Arelho, onde a agitação marítima pode pôr em causa a segurança de pessoas e do emissário submarino.
O agravamento das condições meteorológicas e de agitação marítima associadas à passagem da depressão Ingrid levaram o município das Caldas da Rainha a prever para os próximos dias "uma intensificação do risco para pessoas e bens" e a apelar à população "para que se mantenha longe da linha de costa, em especial da Praia da Foz do Arelho", devido à agitação marítima e à subida do nível do mar.
Num comunicado à população, a autarquia, do distrito de Leiria, disse encarar "com bastante apreensão a situação atual" e ter solicitado à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que deslocasse ao local "uma equipa para avaliar e acompanhar" os impactos na praia onde "a abertura da Lagoa de Óbidos ao mar está localizada a escassos metros dos campos desportivos e da Avenida do Mar".
À agência Lusa, o presidente da câmara, Vítor Marques (independente), afirmou que os serviços da autarquia "já desmontaram os campos e, provavelmente, irão tirar dois contentores - de primeiros socorros e biblioteca - para salvaguardar qualquer prejuízo que possa haver".
Outras das preocupações prende-se com um emissário submarino [que liga uma Estação de Tratamento de Águas Residuais ao alto- mar], "que passa muito perto da Avenida do Mar" e que o autarca teme que "o mar vá escavando a areia deixando-o a descoberto".
"A nossa preocupação é a salvaguarda das pessoas e, portanto, o alerta para as pessoas não usarem aqueles espaços", mas, acrescentou o presidente, " ao mesmo tempo, também a preocupação em relação ao emissário", considerada a situação "mais complexa" face ao período de rutura na conduta, causando "algum risco de contaminação, apesar de se tratar de saneamento tratado".
No comunicado, a câmara acrescenta ter feito diligências junto da APA), da Capitania do Porto de Peniche, da Águas do Tejo Atlântico, S.A e do município de Óbidos (que também confina com a Lagoa), no sentido de acompanharem a situação.
"A APA enviou uma equipa ao terreno para uma avaliação mais detalhada da situação" que, segundo a autarquia, "está a ser acompanhada em permanência por esta entidade, bem como pela Junta de Freguesia da Foz do Arelho, pelo Serviço Municipal de Proteção Civil das Caldas da Rainha e pelos técnicos da Águas do Tejo Atlântico".
A "aberta", ligação da Lagoa de Óbidos ao mar, deslocou-se este ano para norte, reduzindo o areal da Foz do Arelho, num processo dinâmico que não depende de intervenção humana.
A abertura ao mar tende a fechar-se naturalmente devido à deposição de sedimentos, comprometendo a renovação da água, a qualidade dos habitats, a conservação das espécies e as atividades económicas dependentes do bom estado ecológico do ecossistema, como a pesca, a mariscagem e o turismo.
Por esse motivo, torna-se frequentemente necessária intervenção mecânica para garantir e manter essa comunicação com o mar, intervenção para a qual as duas autarquias ribeirinhas das Caldas da Rainha e de Óbidos pedem regularmente a intervenção da APA.
Nevão altera rotinas em Bragança
GNR obriga condutores a colocar correntes nos carros que circulam na Covilhã
Queda de muro destruiu várias viaturas na Covilhã
Bragança. "Nevada destas não se via há uns 10, 12 anos"
Montalegre. Condutores devem ser especialmente cuidadosos
Registadas 231 ocorrências das 0h00 às 12h00
"Não temos registo de feridos, nem desalojados. No entanto, algumas das ocorrências provocaram danos tanto em veículos como em algumas construções", adiantou José Cosrta, oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em declarações à Lusa.
Em concreto, a Proteção Civil tem tregisto de "82 quedas de árvores, 70 limpezas de via, 44 quedas de estruturas, 26 movimentos de massa e nove inundações".A resposta a estas situações mobilizou 733 operacionais e 330 meios terrestres.
As zonas mais afetadas foram a região Norte, onde se verificaram 115 ocorrências e a região Centro, com 51, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo, com 45, o Algarve, com 12, e o Alentejo, com oito.
Na quinta-feira, a ANEPC havia dado conta de 365 ocorrências associadas aos efeitos da depressão Ingrid.
Escolas encerradas à tarde em Tondela, Vouzela, São Pedro do Sul e Tabuaço
A decisão tomada pelo município de Tondela, em coordenação com a Proteção Civil e os agrupamentos escolares, "assenta nos princípios da precaução e prevenção, visando reduzir a exposição ao risco, sobretudo em contexto de deslocações rodoviárias e acesso às zonas mais elevadas do concelho".
"A rede de transportes, que serve a comunidade escolar, vai funcionar segundo o horário habitual das quartas-feiras, após o período letivo da manhã", adiantou a Câmara.
Também o município de Vouzela decidiu suspender as aulas a partir das 13h00. Uma decisão adotada "face à previsão de baixas temperaturas e queda de neve associadas à depressão Ingrid e considerando a declaração da Proteção Civil que colocou o distrito em estado de prontidão especial de nível 3 entre as 16h00 de quinta-feira e as 23h59 de sábado".
Decisão análoga foi tomada no concelho vizinho de São Pedro do Sul, após uma reunião da Comissão Municipal de Emergência e Proteção Civil : "Os alunos podem permanecer na escola da parte da tarde até que os pais ou encarregados de educação os consigam ir buscar".
O Município de Armamar, no norte do distrito de Viseu, anunciou também o fecho dos estabelecimentos de ensino desde as 13h00 por causa da queda de neve, que está a deixar "fortemente condicionadas todas as estradas que ligam a vila às localidades" acima dos 500 metros de altitude.
Em Tabuaço, o fecho das escolas teve lugar às 12h00 por "não estarem garantidas as condições necessárias para a circulação dos transportes escolares".
No distrito de Viseu, de resto, foram várias as autarquias que decidiram encerrar as escolas durante todo o dia: Resende, Cinfães, Castro Daire, Lamego, São João da Pesqueira e Vila Nova de Paiva.
c/ Lusa
Depressão Ingrid. IPMA emite aviso vermelho para agitação marítima
A depressão Ingrid traz também agitação marítima e, em Portugal Continental, só os distritos de Faro, Beja e Setúbal é que não têm aviso vermelho. Estão previstas ondas que podem chegar aos 15 metros.
Queda de neve. Escolas fechadas em quatro distritos
Há escolas fechadas em vários concelhos de Vila Real, Braga, Viseu e Guarda por causa da neve. Porto e Viana do Castelo continuam com aviso vermelho.
No distrito de Vila Real foram sete os municípios que decidiram fechar as escolas. Como acontece esta sexta-feira em Vila Pouca de Aguiar.
Perto de 6.500 clientes sem eletricidade pelas 12h00
Segundo dados da E-Redes, obtidos pela agência Lusa, persiste a concentração de avarias em Guimarães, que, todavia, estão já em resolução.
"A rede elétrica foi impactada pelas condições meteorológicas adversas que afetaram o continente nas últimas horas nas regiões Norte e Centro, em particular nos distritos de Braga, Leiria e Porto", adiantou a empresa que gere a distribuição de energia elétrica no território.
No decurso da madrugada, perto de 20 clientes foram afetados pela falha de energia.
Foi ativado preventivamente o Plano de Atuação em Crise, que permite reforçar meios técnicos e operacionais.
Acidente envolve cinco viaturas e deixa duas pessoas feridas sem gravidade
A via reabriu entretanto entre Fortunho e Vila Pouca de Aguiar.
c/ Lusa
Estrada Nacional que liga Castro Daire a Cinfães fechada por causa da neve
Para além da EN321, que cruza a Serra de Montemuro, foi igualmente cortada a Estrada Regional 326, entre Landeira e Santa Cruz da Trapa, no concelho de São Pedro do Sul.
A circulação havia já sido interrompida nas estradas municipais 1.035, entre Vilar do Peso e Ervilhais, e 1.030, entre Gralheira e Vila Boa de Baixo, no concelho de Cinfães.
Em Resende, "há indicação de estar cortada a Estrada Municipal EM553, entre Feirão e Felgueiras", ainda segundo a GNR, ouvida pela Lusa.
EN 315 e 316 em Alfândega da Fé e Macedo de Cavaleiros encerradas
O comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes, Noel Afonso, detalhou que a EN315 está cortada na Serra de Bornes e Sambade, em Alfândega da Fé, e a EN316 entre Espadanedo e Vilar de Ouro, em Macedo de Cavaleiros.
A queda de neve ditou também o encerramento de escolas em Macedo de Cavaleiros, Mogadouro, Vinhais e Carrazeda de Ansiães.
Escolas fecham a partir das 13h00
"Os alunos já estão a almoçar para serem levados para as suas residências, em condições de segurança. No terreno, estão igualmente as equipas da Proteção Civil municipal", afirma à agência Lusa Helena Barril.
A zona mais afetada é o sul do concelho, que faz fronteira com Mogadouro.
Neve em abundância pinta paisagem de branco
Escolas fechadas perante efeitos da depressão Ingrid
Já as escolas de Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança, foram encerradas esta manhã devido à neve, que começou a cair de forma intensa a partir das 9h30.
c/ Lusa
IC5 cortado entre os nós de Mogadouro e Sanhoane
De acordo com a Guarda Nacional Republicana, citada pela Lusa, a neve que se abateu sobre o concelho de Mogadouro, no distrito de Bragança, causou despistes no troço em causa. Bombeiros, GNR e a concessionária deslocaram-se ao local para assistir os condutores.
O IC5 liga o Alto do Pópulo, no distrito de Vila Real, a Duas Igrejas, no concelho de Miranda do Douro, distrito de Bragança.
Autoridades usam sacos de areia para proteger marginais em Espinho
O comandante da Capitania do Porto apelou que as pessoas evitassem as marginais, uma vez que as ondas podem atingir os 15 metros. Na praia do Bairro Piscatória sentem-se todos os efeitos da tempestade Ingrid, com chuva, vento forte e frio.
Três vias cortadas no distrito de Aveiro
Ouvida pela agência Lusa, a Guarda Nacional Republicana adiantou que uma das vias afetadas é a estrada do Campo, em Águeda, que está cortada ao trânsito em dois pontos, em Espinhel e Recardães.
Em Albergaria-a-Velha, mais concretamente em Angreja, está igualmente cortada ao trânsito a Rua do Ribeiro.
A terceira via cortada ao trânsito é a Rua professor Egaz Moniz, em Avanca, na antiga Estrada Nacional 109.
Já a Estrada Nacional 230, entre Aveiro a Águeda, reabriu durante a última noite, após trabalhos para remoção de destroços e lavagem.
Retomada circulação ferroviária na Linha do Minho
Concluídos os trabalhos para a remoção da árvore, a linha passou a ter via livre.
Escolas de Vinhais encerradas devido à neve
As escolas do agrupamento de Vinhais estão encerradas, hoje, devido à queda de neve, adiantou, à Lusa, o presidente do município.
Numa informação avançada anteriormente, o agrupamento de escolas dava conta de que apenas não havia atividades letivas.
No entanto, o presidente da câmara de Vinhais, Luís Fernandes, confirmou à Lusa que as escolas não chegaram a abrir, numa articulação entre a Proteção Civil municipal e o agrupamento.
Devido à queda de neve com intensidade, o município entendeu que não havia condições de segurança para fazer o transporte dos alunos.
Nas redes sociais, o município de Macedo de Cavaleiros informou que, depois de uma análise das condições meteorológicas, decidiu encerrar as escolas do concelho.
Em Bragança, as escolas estão abertas, mas sem atividades letivas, para poder acolher os estudantes que não têm onde ficar durante o dia.
À Lusa, a presidente da câmara de Bragança, Isabel Ferreira, esclareceu que os transportes escolares das aldeias para a cidade foram cancelados, por não ser possível garantir as condições de segurança.
O distrito de Bragança está, hoje, sob aviso laranja devido à queda de neve.
Alunos de zonas serranas de Arouca em casa para evitar riscos em transportes
Alunos residentes em zonas serranas do município de Arouca ficam hoje em casa para evitar riscos associados à depressão Ingrid, revelou a autarquia, que assim quer evitar deslocações em transportes públicos a 350 crianças.
Segundo revelou à Lusa a presidente da câmara desse município do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, há alunos que, por residirem em zonas de risco, não irão à escola todo o dia, apesar de esses estabelecimentos de ensino continuarem a funcionar para crianças de localidades mais seguras, e há também escolas que encerram totalmente a partir da hora de almoço.
"Há alguns alunos que, dada a distância à escola e a previsão de queda de neve, não virão de todo à escola hoje", declara Margarida Belém, justificando a medida com a necessidade de evitar deslocações por estradas serranas que fiquem com gelo.
A medida está relacionada com as previsões de descida acentuada das temperaturas e queda de neve, "que poderá cair nas zonas de 500 a 600 metros de altitude, sendo mais provável em freguesias como Cabreiros, Albergaria da Serra, Canelas, Espiunca, Alvarenga, Urrô, Moldes, Arouca, Burgo e nas zonas mais elevadas de Rossas e Santa Eulália".
"Tendo em conta esta previsão, o município -- em articulação com o Agrupamento de Escolas de Arouca, os responsáveis pelos circuitos especiais de transporte e a rede metropolitana de transportes UNIR -- procedeu ao ajuste dos trajetos de transporte escolar que abrangem as freguesias onde é esperada a queda de neve, com vista a garantir a segurança de todos", anuncia Margarida Belém.
Na prática, nas aldeias serranas do Merujal, Albergaria e Mizarela ficam assim em casa cinco alunos do ensino pré-escolar até ao 4.º ano escolaridade e outros cinco estudantes do 5.º ao 12.º ano, todos evitando a linha da UNIR.
Treze alunos de Noninha e Bustelo também não vão às aulas "devido a dificuldades de transporte".
Já nos polos escolares de Alvarenga e Canelas, as escolas estão abertas de manhã, mas fecham a seguir ao almoço, enviando para casa respetivamente 46 e 38 alunos.
Os alunos da freguesia de Alvarenga que frequentam do 5.º ao 12.º ano também não vão às aulas todo o dia, "dada a impossibilidade de assegurar o seu regresso a casa na hora de almoço e o retorno do autocarro ao Centro Coordenador de Transportes".
Quanto aos alunos do 5.º ao 12.º ano que residem em Canelas, Provisende, Souto Redondo e Póvoa Reguenga, regressam igualmente a casa a seguir ao almoço, em autocarro da UNIR.
Macedo de Cavaleiros com escolas encerradas e Bragança e Vinhais sem atividades letivas
Em Bragança, os estabelecimentos de ensino estão abertos, mas sem atividades letivas, tendo em vista acolher alunos que não têm onde ficar durante o dia. Em Vinhais, o município adiantou que as escolas também não têm atividade letiva.
De acordo com a Proteção Civil, naquele distrito, pelas 9h00 não havia estradas fechadas.
Recorde-se que Bragança está sob aviso laranja devido à queda de neve acima dos 600 metros de altitude.
Mais de 80 ocorrências desde o início da madrugada
Grande parte das chamadas foi por quedas de árvores e estruturas, limpeza de vias e deslocações de terrenos. O oficial de operações da Proteção Civil, José Costa, revela que responderam a estas chamadas 259 operacionais, com auxílio de 113 meios terrestres.
Estrada municipal cortada por causa da queda de neve
Fonte do Comando Sub-regional da Proteção Civil do Tâmega e Sousa adianta à agência Lusa que "a neve começou a cair durante a noite" e obrigou ao encerramento da estrada ao início da manhã.
Precisamente por causa da previsão de queda de neve, na cota entre os 400 e os 500 metros de altitude, três municípios do distrito de Viseu - Resende, Cinfães e Castro Daire - decidiram fechar esta sexta-feira as escolas.
Os três municípios apelam à população para que adote "condutas responsáveis e cuidadas", reduzindo a "circulação apenas ao necessário.
"Muitos meios de prevenção" no estaleiro da Proteção Civil
Cascais, Vila Pouca de Aguiar e Porto
No Porto, a agitação marítima ditou a entrada em vigor, já esta manhã, do aviso vermelho, que estava inicialmente previsto para as 18h00. Em Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real, o diretor do agrupamento de escolas local explicou o que esteve na base da decisão de suspender a atividade letiva desta sexta-feira. "As indicações que temos é que o pior ainda está para vir", sublinhou o responsável.
Registadas 81 ocorrências entre as 0h00 e as 8h00
As regiões norte e centro foram as mais atingidas, cada uma com 50 ocorrências. Seguiram-se Lisboa e Vale do Tejo, com 11, Alentejo, com quatro, e Algarve com uma ocorrência.
As operações de resposta mobilizaram 259 operacionais, apoiados por 113 veículos.Pelas 8h15, a circulação ferroviária na Linha do Minho continuava suspensa entre Caminha e Valença, devido à queda de uma árvore.
Entre as 0h00 e as 23h00 de quinta-feira, houve registo de 349 ocorrências relacionadas com os efeitos da depressão Ingrid, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
Escolas encerradas e transportes escolares interrompidos
Em comunicado, a Câmara Municipal de Chaves adianta que, depois do acompanhamento permanente da situação meteorológica, junto da Proteção Civil, foi determinado que não se efetuará o transporte escolar para os estabelecimentos de ensino do concelho durante o dia.
A decisão cobre os três agrupamentos do concelho: Júlio Martins, António Granjo e Fernão de Magalhães.
Recorde-se que, no distrito de Vila Real, havia já sido tomada a decisão de fechar as escolas e suspender os transportes escolares em Boticas, Montalegre, Mondim de Basto, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar.
Encerradas escolas em seis municípios do distrito de Vila Real
- A expectativa de queda de neve dita que as escolas permaneçam esta sexta-feira de portas fechadas em seis dos 14 municípios do distrito de Vila Real: Boticas, Montalegre, Mondim de Basto, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar;
- Em Sabrosa, o Agrupamento Miguel Torga indica que as escolas vão funcionar normalmente, mantendo-se acautelado o transporte dos alunos. Continuará, todavia, a seguir a evolução do estado do tempo;
- Ouvida pela agência Lusa, fonte da GNR de Vila Real adiantou que, pelas 7h00, as estradas do distrito estavam transitáveis;
- O Instituto Português do Mar e da Atmosfera antevê um quadro de chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão Ingrid por Portugal continental:
- Os distritos de Braga, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu estão esta sexta-feira sob aviso vermelho - o mais acentuado de uma escala de três - por causa da neve;
- Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Leiria, Lisboa, Beja, Aveiro e Coimbra e Braga vão ficar debaixo de aviso vermelho até sábado devido à agitação marítima;
- A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil colocou, por sua vez, a quase totalidade do território continental em estado de prontidão especial de nível 3 até sábado. Este nível começou a vigorar às 16h00 de quinta-feira e termina às 23h59 de sábado.
Circulação ferroviária interrompida na Linha do Minho
A empresa Comboios de Portugal havia já advertido, no Facebook, para possíveis constrangimentos à circulação ferroviária por causa dos efeitos da depressão Ingrid.
A CP recomenda aos passageiros que se informem previamente sobre a circulação de comboios no site , na app ou na Linha de Atendimento da empresa.
Dezenas de escolas encerradas
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou ainda os distritos de Aveiro, Bragança, Castelo Branco, Coimbra e Guarda com aviso laranja, pelo mesmo motivo.Pode até ocorrer queda de neve, segundo a meteorologia, em locais onde tal não é habitual - o distrito de Portalegre encontra-se sob aviso amarelo.
Há ainda aviso laranja emitido para quase todo o terrirório continental por causa da agitação maritima. Aviso que passa a vermelho a partir da meia-noite. As ondas podem mesmo atingir os 15 metros.
Para Évora e Santarém não há avisos e, nos arquipélagos da Madeira e dos Açores há avisos amarelo e laranja devido à agitação maririma.
Dezenas de escolas de portas fechadas
Nos concelhos de Vieira do Minho e Cabeceiras de Baixo, no distrito de Braga, não há aulas. E os alunos de Fafe que vivam em locais a mais de 600 metros de altura foram aconselhados a não ir à escola.
Em Vila Real, a queda de neve e a formação de gelo ditam o encerramento de escolas em cinco concelhos: Boticas, Ribeira de Pena, Montalegre, Valpaços e Mondim de Basto.
Em Viseu, são três os municípios a encerrar as escolas: Resende, Cinfães e Castro Daire.
Na Guarda, os estabelecimentos escolares da capital de distrito, de Almeida e de Manteigas estão igualmente fechados durante todo o dia, ao passo que em Gouveia o encerramento só ocorre à tarde.
Centenas de ocorrências
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou, até às 23h00 de quinta-feira, 349 ocorrências associadas à depressão Ingrid - uma centena decorreu da queda de árvores, 89 para limpeza de pavimentos e 70 relativas a inundações: houve ainda registo de 51 ocorrências devido à queda de estruturas.
A região centro é a mais afetada, com 128 ocorrências. Seguem-se o norte e Lisboa e Vale do Tejo.
A neve poderá deixar algumas aldeias isoladas, o que levou a Proteção Civil a recomendar a interdição de algumas vias e o encerramento de vias, escolas e outros serviços.
A ANEPC garante que os meios de socorro e prevenção serão reforçados.
Tempestade Ingrid. Montalegre encerrou escolas por precaução
A queda de neve pode deixar alguns lugares isolados. E há municípios que já ordenaram o encerramento das escolas, esta sexta-feira.
Vila do Conde toma medidas para evitar inundações
Há 48 horas que em Vila do Conde se aposta na prevenção, face ao que pode ser provocado pela tempestade Ingrid.
O objetivo é evitar situações como a de novembro, quando a Ribeira da Lage galgou as margens e destruiu parcialmente várias habitações.
Tempestade Ingrid. Proteção Civil em estado de prontidão nível 3 até sábado
Ingrid traz muita chuva, vento, agitação marítima e queda de neve "em locais menos comuns" até sábado. Entre as 00:00 e 23:00 de hoje foram registadas 349 ocorrências relacionadas com o mau tempo, que afetaram sobretudo a região Norte e Centro. A Proteção Civil espera que a situação piore nas próximas horas.
Registaram-se ainda 51 quedas de estrutura e 38 movimentos de massas ou quedas de taludes, referiu à Lusa o oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) Telmo Ferreira, num balanço pelas 23h15.No balanço anterior, entre as 00:00 e as 17:30, tinham sido registadas 130 ocorrências relacionadas com o mau tempo causado pela passagem da depressão Ingrid.
A região Centro é a que regista mais ocorrências, com 128, seguida do Norte (116), Lisboa e Vale do Tejo (91), Alentejo (13) e Algarve.
Telmo Ferreira explicou ainda que não existem registos de danos relevantes ou feridos na sequência destas ocorrências.
Têm ocorrido inundações pontuais por transbordo de ribeiras, que têm sido analisadas pelos municípios onde ocorrem, sem causar grande preocupação, acrescentou.
O acesso à Vila Sassetti também estará vedado, acrescentou à Lusa fonte da sociedade.
Para já, os parques e palácios da Pena e de Monserrate e o Palácio Nacional de Sintra, na serra e na vila, permanecem abertos, bem como Palácio Nacional de Queluz, também gerido pela PSML.
A Câmara Municipal de Sintra interditou por sua vez as "praias Grande e Azenhas do Mar" a partir do "final da tarde de 23 de janeiro (sexta-feira), até à manhã de 25 de janeiro".
"Esta situação poderá sofrer alterações dependendo do desenvolvimento do estado do tempo", referiu a autarquia, que "apela à prudência e à adoção de comportamentos responsáveis".
No vizinho concelho de Cascais, a preocupação vai para a Estrada Nacional 9-1, junto à Quinta do Pisão e para a Lagoa Azul, que se "encontra temporariamente interrompida" por indicação da Guarda Nacional Republicana (GNR), "devido ao abatimento de terras causado pelo galgamento de água desta lagoa".
A reposição das condições de segurança nesta área "está a ser avaliada".