Reportagem

Dia de greve da Função Pública, a primeira do novo Governo

por Joana Raposo Santos, Cristina Sambado - RTP

Milhares de trabalhadores da Função Pública concentraram-se esta sexta-feira, reivindicando a valorização laboral e criticando o Governo pela ausência de respostas. No protesto, convocado pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, gritaram-se frases de luta como "Contenção salarial só interessa ao capital" e "Sem carreiras atrativas nem cá ficam as formigas". Esta foi a primeira grande greve enfrentada pelo novo Governo.

Manuel de Almeida - Lusa

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por RTP

Greve da Função Pública. Escolas encerradas por todo o país

Várias escolas estiveram fechadas esta sexta-feira por todo o país devido à greve na administração pública. Uma paralisação de 24 horas em luta por melhores salários e condições de vida. A saúde, justiça e serviços centrais também foram afetados.

O cenário arrastou-se por todo o país. Em Lisboa e no Porto, funcionários e professores não apareceram nas escolas.

A Segurança Social em Lisboa também não abriu as portas. O papel na entrada apanhou os utentes de surpresa.

Por outro lado, lojas do cidadão, serviços de finanças, centros de saúde e hospitais estiveram de portas abertas, mas a funcionar a meio gás.

A Frente Comum, afeta à CGTP, convocou esta greve de 24 horas por melhores salários e condições de vida.

É a primeira paralisação nacional do Governo de Luís Montenegro.
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por Lusa

Milhares de trabalhadores da função pública em protesto pela valorização laboral

Milhares de trabalhadores da função pública concentraram-se hoje, em frente ao Ministério das Finanças, em Lisboa, reivindicando a valorização laboral, com críticas ao Governo pela ausência de respostas.

A manifestação começou pelas 14:20, na Praça da Figueira, com algumas centenas de trabalhadores.

O protesto, convocado pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, que seguiu em direção ao Ministério das Finanças, junto ao Terreiro do Paço, foi "engordando", juntando depois milhares de trabalhadores, munidos com bandeiras e tambores.

Pelo caminho gritavam-se frases de luta como "Contenção salarial só interessa ao capital" e "Sem carreiras atrativas nem cá ficam as formigas".

A par da manifestação, decorre hoje uma greve entre as 07:00 e as 24:00, que abrange a administração central.

A Frente Comum reivindica um aumento intercalar para todos os trabalhadores, a subida do salário mínimo para os 1.000 ainda no corrente ano, a valorização das carreiras, o reforço dos serviços públicos, bem como o início da negociação das medidas que integram a proposta reivindicativa comum, que foi também subscrita pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais.

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por Antena 1

Coordenador da Frente Comum quer dialogar com o Governo

Foto: Lusa

O coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, diz que os trabalhadores estão descontentes e exige uma reunião com o Governo. A Frente Comum quer que o salário mínimo chegue aos mil euros brutos este ano.

O Governo aponta esta meta para 2028, mas Sebastião Santana garante que é possível chegar aos mil euros este ano.

Os manifestantes estão a juntar-se na Praça da Figueira e depois vão em direção à Praça do Comércio para se concentrarem em frente ao Ministério das Finanças.
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Está quase a começar a manifestação dos funcionários públicos

Dezenas de autocarros estão a caminho de Lisboa para participar na manifestação e desfiles dos funcionários públicos.
O coordenador da Frente Comum, afirmou à RTP que a adesão à greve mostra o "descontentamento dos trabalhadores".
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por Lusa

Centenas de trabalhadores da função pública começam a juntar-se em Lisboa por melhores salários

Cerca de duas centenas de trabalhadores da função pública começaram esta tarde a juntar-se na Praça da Figueira, em Lisboa, num protesto, convocado pela Frente Comum, que seguirá depois para o Ministério das Finanças, por melhores condições laborais.

Os trabalhadores da função pública concentraram-se pelas 14:20 na Praça da Figueira, em Lisboa, munidos com faixas e tambores.

O protesto segue depois em direção ao Ministério das Finanças, junto à Praça do Comércio.

A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública agendou para hoje uma greve entre as 07:00 e as 24:00.

Saúde, educação e serviços centrais, nomeadamente tribunais, Segurança Social e repartições de finanças deverão ser os setores mais afetados pela greve. Os números da adesão ainda não são conhecidos.

A Frente Comum reivindica um aumento intercalar para todos os trabalhadores, a subida do salário mínimo para os 1.000 ainda no corrente ano, a valorização das carreiras, o reforço dos serviços públicos, bem como o início da negociação das medidas que integram a proposta reivindicativa comum, que foi também subscrita pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais.

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por RTP

Milhares de funcionários públicos a caminho de Lisboa para participar na manifestação

Rumo a Lisboa, e à manifestação nacional desta tarde, partiram esta manhã de todo o país centenas de autocarros com milhares de trabalhadores da Administração Pública.

Do Porto, saíram duas centenas de funcionários, principalmente do setor da saúde.
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por RTP

Greve da função pública. Área da educação é a mais afetada

Por todo o país, há escolas fechadas devido à greve na administração pública. A Frente Comum convocou uma paralisação de 24 horas, em luta por melhores salários e condições de vida. É a primeira greve da era Luís Montenegro.

Os setores da saúde, justiça e os serviços centrais também estão a ser afetados.
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Paralisação afeta loja do cidadão das Laranjeiras

Na loja do cidadão das Laranjeiras, em Lisboa, alguns dos serviços do Estado foram afetados.
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Bloco operatório do Amadora - Sintra encerrado durante a tarde

No bloco operatório do hospital Amadora - Sintra apenas duas nas nove salas estão a funcionar no bloco operatório, durante a tarde deverão estar todas encerradas, com exceção das urgências.
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por Lusa

Pessoal auxiliar da "maioria dos hospitais" apenas em serviços mínimos devido à greve

O pessoal auxiliar e administrativo da "maioria dos hospitais" está apenas a cumprir serviços mínimos e há repartições de finanças encerradas "um pouco por todo o país" devido à greve da administração pública, avançou à Lusa o coordenador da Frente Comum.

"Neste momento já conseguimos confirmar que o pessoal auxiliar e administrativo na maioria dos hospitais está a cumprir serviços mínimos apenas", afirmou o coordenador da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Sebastião Santana, acrescentando que, "nas repartições de finanças, há notícias de encerramentos também um pouco por todo o país".

"Em Lisboa já confirmámos o encerramento da repartição 7 e 8", detalhou.

Ainda sem dados relativamente ao funcionamento dos tribunais, o dirigente sindical precisou também que "o atendimento na sede da Segurança Social, em Lisboa, está encerrado e o mesmo se passa em Torres Vedras e Alhandra".

"Na Área Metropolitana de Lisboa há muitas delegações da Segurança Social encerradas", referiu.

De acordo com Sebastião Santana, os dados relativos à adesão à greve "ainda estão a chegar a conta-gotas", mas, até ao momento, "o sinal é bastante positivo".

Ao início da manhã, o coordenador da Frente Comum tinha já reportado à Lusa que a greve dos trabalhadores da administração pública, que teve início hoje às 07:00, levou ao encerramento de várias escolas de norte a sul do país.

Sebastião Santana disse esperar uma grande adesão ao protesto também na saúde e nos serviços centrais, nomeadamente tribunais, Segurança Social e repartições de finanças.

"Sabemos também que já há uma grande mobilização de trabalhadores que estão a deslocar-se para Lisboa para a jornada de luta para a concentração de hoje à tarde no Ministério das Finanças, em Lisboa", disse, acrescentando que são esperados milhares de pessoas.

A concentração tem início previsto às 14:30, na Praça da Figueira, deslocando-se depois os participantes até ao ministério.

Os motivos para fazer greve e protestar aumentaram, segundo Sebastião Santana, com a chegada do novo Governo e o conteúdo do seu programa.

"No dia em que soubemos que a tutela da administração pública ia ficar no Ministério das Finanças entregámos o nosso caderno reivindicativo e até agora não tivemos qualquer resposta", afirmou anteriormente à Lusa o dirigente sindical, referindo que uma das prioridades deste caderno é um aumento intercalar dos salários em pelo menos 15%, com um mínimo de 150 euros por trabalhador, "porque os trabalhadores não podem ficar sem qualquer aumento até 2025".

Sebastião Santana precisou ainda que se, no final de outubro, aquando da aprovação da proposta do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024) havia razões para os trabalhadores fazerem greve, estas razões são agora ainda maiores porque "os problemas só se agudizaram".

A par dos aumentos salariais, em que inclui a subida, durante o ano de 2024, para os 1.000 do salário mínimo no Estado, a Frente Comum reivindica ainda mudanças nas carreiras e no sistema de avaliação de desempenho, bem como de medidas de reforço dos serviços públicos.

Para Sebastião Santana, "nos serviços públicos o que se perspetiva é de abertura de portas ao setor privado" em setores como a saúde e a Segurança Social, ou seja, um "desfigurar absoluto da administração pública" que os trabalhadores não podem aceitar.

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por RTP

Trabalhadores da saúde e educação foram os que mais aderiram à greve

Saúde e educação são os setores com maior adesão à paralisação da função pública, revelou à RTP Orlando Gonçalves, da Frente Comum.
Segundo o sindicalista “são os sectores mais afetados nos últimos anos”.
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por RTP

Greve da função pública com forte impacto nos serviços de segurança social

A paralisação da função pública obrigou ao encerramento dos serviços centrais da segurança social em Lisboa. Ouvidos pela RTP, os utentes queixam-se de não ter sido alertados, apesar de terem efetuado ontem a marcação para o atendimento.
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Loja do cidadão no Porto em pleno funcionamento

A loja do cidadão nas Antas, na cidade do Porto, está a funcionar em pleno. Todos os balcões dos diferentes serviços estão abertos, como testemunhou a Helena Cruz Lopes.
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por RTP

Greve da função pública não está a provocar efeitos no centro de saúde de Sete Rios

No centro de saúde de Sete Rios, em Lisboa, o dia está a decorrer com normalidade e não há nenhum efeito prático da paralisação convocada pela Frente Comum, como constatou a jornalista Helena Conceição Santos.
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por Lusa

Várias escolas fechadas devido à greve na administração pública

A greve dos trabalhadores da administração pública, que teve início hoje às 07:00, levou já ao encerramento de várias escolas de norte a sul do país, disse à agência Lusa o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana.

"Às 08:30 tínhamos a indicação de que há muitas escolas encerradas de norte a sul do país, mas ainda não temos dados concretos", disse o coordenador da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública.

Sebastião Santana disse esperar uma grande adesão à greve também na saúde e nos serviços centrais, nomeadamente tribunais, Segurança Social e repartições de finanças.

"Sabemos também que já há uma grande mobilização de trabalhadores que estão a deslocar-se para Lisboa para a jornada de luta para a concentração de hoje à tarde no Ministério das Finanças, em Lisboa", disse, acrescentando que são esperados milhares de pessoas.

Os motivos para fazer greve e protestar aumentaram, segundo Sebastião Santana, com a chegada do novo Governo e o conteúdo do seu programa.

"No dia em que soubemos que a tutela da administração pública ia ficar no Ministério das Finanças entregámos o nosso caderno reivindicativo e até agora não tivemos qualquer resposta", afirmou anteriormente à Lusa o dirigente sindical, referindo que uma das prioridades deste caderno é um aumento intercalar dos salários em pelo menos 15%, com um mínimo de 150 euros por trabalhador, "porque os trabalhadores não podem ficar sem qualquer aumento até 2025".

Sebastião Santana precisou ainda que se no final de outubro, aquando da aprovação da proposta do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024) havia razões para os trabalhadores fazerem greve, estas razões são agora ainda maiores porque "os problemas só se agudizaram".

A par dos aumentos salariais, em que inclui a subida, durante o ano de 2024, para os 1.000 do salário mínimo no Estado, a Frente Comum reivindica ainda mudanças nas carreiras e no sistema de avaliação de desempenho, bem como de medidas de reforço dos serviços públicos.

Para Sebastião Santana, "nos serviços públicos o que se perspetiva é de abertura de portas ao setor privado" em setores como a saúde e a Segurança Social, ou seja, um "desfigurar absoluto da administração pública" que os trabalhadores não podem aceitar.

 

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por RTP

Dúvidas sobre a abertura da escola Secundária D. Dinis

Na escola Secundária D. Dinis em Lisboa os alunos estão na dúvida se o estabelecimento de ensino abre, ou não, as portas, como revela a jornalista da RTP Lígia de Sousa.
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Escola secundária José Gomes Ferreira de portas fechadas

Escola secundária José Gomes Ferreira, em Benfica, já comunicou aos alunos e aos encarregados de educação que vai estar encerrada devido à greve da função pública, como conta a Helena Conceição Santos.
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Alunos da escola Martins de Freitas em impasse

Na escola Martins de Freitas, os alunos estavam, à hora da abertura do estabelecimento de ensino num impasse para saber se vai ou não haver aulas, como relata a jornalista da RTP, Carolina Ferreira.
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Frente Comum espera grande adesão à greve da função Pública

A Frente Comum espera que a paralisação convocada pela CGTP afete várias áreas da administração pública . Foram emitidos vários pré-avisos de greve.

Sebastião Santana, coordenador da Frente Comum, esteve no Bom Dia Portugal a explicar as expetativas e quais os serviços que poderão estar de portas fechadas.
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Escola Clara de Resende no Porto de portas fechadas

No Porto, na escola Clara de Resende foi colocado um cartaz a afirmar que o estabelecimento de ensino estava encerrado e que as aulas estavam suspensas devido à greve.

Os encarregados de educação tiveram de arranjar outras soluções para deixar os filhos, como contatou a jornalista da RTP, Helena Cruz Lopes.
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Trabalhadores da Administração Pública hoje em greve

Timon Studler - Unsplash

Escolas, tribunais, repartições de finanças e balcões da Segurança Social podem estar esta sexta-feira com algumas restrições devido à greve dos trabalhadores da Administração Pública.

Um protesto contra o aumento do custo de vida, e em defesa de aumentos salariais de, pelo menos, 15 por cento.

A expectativa é que esta greve provoque o encerramento sobretudo de escolas do pré-escolar e do primeiro ciclo.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, deixa alguns conselhos aos pais.

Filinto Lima teme que o final do ano letivo, fique marcado por o regresso da instabilidade, dos protestos e das greves.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas avisa que entramos agora na época das provas, dos exames e das avaliações e pede que sindicatos e Ministério cheguem a entendimento.
Para além da greve de hoje, que vai afectar áreas como a educação e a saúde, os trabalhadores da Administração Pública têm concentração marcada para esta tarde na Praça da Figueira.

Depois, deslocam-se em protesto até à Praça do Comércio, para se concentrarem em frente ao Ministério das Finanças.
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Dia de greve da função pública, a primeira grande greve para novo Governo

Os trabalhadores da Função Pública voltam hoje aos protestos de rua Rodrigo Antunes - Lusa

A Frente Comum de sindicatos da administração pública espera uma "grande adesão" à greve marcada para esta sexta-feira no âmbito da jornada nacional de luta e que milhares de pessoas de todo o país participem na manifestação em Lisboa. É a primeira grande greve que o novo Governo enfrenta. Há serviços mínimos, mas são de esperar constrangimentos em várias áreas. A paralisação foi convocada pela CGTP, que marcou também uma concentração à tarde em frente ao Ministério das Finanças.

Saúde, educação e serviços centrais, nomeadamente tribunais, Segurança Social e repartições de finanças deverão ser os setores mais afetados e a registar a maior adesão a esta greve da administração pública, segundo antecipou o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, em declarações à Lusa.

Um protesto contra o aumento do custo de vida, e em defesa de aumentos salariais de, pelo menos, 15%.

A expectativa é que esta greve provoque o encerramento sobretudo de escolas do pré-escolar e do primeiro ciclo.É o que diz à Antena 1, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas. Filinto Lima deixa, por isso, alguns conselhos aos pais.


Este dia de greve permitirá que os funcionários públicos se juntem à concentração que terá por destino o Ministério das Finanças, em Lisboa, com a Frente Comum a apontar para a participação de milhares de pessoas porque, sublinhou Sebastião Santana, os motivos para fazer greve e protestar aumentaram com a chegada do novo Governo e o conteúdo do seu programa.

"No dia em que soubemos que a tutela da administração pública ia ficar no Ministério das Finanças entregámos o nosso caderno reivindicativo e até agora não tivemos qualquer resposta", afirmou o dirigente sindical. 

Uma das prioridades deste caderno é um aumento intercalar dos salários em pelo menos 15%, com um mínimo de 150 euros por trabalhador, "porque os trabalhadores não podem ficar sem qualquer aumento até 2025".

Sebastião Santana precisou ainda que se no final de outubro, aquando da aprovação da proposta do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024) havia razões para os trabalhadores fazerem greve, estas razões são agora ainda maiores porque "os problemas só se agudizaram".

c/Lusa
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