Dique no rio Arunca em Vila Nova de Anços, em Soure, está a ser reforçado
Um dique da margem direita do rio Arunca, na localidade de Vila Nova de Anços, concelho de Soure, está a ser reforçado, devido ao aparecimento de fissuras, tendo sido retiradas quatro famílias.
João Paulo Contente, comandante dos Bombeiros Voluntários de Soure, explicou à Lusa que houve três fissuras na margem direita, junto à ponte de Vila Nova de Anços sobre o rio, e "esses três pontos estão a ser estabilizados".
Para o efeito, está a ser usado "pó de pedra, areia, neste caso areia com pedras, no sentido de reforçar o dique, porque a cota está muito alta", disse.
"O risco é efetivamente quebrar e inundar uma rua da localidade de Vila Nova de Anços" (no concelho de Soure, distrito de Coimbra), acrescentou.
De acordo com João Paulo Contente, foram retiradas hoje quatro famílias.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.