País
Direito à Habitação. Faltou "pedido de desculpas" do primeiro-ministro aos manifestantes
Rosto do movimento Acampada em Lisboa, Renata Cambra não poupa críticas à declaração de Luís Montenegro. Depois de já ter lamentado que o governo beneficie "em primeiro lugar os fundos imobiliários", a jovem insiste na principal reivindicação: "retirada imediata da nova lei do arrendamento".
Antes e numa primeira reação à declaração de Luís Montenegro, Renata Cambra tinha lamentado que o governo beneficie "em primeiro lugar os fundos imobiliários, as grandes construtoras, os especuladores, e não as pessoas que, com o seu trabalho, procuram fazer face aos preços da habitação". Apesar de admitir "que há responsabilidades partilhadas entre o PSD e o PS em relação à crise da habitação".
"Temos um governo que diz que a renda moderada é de 2.300 euros, que é equivalente a dois salários médios, ou seja, é incomportável o custo de vida e se o custo de vida em geral é incomportável, a habitação é aquilo que nos retira a fatia maior", acrescentou Renata Cambra.
Esta manhã, após o recurso do Ministério Público para o Constitucional, a advogada da jovem enviou um requerimento para evitar que seja suspensa a autorização de permanência do protesto no Rossio.
O protesto pelo direito constitucional à Habitação continuou por mais uma noite, mas desta vez tendo em fundo as declarações do primeiro-ministro que convidou os líderes do PS e do CHEGA para falar sobre a crise da habitação.