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"Droga do riso". GNR apreendeu mais de duas mil botijas de óxido nitroso no Montijo

"Droga do riso". GNR apreendeu mais de duas mil botijas de óxido nitroso no Montijo

Conhecido como "droga do riso", o óxido nitroso é uma substância psicoativa usada em contextos recreativos. As botijas apreendidas pela GNR serão agora encaminhadas para a ASAE.

Joana Raposo Santos - RTP /
Guarda Nacional Republicana

A Guarda Nacional Republicana (GNR) apreendeu esta semana 2.124 botijas de óxido nitroso no concelho do Montijo, no âmbito de uma ação de fiscalização direcionada para o controlo de bens em circulação.

“No decurso de uma ação operacional de âmbito tributário, foram fiscalizadas as instalações de uma empresa de transporte de mercadorias, onde foi possível detetar a existência das referidas botijas de óxido nitroso”, explica a GNR em comunicado divulgado esta quarta-feira.As botijas foram apreendidas depois de a empresa em questão não ter apresentado qualquer prova de que a substância se destinava a fins industriais ou a uso farmacêutico, nomeadamente a necessária autorização emitida pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

“Da ação resultou ainda a identificação de um homem de 56 anos, responsável pela empresa transportadora, tendo sido elaborado o respetivo auto de contraordenação”, adianta o comunicado.

As botijas e o processo contraordenacional serão agora encaminhados para a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), entidade competente para a instrução do processo.

O óxido nitroso, ou protóxido de azoto, é também conhecido como “droga do riso” ou “gás hilariante”. Trata-se de uma substância psicoativa cujo consumo tem vindo a ser identificado em contextos recreativos devido aos seus efeitos euforizantes, analgésicos e ansiolíticos.

“O seu consumo pode provocar alterações sensoriais da perceção do espaço e do tempo, bem como perturbações da coordenação motora, podendo o uso continuado causar, a longo prazo, danos graves no sistema imunitário, alterações da memória e outras lesões neurológicas”, alerta a GNR.
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