Duas Unidades de Saúde Familiar de Évora sem aquecimento
Évora, 07 jan (Lusa) -- A presidente do Conselho Distrital de Évora da Ordem dos Médicos, Augusta Portas Pereira, disse hoje que duas unidades de Saúde Familiar (USF) daquela capital de distrito alentejana estão sem aquecimento desde sábado, funcionando em "condições inaceitáveis".
Através de carta enviada ao presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, José Robalo, a presidente do Conselho Distrital de Évora da Ordem dos Médicos afirma que, desde sábado, "o edifício onde se situam as USF Planície e Eborae não tem qualquer tipo de aquecimento".
"Tendo em conta as baixas temperaturas que se têm verificado no país, fácil será para vossas excelências perceberem as condições inaceitáveis em que se observam os utentes", que são "muitos", e "as condições de trabalho dos profissionais de saúde", pode ler-se na missiva.
A carta de Augusta Portas Pereira foi divulgada, ao final da tarde de hoje, pelo Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, organismo ao qual foi dado conhecimento do documento.
"Estou em crer que perceberão a dificuldade em observar bebés e crianças na Consulta de Saúde Infantil, mulheres na Consulta da Mulher e idosos na Consulta Aberta", devido à falta de aquecimento no edifício, exemplifica a missiva.
Contactado pela Lusa, o presidente da ARS do Alentejo disse que "não tinha conhecimento prévio" desta situação, da qual foi informado "só hoje".
"Ninguém me tinha transmitido nada, não houve informação do serviço para resolver esse assunto. Só tive conhecimento hoje, quando me enviaram o `e-mail` com essa informação", frisou.
José Robalo afirmou ainda já ter pedido "ao departamento de Administração Geral da ARS para verificar e perceber o que se está a passar", para que "se possa resolver o problema".
Na carta enviada à ARS, Augusta Portas Pereira realça ainda que esta situação da falta de aquecimento no edifício "é já recorrente, pois, verificou-se também no ano passado".
A presidente do Conselho Distrital de Évora da Ordem dos Médicos solicita a "rápida resolução" da situação, a qual "põe em causa a qualidade dos serviços de saúde aos utentes".