País
Ministério Público realiza buscas na Carris e na empresa de manutenção do Elevador da Glória
A Polícia Judiciária, a pedido do Ministério Público, está a efetuar buscas relacionadas com a tragédia no Elevador da Glória que provocou a morte a 16 pessoas. A Carris já confirmou as buscas e garante que está a colaborar com as autoridades.
A operação para a recolha de provas investiga responsáveis da Carris e da empresa de manutenção. As buscas estão a decorrer nas duas empresas e nos domicílios dos responsáveis.
Em comunicado enviado às redações, a Carris garante que está a colaborar com as autoridades e confirma que as buscas estão a decorrer na sede da empresa, em Santo Amaro. A Procuradoria-Geral da República também confirmou as diligências.
O descarrilamento do elevador da Glória, a 3 de setembro de 2025, provocou a morte de 16 pessoas e ferimentos em 20.
A RTP apurou que pode estar em causa o crime de homicídio por negligência e violação de regras de segurança. As diligências envolvem mais de duas dezenas de inspetores da Polícia Judiciária e é acompanhado no terreno pelo procurador Joaquim Morgado, responsável pelo processo-crime que corre no no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.
O descarrilamento do elevador da Glória, a 3 de setembro de 2025, provocou a morte de 16 pessoas e ferimentos em 20.
A RTP apurou que pode estar em causa o crime de homicídio por negligência e violação de regras de segurança. As diligências envolvem mais de duas dezenas de inspetores da Polícia Judiciária e é acompanhado no terreno pelo procurador Joaquim Morgado, responsável pelo processo-crime que corre no no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.
As buscas contam também com a colaboração do gabinete de investigação a acidentes ferroviários - GPIAAF -, cujas conclusões preliminares levaram à demissão do diretor de manutenção da Carris, que tinha a tutela direta da infraestrutura.
O relatório preliminar, elaborado pelo GPIAAF sobre o acidente com o Elevador da Glória, conhecido a 20 de outubro, revelou que o cabo que se rompeu na cabine 1, dando origem ao descarrilamento, foi erradamente comprado pela Carris e apresentava desgaste.
O relatório acrescentou ainda que o tipo de cabo, utilizado desde 2022, não está certificado para instalações de transporte de pessoas, nem é adequado ao tipo de sistema tanto do ascensor da Glória como do Lavra, que tem instalado o mesmo tipo de cabo.
O relatório acrescentou ainda que o tipo de cabo, utilizado desde 2022, não está certificado para instalações de transporte de pessoas, nem é adequado ao tipo de sistema tanto do ascensor da Glória como do Lavra, que tem instalado o mesmo tipo de cabo.