País
Enfermeiros do hospital Amadora-Sintra entregam declaração de escusa de responsabilidade
Dezenas de enfermeiros entregaram à administração do hospital uma declaração de escusa de responsabilidades. Alegam falta de condições para prestar cuidados de saúde e adequados aos utentes em urgência.
De acordo com a agência Lusa, a declaração foi entregue no final de julho.
Na missiva, os enfermeiros indicam que as atuais condições de funcionamento do serviço de Urgência Geral estão "a expor os profissionais a responsabilidades decorrentes de circunstâncias que não controlam e não podem corrigir", lê-se no documento a que a mesma agência teve acesso.
Apontam para vários problemas, desde logo a sobrelotação diária da área ambulatória e a insuficiência de dotações médicas nas diferentes áreas funcionais do serviço.
Um dos profissionais indica mesmo à agência Lusa que os tempos de espera elevados se têm agravado, sobretudo desde que o serviço ficou sem direção clínica, já no final de fevereiro.
Segundo o mesmo profissional, no inicio desta semana "a espera chegou às 26 horas para doentes urgentes", que deveriam ser vistos em uma hora e os doentes considerados muito urgentes chegaram a esperar quatro horas.
Segundo o mesmo profissional, no inicio desta semana "a espera chegou às 26 horas para doentes urgentes", que deveriam ser vistos em uma hora e os doentes considerados muito urgentes chegaram a esperar quatro horas.
"Com tanto tempo de espera, qualquer doente que não seja urgente pode passar a sê-lo", refere o mesmo profissional de saúde, lembrando que uma espera desta dimensão condiciona a avaliação clínica.
A escassez de enfermeiros já tinha obrigado à redução da capacidade de internamento na urgência, que tem agora menos 18 camas.
Em junho, o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora-Sintra, que serve mais de 600 mil habitantes, apresentou o Plano de Transformação a Assistencial e Estratégico, que inclui diversos investimentos estruturantes, entre os quais a construção de um novo edifício para o hospital, a modernização de infraestruturas e o reforço da capacidade assistencial da instituição.
A agência Lusa pediu à administração do hospital informação sobre que medidas foram ou estão a ser tomadas para responder aos problemas apontados pelos profissionais e aguarda resposta.
c/ Lusa