"Escassez de efetivo". Sindicato da PSP pede reunião urgente a IGAI

Em missiva com conhecimento do Ministério da Administração Interna e da Direção Nacional da PSP, a estrutura sindical recorda que “expôs formalmente a degradação da gestão de recursos humanos”.

Cristina Sambado - RTP /
António Antunes - RTP

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia apela a uma reunião urgente com o inspetor-geral da Administração Interna (IGAI) na sequência do que descreve como agravamento das condições de trabalho e reiterada falta de resposta aos problemas que afetam os polícias.O objetivo do encontro é fundamentar presencialmente estas queixas e exigir medidas que ponham fim à normalização do abuso sobre os profissionais da PSP.

A estrutura destaca que “a escassez de efetivo tem sido colmatada através de um abuso generalizado no corte de folgas (com ou sem despacho de exceção)".

Uma prática que, para a ASPP/PSP, "está focada em assegurar serviços remunerados e formações" e "ignora a dimensão humana do polícia".

Alem disso, a estrutura sindical alerta para as consequências diretas do cenário: “Saúde Mental e Burnout: Um efetivo envelhecido, exausto e desmotivado; Insegurança Operacional: O perigo de manter profissionais armados em cenários exigentes sem o devido descanso; Desrespeito Estatutário: A utilização abusiva do dever de disponibilidade para atropelar o direito elementar à folga”.

No documento, a ASPP/PSP sublinha ainda os pontos críticos que considera que exigem uma intervenção imediata, e dá exemplos: “Inexistência de horas suplementares na PSP; Compromissos com entidades privadas sem que haja efetivo disponível para os cumprir; Falta de compensação posterior pela supressão de folgas; Procedimentos disciplinares abusivos contra quem invoca indisponibilidade para gratificados; Ausência de políticas governamentais que resolvam problemas estruturais”.

Em declarações à Antena 1, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, Paulo Santos, traça um retrato de exaustão.
Paulo Santos frisou que há “profissionais a trabalhar 28 dias seguidos, que andam armados e conduzem carros de patrulha”, que obriga a “uma destreza, quer psíquica, quer física para responder a ocorrências policiais”.

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