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Especialista explica que queda de meteorito é fenómeno raro

por RTP

Em entrevista à RTP, o especialista em astronomia, Miguel Gonçalves, afirma que encontrar um material de meteorito é raro, embora estes fenómenos de avistamento de meteoros sejam recorrentes. Sobre o clarão azulado que foi observado, o especialista explicou que será "um meteoro com grande concentração de magnésio".

"Não é o fim do mundo", começou por sossegar os telespectadores, acrescentando que "fenómenos destes acontecem", embora "não com esta magnitude".

Todos os dias, segundo o Miguel Gonçalves, "há cerca de 100 toneladas de material - pequenas rochas, poeiras - que entram pela nossa atmosfera", que tem a "notável capacidade de incinerar, desgastar cerca de 90 a 95 por cento deste material".

"O que acabámos de ver é um meteoro. Aquilo que popularmente chamamos de estrelas cadentes", explicou o especialista. "São pedaços de rochas que entram a velocidades entre os 7 e os 14 quilómetros por segundo".

Se por acaso "estas rochas conseguirem sobreviver a estes desgaste tremendo da atmosfera e se caírem na superfície da terra (...) recebe o nome de meteorito".

"Portanto, meteoro é o risco brilhante que está no céu. Se porventura conseguir sobreviver e cair na superfície da terra chama-se meteorito", explanou.

Até agora não há registo de recolha de material rochoso associado a este meteoro, por isso, não há para já meteoritos.

"Não é um dado adquirido que um meteoro dá origem a meteoritos", indicou ainda. "É raro encontrar meteoritos em zonas humanas, citadinas".

"É muito mais provável cair nos oceanos, (...) nos desertos".

Sobre a cor azul avistada no céu, o especialista explicou que se trata provavelmente de "um meteoro com grande concentração de magnésio".
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