EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Espuma no Tejo. Ministro do Ambiente aponta "problema de saturação"

Espuma no Tejo. Ministro do Ambiente aponta "problema de saturação"

Uma semana após ter aparecido um manto de espuma sobre as águas do Tejo, na região de Abrantes, o ministro do Ambiente vem admitir que o maior curso fluvial da Península Ibérica possa ter sido afetado por eventuais descargas poluentes. Mas Matos Fernandes salientou que “o problema é de saturação”.

RTP /
“O problema do Tejo é um problema de saturação”, afirmou o titular da pasta do Ambiente, Matos Fernandes Paulo Cunha - Lusa

“O problema do Tejo é um problema de saturação, mais evidente no final do ano hidrológico, em que choveu infelizmente muito pouco”, afirmou o ministro do Ambiente em declarações aos jornalistas em Coimbra.
Matos Fernandes esteve na assinatura de um protocolo entre o Fundo Ambiental e as comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional para a realização de agendas regionais no quaro do Plano de Ação para a Economia Circular.

“Não se exclui a possibilidade de ter havido ou não algumas descargas suplementares em cima deste problema de saturação”, acrescentou, todavia, João Matos Fernandes.

De acordo com o governante, na próxima segunda-feira vão ser tornadas públicas “as análises que foram feitas, durante 24 horas, nas maiores estações de tratamento de águas residuais das indústrias do papel”. O que deverá permitir “saber se houve alguma descarga”.

Por agora, continuou o titular da pasta do Ambiente, “a única novidade é que a qualidade da água do Tejo é melhor”.

Na passada sexta-feira o ministro anunciara um conjunto de medidas para responder à poluição no Tejo, a começar pela remoção da espuma, além da remoção de sedimentos contaminados das albufeiras e de uma redução de atividade da Celtejo, empresa de pasta de papel.

Esta quarta-feira “mergulhadores começam a recolher algumas amostras do fundo das albufeiras”, ainda segundo o ministro do Ambiente, que explicou que “os dragados têm de ser previamente analisados”.

Espera-se igualmente a divulgação, nas próximas horas, dos resultados das análises à água e espuma recolhidas no local em causa por parte da Agência Portuguesa do Ambiente.
“Próximo da anoxia”

João Matos Fernandes destacou que, há uma semana, o Rio Tejo encontrava-se “muito próximo da anoxia”, apresentando somente 1,1 miligramas de oxigénio por litro de água na albufeira do Fratel.

O ministro sublinhou que, na porção portuguesa do Tejo, “já não existe nenhum ponto que não tenha praticamente cinco miligramas de oxigénio por litro”.

O governante quis, por último, enfatizar, referindo-se a Espanha, que a degradação da qualidade da água do Tejo internacional “não é só um problema causado em Portugal”.

c/ Lusa
Tópicos
PUB