País
Foram libertados dois dos detidos no caso da Esquadra do Rato da PSP
Os 15 agentes detidos no âmbito dos casos de tortura e violações na esquadra da PSP do Rato, em Lisboa, começaram a ser ouvidos em tribunal esta quinta-feira. Um policia e o único civil que estava entre os 16 suspeitos dos crimes de tortura e violação foram libertados. Vários polícias decidiram prestar hoje declarações ao juiz de Instrução Criminal.
O advogado do civil entendeu que o cliente tinha sido detido ilegalmente, sem fundamentos legais, e o juíz de Instrução Criminal concordou, libertando o segurança de uma discoteca, o único civil detido nesta operação. Sai sem medida de coação, refere o representante legal Pedro Madureira.
Os 16 detidos no âmbito dos casos de tortura e violações na esquadra da PSP do Rato já começaram a ser identificados em primeiro interrogatório no Campus da Justiça, em Lisboa.
No total são 15 polícias, incluindo dois chefes da PSP, e um civil. Já foram todos identificados e vários polícias decidiram prestar declarações.
Em causa estão suspeitas de tortura grave, violação, abuso de poder e ofensas à integridade físicas qualificadas.
À entrada do Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, o advogado Tiago Melo Alves, que representa quatro dos agentes detidos, referiu que ainda é cedo para adiantar explicações sobre o caso, tendo dito que os agentes se sentem injustiçados.
A operação envolveu 30 buscas. A PSP explicou que foram feitas por 14 magistrados do Ministério Público em cooperação com a PSP.
Até agora já foram detidos 24 polícias. Nove estão em prisão preventiva, dois já sabem que vão a julgamento e 15 foram detidos na terça-feira. O inquérito está em segredo de justiça.
Em causa estão alegadas torturas e violações a pessoas vulneráveis como toxicodependentes e sem-abrigo, na sua maioria estrangeiros, na esquadra do Rato, numa investigação denunciada pela PSP.
Muitos desses abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes.
Muitos desses abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes.
Outros sete polícias foram detidos em março de 2026 e estão a aguardar em prisão preventiva o desfecho da investigação, que poderá ou não culminar numa acusação do Ministério Público pelos mesmos crimes.
c/Lusa