País
Estudo revela que raparigas em idade escolar são vítimas de ciberviolência sexual
No mês em que se celebra o Dia Europeu da Internet Segura, a Plataforma Portuguesa Para os Direitos das Mulheres divulga um estudo em ambiente escolar segundo o qual a ciberviolência é diferente mediante o género das vítimas. Rapazes também são vítimas, mas as raparigas são mais atingidas.
O estudo A ciberviolência com base no sexo em Portugal: perspetivas de crianças e jovens, escolas e forças de segurança foi desenvolvido no âmbito do projeto europeu bE_SAFE.
Na internet, as raparigas "sofrem assédio, uma ciberviolência muito acentuada, com um cariz sexual", que passa por "ameaças, chantagem" e partilha de imagens "não solicitadas ou não consentidas", explica Paula Barros, presidente da Plataforma Portuguesa Para os Direitos das Mulheres.
Antena 1
As vítimas nem sempre são entendidas como tal, já que a sociedade cria "uma certa normalização, banalização, até legitimação dessa violência", com efeitos sentidos a longo prazo, diz a responsável.O estudo estabelece uma relação entre problemas de saúde mental - ansiedade, depressão, isolamento, automutilação e ideação suicida - e a violência sofrida online.
A Plataforma Portuguesa para os Direitos da Mulher acredita que a escola pode ajudar, mas ainda há falta de ferramentas para combater este tipo específico de violência.
A PSP e GNR, que também participaram no estudo, reconhecem o fenómeno crescente, mas apontam que existe uma falta de legislação autónoma. A formação para o cibercrime é outra lacuna, quer na escola, quer nas polícias.
A PSP e GNR, que também participaram no estudo, reconhecem o fenómeno crescente, mas apontam que existe uma falta de legislação autónoma. A formação para o cibercrime é outra lacuna, quer na escola, quer nas polícias.