Exames nacionais. Ministro da Educação sob fogo cerrado de PCP e Chega

Exames nacionais. Ministro da Educação sob fogo cerrado de PCP e Chega

O Partido Comunista Português e o Chega querem ouvir o ministro da Educação, Fernando Alexandre, sobre os problemas de avaliação dos exames nacionais verificados nas últimas semanas.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Fernando Alexandre, ministro da Educação Foto: Tiago Petinga - Lusa

André Ventura, líder do Chega, anunciou que vai propor um debate de urgência no Parlamento, para Fernando Alexandre explicar as "falhas brutais" verificadas, defendendo que este "ocorra na próxima semana, antes da discussão do Estado da Nação". Ventura afasta por enquanto a realização de uma comissão de inquérito, explicando que "é importante ouvir o ministro e o Governo antes de quaisquer outros instrumentos" e é preciso "assacar responsabilidades já" e "compreender já o que falhou".

A bancada comunista justifica por seu lado um pedido de audição do ministro em sede da Comissão de Educação e Ciência, com a necessidade desete esclarecer "quais as medidas que serão adotadas para que se garanta que nenhum estudante fique prejudicado face aos problemas verificados na época dos exames nacionais".

Tanto o PCP como o Chega apontam o impacto dos problemas nos pais, alunos, professores e "toda a comunidade escolar em Portugal" e acusam o governo de incompetência.

André Ventura disse que "hoje, logo pela manhã, o sistema criado pelo próprio Governo de plataforma de avaliação digital estava novamente em baixo" e considerou que seria importante compreender "o que aconteceu".

"É inaceitável que o Ministério da Educação tenha dito aos professores, aos alunos, aos pais, que lhes levaria a cabo uma revolução de eficiência e lhes tenha dado uma revolução de incompetência na gestão da educação em Portugal", criticou.

Para o PCP, "depois de o ministro da Educação, Ciência e Inovação ter descartado as suas responsabilidades, como se o caos nos exames não fosse um problema do seu Ministério e do Governo, a situação está longe de estar resolvida" e que a "prioridade neste momento é a de garantir que nenhum estudante seja prejudicado na sua avaliação, percurso educativo, incluindo acesso ao ensino superior".

"Deste modo, o PCP considera que cabe ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação e ao Governo a assunção de responsabilidades e a adoção de todas as medidas necessárias para a resolução rápida do problema, assegurando que todos os estudantes vêm as suas justas expectativas correspondidas", acrescentam os comunistas. 

c/Lusa
PUB