Explosão em Setúbal deixou 140 pessoas sem casa

Euridíce Pereira, Governadora Civil de Setúbal desmentiu a informação de que os últimos três andares do prédio seriam parcialmente demolidos, depois de realizada a primeira vistoria.

RTP /
Acidente fez 40 feridos RTP

A Governadora Civil de Setúbal prestou estas declarações à RTP depois de técnicos do LNEC da Protecção Civil, dos Bombeiros e da Polícia Judiciária terem estado, durante cerca de 30 minutos no interir do edifício.

“Depois da vistoria feita chegou-se à conclusão de que existe preocupação quanto à sustentabilidade do prédio e há algum receio de ruptura evolutiva”, afirmou Euridíce Pereira, que acrecentou:”os escombros estão a fazer alguma pressão nos pisos inferiores”.

A forte explosão de ontem no n.º13 da Praceta Afonso Paiva, no bairro de Monte Belo, em Setúbal, provocou 40 feridos, três deles em estado grave e 140 pessoas ficaram sem casa.

Os técnicos do LNEC chegaram ao local pouco depois das 09:30 horas da manhã, a pedido do Ministério da Administração Interna, para apurar se o prédio tem ou não condições de habitabilidade. A explosão de ontem destruiu os últimos três andares do prédio, de 13 andares, e agora é necessário avaliar toda a estrutura do edifício para saber se foi ou não afectada pela explosão.

Ao que tudo indica a explosão terá tido origem no sistema de distribuição de gás que abastece o edifício. O prédio actualmente tem gás butano canalizado, mas, nos últimos dias estava a ser renegociada a transferência para gás natural. O que tem provocado alguma polémica na origem desta explosão, ontem na altura da explosão um vendedor da empresa de gás natural estava no prédio a tentar aliciar uma moradora para proceder à transferência.
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