Falsa ameaça de bomba em voo da Ryanair

Falsa ameaça de bomba em voo da Ryanair

A ameaça de bomba obrigou à intervenção das autoridades não só no avião que assegurava a ligação entre Roma e Lisboa, como também na aeronave que fazia o regresso a Itália.

Filipe Alexandre Gonçalves - RTP / Adicionar como fonte informativa
A polícia informou que tendo em conta que as diligências de segurança realizadas pela PSP tiveram um "resultado negativo" foi reposta a normalidade no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Foto: Imago Images via Reuters

O voo FR 8196 da Ryanair descolou do aeroporto de Fiumicino, em Roma, às 05h48 (04h48 em Lisboa) desta sexta-feira, e aterrou na capital portuguesa pelas 08h27. 

Mas a ameaça de bomba não se limitou ao voo da Ryanair proveniente de Roma. 

A Polícia de Segurança Pública (PSP) acaba de divulgar um comunicado em que explica que também foi recebida uma ameaça dirigida ao voo FR8197, que deveria realizar a ligação entre Lisboa e a capital italiana.

A comunicação foi recebida pelas 07h20, através dos mecanismos de cooperação policial internacional, quando a aeronave que iria assegurar esse voo ainda se encontrava em aproximação ao aeroporto, proveniente de Roma, onde tinha operado o voo FR8196.


Perante a ameaça, a PSP ativou os procedimentos de segurança aeroportuária, em articulação com a entidade gestora do aeroporto, a companhia aérea e as restantes autoridades competentes.

Depois da aterragem, vários elementos da Unidade Especial de Polícia (UEP) realizaram uma vistoria à aeronave para verificar a eventual existência de "objetos ou engenhos suscetíveis de comprometer a segurança da aeronave e dos seus ocupantes", pode ler-se no comunicado.

A nota divulga ainda que a Unidade Especial de Polícia (UEP) realizou a vistoria de segurança ao avião mas não foi detetado qualquer engenho explosivo ou objeto suspeito.

A PSP informa ainda que como medida adicional de precaução, foi ainda determinado que "todos os passageiros e respetiva bagagem destinados ao voo FR8197 fossem novamente submetidos aos procedimentos de rastreio de segurança antes do embarque não tendo sido detetada qualquer anomalia ou objeto suspeito.".

A polícia refere ainda que "as diligências de segurança realizadas pela PSP tiveram, assim, resultado negativo, tendo sido reposta a normalidade no Aeroporto Humberto Delgado".

A operação contou com a colaboração da Polícia Judiciária e da Autoridade Nacional da Aviação Civil. 

As autoridades estão agora a desenvolver diligências para apurar "a origem e as circunstâncias da ameaça", não sendo, nesta fase, divulgados mais pormenores que possam comprometer a investigação.

No comunicado, a PSP reafirma que "a segurança da aviação civil constitui uma prioridade permanente" e garante que continuará a desenvolver as diligências necessárias para proteger passageiros, tripulações e infraestruturas aeroportuárias.
França regista quatro novas ameaças de bomba a aviõesEsta sexta-feira, quatro novas ameaças de bomba foram registadas contra aeronaves que sobrevoavam território francês. A informação foi avançada pela agência France-Presse (AFP), que cita um comunicado do gabinete do primeiro-ministro francês.

Os quatro aviões aterraram "sem incidentes", estando a ser submetidos a inspeções de segurança por equipas especializadas em desativação de explosivos.

Três das aeronaves encontram-se no aeroporto de Orly, em Paris, e a quarta em Bordéus, segundo uma fonte próxima do processo citada pela AFP.

"Uma investigação está em andamento para determinar a origem dessas ameaças, que afetam toda a Europa"
, adiantou o gabinete de Sébastien Lecornu, responsável pela segurança e defesa aérea do país.
Onze voos alvo de ameaças de bomba entre Praga e Sófia
Também 11 voos com origem ou destino em Praga, na República Checa, e Sófia, na Bulgária, foram alvo de ameaças de bomba, informou esta sexta-feira a agência France-Presse (AFP), citando responsáveis aeroportuários e o Ministério dos Transportes búlgaro.

"As ameaças referem-se a voos provenientes da Dinamarca, da Grã-Bretanha e dois de Espanha", revelou uma porta-voz do aeroporto de Praga à agência France-Press. 

Quanto às partidas, os alertas envolveram aeronaves com destino aos Países Baixos, Chipre, Roménia, Itália e Reino Unido.

As autoridades receberam ainda "novas informações" que apontavam para a "colocação de artefactos explosivos num grande número de aeronaves", incluindo aviões que já tinham sido alvo de alertas anteriores.

Na Bulgária, o Ministério dos Transportes confirmou à AFP que as ameaças abrangeram também voos sem destino a Sófia, nomeadamente aeronaves provenientes de Londres-Stansted e Bruxelas. O organismo garantiu estar a acompanhar a situação.

Na quinta-feira, a polícia checa já tinha inspecionado quatro aeronaves na sequência de ameaças semelhantes. 

Até ao momento, a informação divulgada pela AFP não confirma a existência de engenhos explosivos.
Bruxelas diz ser cedo para estabelecer ligação entre ameaças
A União Europeia considera ser "demasiado cedo para tirar conclusões" sobre uma eventual ligação entre a sucessão de ameaças de bomba dirigidas a aviões comerciais nos últimos dias. 

O comissário europeu para os Transportes Sustentáveis ​​e o Turismo, Apostolos Tzitzikostas, afirmou que Bruxelas está a "monitorizar atentamente a situação", em contacto com os Estados-membros e com a Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação.


Na quinta-feira, segunda vaga de ameaças desta semana, foram registados entre 20 e 27 incidentes, segundo números avançados pelo imprensa internacional. Já o jornal britânico The Guardian contabilizava pelo menos 35 aeronaves sujeitas a buscas ou desvios ao longo da última semana. 

Nenhuma das ameaças se confirmou, mas os alertas obrigaram a aterragens não programadas, inspeções e escoltas de caças, perturbando o tráfego aéreo europeu.

Quanto à autoria, as autoridades ainda não estabeleceram responsabilidades. 

A BBC avança que as ameças terão sido enviados em nome dos Fighters of the Male State um grupo russo de extrema-direita e antifeminista. Os e-mails terão sido dirigidos a aeroportos de Roma e Sófia. 

O canal público britânico refere que o grupo alega ter como alvo um "regime feminista" e pretendem "deixar a sua marca na história". A BCC avança ainda que o grupo terá ameaçado "tingir os céus de vermelho" com explosões.

A eventual ligação do grupo a todos os incidentes não está, porém, confirmada.
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